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Nova Barbie levanta debate sobre a evolução dos brinquedos

Um brinquedo que chega ao mercado americano no Natal vem sendo alardeado como a grande mudança no nicho. Antes, Barbies eram para meninas e blocos de construir, para meninos. Mas, pela primeira vez em 50 anos de Barbie, a Mattel associou um kit de construção à boneca mais perua do globo.
 
É que os pais andam mais presentes na vida dos filhos e as meninas estão sendo estimuladas a usarem brinquedos que desenvolvam desde cedo suas capacidades matemáticas e científicas.
 
A linha da Barbie que constrói seria reflexo da mudança no papel paterno e de outras revoluções sócio-econômicas, no discurso da indústria. "Papais podem muito bem participar dessa brincadeira; de outra forma, eles se sentiriam fora de seu território", explicou a psicóloga Maureen O'Brien, que deu consultoria ao desenvolvimento do produto.
 
O novo brinquedo se ajusta ao mais recente Censo feito nos EUA, que mostrou o aumento no número de homens responsáveis por cuidar dos filhos enquanto as mães trabalham fora e no número de pais que passam mais tempo com os filhos do que qualquer outro adulto -mãe incluída.
 
De olho na mudança, a Mattel, unida à canadense Mega Brands, acaba de colocar nas prateleiras dos EUA o kit "Barbie Build'n Style" (construção e estilo), com o objetivo de atrair pais e filhas.
 
Sim, a Barbie agora constrói, mas não que tenha abandonado seu mundo rosa para virar engenheira: seus blocos são encontrados nas "opções" de sempre: piscina, casa de luxo, loja de roupas...O kit deve chegar ao Brasil no segundo semestre de 2013.
 
Construção para meninas está em alta. A linha "Friends", da Lego, lançada nos EUA em janeiro e voltada às garotas, nasceu de um pedido direto de mães e crianças.
 
O brinquedo, também tratado como inovador pela mídia e pelo comércio, foi desenvolvido em quatro anos, conforme o diretor de operações da empresa dinamarquesa no Brasil, Robério Esteves.
 
"A linha traz meninas urbanas, com profissões e personalidades diferentes. O objetivo é mostrar que elas se projetam hoje em suas mães, mulheres modernas e ativas profissionalmente", diz.
 
Segundo Esteves, a Lego "sempre insistiu na busca do desenvolvimento do raciocínio lógico, da coordenação motora e da criatividade".
 
Os blocos da série, à venda no Brasil, permitem a construção de salão de beleza, cafeteria, campo de equitação e laboratório, entre outros.
 
"Discurso da cegonha"
 
Enquanto duas gigantes da indústria sinalizam a tentativa de acompanhar as recentes transformações vividas por seu público, alguns pais e especialistas acham que o conservadorismo nesse mercado segue intocado.
 
A designer Anne Rammi, que tem um site sobre maternidade,
com os filhos Joaquim (de vermelho) e Tomas
Avener Prado/Folhapress
 
"As inovações não passam de reflexo da nossa cultura de excessos. Nunca houve tanto brinquedo inútil", opina a designer Anne Rammi, mãe de dois meninos.
 
"A indústria de brinquedos não está preocupada em oferecer produtos com responsabilidade social", diz Anne, 32. Ela ilustra a visão de outras mães de sua geração, ativas na internet, às vezes com blogs temáticos, que apontam defasagem entre sua realidade familiar e os brinquedos -sempre divididos entre carros e heróis "deles", bonecas e panelinhas "delas".
 
Quem é do ramo não concorda com essa percepção. "Não há defasagem entre a sociedade e a produção, até porque se eu não me antecipar ao que a criança vai querer, eu vou perder mercado", diz Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq, que reúne fabricantes brasileiros.
 
"Há 3.000 designers brasileiros independentes que criam para 523 fábricas -e eles não estão defasados."
 
Brinquedos podem ser conceitualmente interessantes desde que vendam. Costa dá o exemplo da boneca grávida lançada no início dos anos 1990, um fracasso.
"Esquecemos de perguntar à mãe se ela estaria disposta a explicar à filha de seis anos como uma mulher fica grávida. No Brasil, ainda predomina o discurso da cegonha. A gente não pode ir contra a cultura da mãe brasileira."
 
Não quer dizer que não haja inovação. "O lançamento das bonecas negras foi um sucesso, hoje estão estabelecidas no mercado, assim como os brinquedos para crianças especiais. Lançamos há pouco bonecas que têm assaduras e podem ser curadas. Isso mexe na sociedade infantil", enumera o empresário.
 
Uma característica histórica do setor de brinquedos é a escassez de opções "lúdico-educativas", diz Sandra Mara Corazza, doutora em educação e professora na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e na universidade Lumière Lyon 2, na França.
 
"O mundo dos brinquedos é atrasado, limitado e simplificador; embora haja mudanças, ele não acompanha o que vivemos", diz Corazza.
 
Para Lais Fontenelle, psicóloga do Instituto Alana (dedicado a projetos sobre o universo infantil), o problema não é a distância entre o que as prateleiras oferecem e o que a criança vive. Ela critica o procedimento da indústria de tentar prever ou inventar demandas. "Desde sempre pais conseguiram brincar com suas filhas sem precisar de blocos de construção cor-de-rosa da Barbie", afirma.
 
Em meio à multiplicidade de opiniões e opções -a estimativa é de que sejam vendidos 4.500 modelos de brinquedos no país neste ano-, a questão é saber quais elementos ajudam a compor o presente ideal.
 
"As crianças precisam de pouco para se divertir; o bom brinquedo é o que não vem tão pronto", diz Fontenelle.
 
Anne Rammi, que tem um site (www.mamatraca.com.br) sobre maternidade, pensa da mesma forma: "Brinquedos simples e duráveis são capazes de suprir as necessidades de entretenimento e desenvolvimento de cognição. As coisas que eram criativas e interessantes há 50 anos continuam as mesmas. O resto é invenção para fazer a gente gastar".
 
O presidente da Abrinq contesta: "Criança não gosta de coisa velha; quem gosta de coisa velha é acadêmico e psicólogo. Criança, não."
 
Já a educadora Corazza considera que o grau de antiguidade, o material e as visões de mundo associadas a um brinquedo não falam mais alto do que a atitude dos pais. "O adulto deve assumir a responsabilidade ética de tornar o brinquedo mais criador. Implica estabelecer entre adultos, crianças e brinquedos uma relação que vá além dos limites de cada um."
 
"Cada sociedade tem o brinquedo que merece", afirma a educadora. "Para fugir dos brinquedos bobos, temos de deixar de tratar a infância de maneira boba, parar de adultizar a infância, enquanto o mundo adulto é infantilizado eternamente."
Com o "New York Times"
 
Fonte: Folha

Como escolher um brinquedo que agrade uma criança?

 
 
Bola fora
Mesmo antes da árvore de natal ser desmontada, a criança começa a perder interesse no caro brinquedo eletrônico que ainda vai aparecer várias vezes na fatura do seu cartão de crédito.
Talvez você tenha até feito para si mesmo a promessa de que não repetiria esse erro novamente "no ano que vem" - que, não por acaso, é "este ano".
Então, como escolher brinquedos que a criança tenha interesse em manter consigo?
Compre com objetivos claros
Em época de muitos gastos, dar um presente não precisa necessariamente envolver ir às compras de bugigangas de alta tecnologia e altos preços.
Antes de sair, considere a idade, os interesses e a aptidão da criança, e reflita sobre o que lhe traz um sorriso e a leva a passar horas brincando.
"A maioria das pessoas já experimentou o desgosto comprar um presente que não agradou. Muitas vezes, é porque o item é estruturado demais. Quando um brinquedo tem uma função muito limitada ele não consegue manter o interesse de uma criança. Para ajudar a evitar isso, pergunte a si mesmo, 'o que a criança pode fazer com isso?', orienta o psicólogo Dale Grubb, da Universidade Wallace Baldwin (EUA).
Roteiro para comprar um presente
Estudando o assunto, Grub desenvolveu um roteiro para ajudar a escolher um presente que não apenas agrade a criança, mas também auxilie em seu desenvolvimento.
Ao comprar um presente para uma criança, escolha um que:
  • Desenvolva habilidades físicas ou intelectuais
  • Divirta
  • Estimule a imaginação
  • Ensine socialização e a jogar em equipe
  •  
Criatividade + variedade + estratégia = Diversão
"A variedade é também uma consideração importante", continua o psicólogo. "Embora comprar um presente que esteja fora dos interesses demonstrados pela criança gere um risco de 'presente errado', o mesmo acontece ao comprar outro conjunto de lápis de cor para o artista em crescimento ou outra bola para o aspirante a craque."
Edwin Meyer, outro psicólogo da mesma universidade, também incentiva a compra de presentes que exijam criatividade e estratégia: "Qualquer jogo ou brinquedo onde você vê uma criança sentada tentando descobrir a melhor jogada é uma boa opção."
Ele também apoia a compra de instrumentos para práticas artísticas: "Crayons, tintas, massa de modelar, entre outros materiais, oferecem maravilhosas oportunidades de aprendizagem e ajudam a desenvolver habilidades manuais."
Participar das brincadeiras
Segundo Grubb, quem dá um presente não pode pressupor que o seu papel está completo assim que o papel do embrulho é rasgado.
"É importante para uma criança estar em um ambiente onde a criatividade e o aprendizado são valorizados. Pais, familiares, amigos e cuidadores têm de participar também."
Ele afirma que se envolver com as brincadeiras da criança diz a ela que a criatividade e o aprendizado são importantes, encorajando a socialização e fortalecendo as ligações afetivas.
Mas ele se apressa em advertir que os adultos não devem se tornar excessivamente zelosos na coordenação das atividades.
"Certifique-se de que a criança está dirigindo a brincadeira," recomenda ele. "Quando você brinca de casinha com uma criança, deve permitir que a criança dirija o jogo criativo em qualquer direção. Simplesmente siga com a brincadeira, mesmo que isso signifique passar um tempo espremido dentro de uma caixa que serve de casinha," conclui ele.
 

Crianças com deficiência contam quais são suas brincadeiras preferidas

Lamiss, 7, adora pensar que é professora
Lucas Lima/Folhapress
'Tia' das bonecas
Todos os dias, o quarto de Lamiss Taghlebi, 7, transforma-se em sala de aula.
Enquanto ela passa a lição, Barbies e ursinhos de pelúcia prestam atenção à professorinha de cadeira de rodas.
"Finjo que estou em 'Carrossel' e que sou a professora Helena", conta.
 
 
Artilheira rosa
Fernanda, 5, gosta de futebol
Lucas Lima/Folhapress
O que mais chama a atenção em Fernanda de Souza, 5, não são as mechas cor-de-rosa no cabelo. A primeira coisa que você vê é seu sorriso. Principalmente quando joga bola.
Apoiada na mãe para levantar da cadeira de rodas e ficar em pé, ela chuta no ângulo.
"Adoro futebol. Mas gosto de pintar também", conta a menina, enquanto desenha no bloco de notas do repórter.
 
 
Brincar é na rua
Emily, 10, gosta de brincar na rua
 Lucas Lima/Folhapress
Emely Gabriely Silva, 10, nasceu duas vezes.
Até os três anos, corria e estava aprendendo a andar de bicicleta. Aí veio um caminhão e ela não viu mais nada. Quando acordou, estava sem a perna direita.
Foi então que nasceu de novo: ela reaprendeu a andar e hoje se equilibra na bicicleta e até pula corda. "Não gosto de boneca. Prefiro brincar na rua", diz.
 
 
 
Alta velocidade
Gabriel, 10, é craque no videogame
Lucas Lima/Folhapress
Todos os dias, Gabriel Fernandes, 10, espera ansioso para ir à casa da vizinha. Como o garoto não tem videogame, é lá que ele se transforma em piloto, a cadeira de rodas, em carro de corrida e o quarto, em autódromo.
Gabriel pisa fundo e garante: é difícil ganhar dele em jogos de velocidade.
Antes, os amigos não davam muita bola para Gabriel. Mas ele é um corredor. Rapidinho, conquistou os meninos e agora todos jogam videogame juntos.
 
Fonte: Folha

Crianças com deficiência inventam formas de brincar

Lucas Lima/Folhapress
 
 
Gabriel Fernandes, 10, é fera no videogame, nem lembra quando perdeu um jogo de corrida pela última vez. Lamiss Taghlebi, 7, adora brincar de escolinha. Fernanda de Souza, 5, é a artilheira no futebol do seu quintal.
 
Além de craques da brincadeira, os três possuem outra coisa em comum: têm deficiência intelectual e física e andam de cadeira de rodas. "Criança sempre dá um jeito de brincar. Não importam as limitações", diz Lina Borges, terapeuta ocupacional da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente).
 
Para driblar as deficiências, as atividades são adaptadas. No futebol, por exemplo, a bola é mais pesada para que role mais lentamente, e as crianças jogam sentadas no chão.
Há duas semanas, durante o Teleton (evento do SBT que arrecada dinheiro para a AACD), Ivan Fontenelli, 4, andava pra lá e pra cá com seu skate. Com má formação das pernas e dos braços, é com ele que o menino se locomove. "Brinco de futebol, corrida, tudo. Tenho até duas namoradas", conta baixinho para a mãe não escutar.
 
No próximo sábado, dia 1º, começa a 3ª Virada Inclusiva, organizada pelo governo de São Paulo em mais de 80 cidades, com lazer e esportes adaptados. Termina em 3/12, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (viradainclusiva.sedpcd.sp.gov.br).
 
Fonte: Folha

Cadeirante pode jogar futebol? E brincar de pega-pega? Saiba como

Já viu boliche com canaleta para arremessar a bola? E pega-pega no colo de adultos? Essas e outras adaptações ajudam crianças com deficiência na hora de brincar.
 
"É muito gostoso quando alguém me pega no colo e sai correndo na hora do pega-pega", conta Lamiss Taghlebi, 7. Crianças sem deficiência se adaptam às regras diferentes para brincar junto. A lei é se divertir sempre.
 
 
Fonte: Folha

Brincar com o pai traz confiança ao pequeno

Quanto tempo por dia você brinca com seu filho? Um estudo inédito no Brasil, chamado “A Descoberta do Brincar”, mostra que a maioria dos pais brasileiros não se mostra disposta a dedicar tempo às crianças com essa finalidade. Os motivos para isso são vários, incluindo excesso de trabalho. Tanto que apenas 37% das crianças brincam com o pai ou a mãe; 71% brincam com os amigos do bairro ou rua; e 69%, com os amigos da escola.

Os pesquisadores também descobriram que o tempo para brincar está cada vez menor. Isso acontece por diferentes razões em cada classe social. Os especialistas alertam para os riscos dessa postura, como o estresse das crianças, a perda de atenção, falta de motivação e dificuldade de criar e ter autonomia sobre o uso do seu tempo.

Para a psicopedagoga da Escola São Domingos, Rita de Cássia Ferreira da Silva, as brincadeiras são fundamentais para o desenvolvimento da criança. “O que se percebe é que, na fase infantil, a brincadeira é muito importante. Após os 6 anos, as brincadeiras passam a ser outras. Mas são fundamentais, porque a criança, ao interagir com o outro, se percebe como ser humano”.

De acordo com a profissional, as brincadeiras estimulam o lado cognitivo, o emocional e a percepção de mundo da criança, além do desenvolvimento motor, que é o corpo.

Qualidade
 
Para Rita, é fundamental que o pai ou a mãe tenha um horário de qualidade ao lado do filho. “Independentemente da duração do tempo, o envolvimento tem que ser de qualidade. Eles criam a relação social e aprendem a se expressar, socializar e também ganham confiança”, explica.

O policial militar Agnaldo Mariano Almeida, pai de dois filhos - 10 e 16 anos - procura priorizar a relação com os filhos. “O mundo está muito complicado e por isso acho fundamental essa relação. Nos horários de folga do fim de semana, dedico o tempo livre a eles. A gente joga bola, solta pipa, viaja, vai a praia e joga videogame. Sempre juntos. Assim, eles crescem mais conscientes. Sou um espelho para os dois”, ressalta.
 

Todo brinquedo pode ser educativo; veja os mais adequados para crianças de até nove anos

Bloquinhos de madeira, fantoches de pano, peças com formato de letras. Afinal, brinquedos vendidos como educativos educam de fato? Para especialistas ouvidos pelo UOL Gravidez e Filhos, sim, mas com uma ressalva significativa: qualquer brinquedo pode ser educativo –seja ele projetado com essa intenção ou não.

"O que ficou conceituado no mercado como educativo é o brinquedo com objetivo de desenvolver algumas habilidades ou conhecimentos específicos, o que não quer dizer que outros brinquedos não façam a mesma coisa", afirma Maria Ângela Barbato, do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar, da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo.
Mesmo o mais banal dos bonecos pode ajudar a desenvolver as mesmas capacidades do que um brinquedo com rótulo de educativo. "Quando uma criança tenta abotoar a blusa ou calçar o sapato em uma boneca, por exemplo, ela trabalha a coordenação motora fina. Fora isso, quando combina suas roupinhas de várias maneiras, intuitivamente, faz análise combinatória. Conteúdo que o adolescente só vai estudar no ensino médio", diz Maria Ângela.
Já um brinquedo educativo com possibilidades de manipulação muito definidas pode não interessar à criança. "Quando muito diretivo, fechado, ele engessa a criatividade, que é uma capacidade ligada à liberdade de explorar, sem conceito de certo e de errado. A brincadeira mais valiosa é a livre, a espontânea", diz Vera Barros de Oliveira, presidente da ABBri (Associação Brasileira de Brinquedotecas) e uma das organizadoras do livro "Brincar É Saúde: O Lúdico como Estratégia Preventiva" (Editora WAK) .
O importante, portanto, é brincar. "A brincadeira é indispensável para que a criança se desenvolva de forma afetivo-emocional, social, cognitiva e motora. É fundamental para que ela se torne um adulto capaz de amar e de trabalhar", diz Vera.

Nada de aula

Os brinquedos desenvolvidos para facilitar o ensino surgiram na década de 1980 a partir do pressuposto de que era possível ensinar brincando. Princípio com o qual a psicóloga Paula Birchal, professora da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Minas Gerais, não concorda. "Para mim, é contraditório. Um objeto vira brinquedo a partir da função que a criança dá a ele. Quando passa a ser utilizado intencionalmente como meio de aprendizagem, perde a função de brincar pelo prazer de brincar", afirma. Na visão da especialista, o brinquedo se torna apenas uma metodologia de ensino um pouco mais palatável.

O desenvolvimento da criança e de seus brinquedos

Movimentos e sentidos: até 18 meses
No início da vida, o maior brinquedo da criança é seu corpo. Em seu primeiro mês, a percepção visual do bebê só é boa de perto e ele pouco faz além do movimento de sucção. A partir do terceiro mês, começa a sugar os próprios dedos, a rir, a olhar as próprias mãos e a seguir as pessoas com os olhos. Move a cabeça, balança os braços, chuta o ar com o movimento que usará para, no futuro, andar, mexe o tronco, vira o corpo. Nessa fase, a criança pode se interessar por móbiles no berço.

Por volta do quinto mês, ela começa a agir diretamente sobre os objetos. Conforme desenvolver o movimento de pegar e largar, o bebê vai se divertir com objetos como o chocalho.
Mas a criança não quer apenas se movimentar. Quer explorar o mundo com todos os sentidos. Gosta de sentir a textura de bonecos de tecido e de pelúcia, colocar mordedores na boca –a partir do 10º mês, o bebê vai adorar morder coisas–, apertar brinquedos de guizo e demais objetos que produzam sons, desde que não sejam estridentes.
Quando já conseguir se sentar, vai ser a vez de brincar com objetos de encaixe simples e argolas empilháveis. E não demorará para que comece a engatinhar e a ensaiar os primeiros passos. Nesse momento, a criança se diverte com brinquedos que possa empurrar e puxar –como carrinho de boneca e andador–, além de bolas, túneis de tecido e objetos que possa levar ou jogar de um canto para o outro.
Espaço e imaginação: de 18 a 36 meses
Agora que a criança já consegue andar, ela quer explorar o espaço. Por isso, passa a se interessar por triciclos ou carrinhos grandes de puxar, bolas de borracha e brinquedos infláveis.
Uma brincadeira nova entra em cena: o faz-de- conta. Seja menino ou menina, a criança gosta de imitar o que vê: brinca de casinha com réplicas de móveis, utensílios domésticos, fantasias e bonecos.

A coordenação motora também está mais afinada após o 18º mês de vida. Por isso, a criança pode usar brinquedos de montar e de desmontar mais complexos, como blocos de tamanhos e formas diferentes e quebra-cabeças simples. Instrumentos musicais também se tornam interessantes.
Fantasia: de 3 a 6 anos

Agora, o faz-de-conta ganha novas proporções. Não se trata mais de imitar, mas de criar. Surgem o teatrinho e a brincadeira com profissões. Aqui, o brinquedo deve ajudar a explorar essa criatividade, como cidadezinhas, fortes, circos, fazendas, fantoches e bonecos. Para essa faixa etária, bloquinhos de construção, que possa montar e desmontar, são bastante interessantes.
“Muitos pais compram brinquedos caros que a criança não pode estragar”, diz Quézia Bombonatto, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia). A especialista fala, no entanto, que não há mal no ato se ela agir por curiosidade. “Já se destruir o brinquedo simplesmente por destruir, os pais devem questionar por que ela faz isso.”
Nessa época, a criança também entra na fase de pré-alfabetização. Com carimbos, giz de cera e lápis grossos, começa a trazer suas fantasias para o papel. Também se interessa por jogos de tabuleiro e de memória, quebra-cabeças simples de pinos, dominós e livrinhos.
O gosto pelo movimento permanece. O brincar ao ar livre pode ser explorado com equipamentos de ginástica, triciclo e bicicleta com rodinhas
Competição e escola: de 6 a 9 anos


Agora vem a fase dos jogos para valer. A criança já é capaz de lidar com regras e por isso está apta a praticar esportes como futsal e tênis de mesa, a jogar bolinhas de gude, jogos de tabuleiro. Bicicleta, patins, patinete, pernas-de-pau e outros brinquedos do gênero servem agora não apenas para explorar o movimento, mas também para estabelecer competições.
Conforme a criança entra em fase escolar, surge o grande filão de jogos considerados educativos, direcionados a conceitos específicos, como os que permitem formar palavras e manejar dinheiro.

Fonte: Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos)

Pesquisadores sustentam que brincar é fundamental; entenda por quê


Os amigos imaginários, as brincadeiras com bonecos e fantoches, os desenhos,
e todo o mundo da representação surgem por volta dos dois anos e não param mais

Qualquer que seja a cultura ou a época, a criança brinca. Desde o bebê que põe na boca todo objeto que vê na frente até as crianças que jogam vôlei na rua, qualquer criança saudável sente prazer em brincar. Mas qual a importância disso? Em resumo, a brincadeira constrói a mente. “O brincar desenvolve a percepção, a coordenação motora, a criatividade, o vocabulário, a afetividade e o vínculo com o outro”, diz Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.
 
Acontece que não somos como um computador: não nascemos com algum tipo de programa pré-instalado que nos permita, de cara, reconhecer e entender o que está à sua volta, comunicar-se, criar novas coisas, lidar com suas emoções e obedecer a regras. E esse “programa” tampouco pode ser instalado de cima para baixo, como em uma sala de aula onde o professor dita uma matéria e a criança a copia. Ele é construído aos poucos, livremente, conforme a criança procura obter prazer explorando o mundo e interagindo com outras pessoas. Conforme ela brinca.
 
E como acontece isso? Segundo Jean Piaget (psicólogo suíço, o primeiro a estudar o processo de aquisição de entendimento das crianças) em três tipos de jogos: os de exercício, os simbólicos e os de regras, que vão surgindo conforme a criança cresce. É o que veremos a seguir.

Jogos de exercício: cadê o toucinho que estava aqui?
Quando o bebê ainda é bem pequenininho, o mundo é ele. O resto é um monte de coisas desorganizadas a serem exploradas por meio de seus sentidos e movimentos. “E todos os movimentos que o bebê faz e que dão prazer são um ato de brincar”, diz Paula Birchal, psicóloga e professora da PUC de Minas Gerais.

Por exemplo, ele agita as mãos e acha um chocalho. Sente o objeto, pega-o e percebe que fez barulho. Então chacoalha, chacoalha até que caia no chão. E chora. Depois, agarra uma bolinha. Cheira, morde, bate e joga. A mãe pega a bola e a entrega de volta à criança, que a joga novamente, esperando que a mãe a pegue mais uma vez. É nessa repetição que está o pulo do gato. Basta que, por acaso, uma ação provoque um resultado imprevisto -e prazeroso- para que a criança comece a repeti-la. “Ela vê e faz, vê e faz, e cada vez vai fazendo melhor”, diz Paula. Com o tempo, ela percebe que novos resultados não acontecem apenas por acaso, mas que pode conseguir resultados diferentes mudando intencionalmente suas ações. Que pode combinar ações. Que suas ações podem acontecer em situações diferentes.

É assim, bem aos poucos, com repetições que levam a descobertas, e ações que levam a novas descobertas, que a criança passa a se relacionar com o mundo à volta. É por isso que Paula considera o jogo de exercício o mais fundamental dos jogos. “Se a criança não construir uma relação com o objeto lúdico, não conseguirá construir relações com o outro”, explica. Sem essa interação prazerosa, a criança ficará apática, indiferente.

Em sua tese de doutorado, Paula comparou o comportamento de crianças numa creche de Belo Horizonte onde não havia brinquedos que pudessem estimular esses jogos de exercício. Um grupo continuou como estava, e outro recebeu um kit com bolas, caixa de formas, chocalho, jogo de empilhar, livrinho e mordedores em formato de bichinhos. “Crianças sem esses objetos eram mais passivas, relacionavam-se menos. À medida que mexeram com os brinquedos, apareceu a disputa, a interação, a surpresa e o sorriso. As manifestações afetivas. O brincar promove a afetividade”.

Conforme a criança cresce -e mesmo quando o indivíduo é adulto- os “jogos de exercício” não deixam de existir. Apenas se tornam mais complexos: brinca-se não só com objetos, mas com ideias, sentimentos, pessoas, situações. Mas não deixam de existir. Paralelamente a esses jogos, outro tipo de brincadeira começa a surgir ainda por volta do primeiro ano de idade. Além de explorar algo que existe e que está diante dela, a criança passa a imitar algo que não está presente.

Jogo simbólico: faz de conta
“Tudo começa com a criança fazendo vozes de animais, imitando a mãe e o pai”, diz Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da PUC-SP. De certa forma, a criança está brincando com o animalzinho. Mas com uma grande diferença: não é o animalzinho propriamente dito, mas alguma coisa que o substitui.

Esse é o começo do próximo tipo de jogo de Piaget: o “jogo simbólico”. Aqui entramos para o mundo da imitação, da representação, da fantasia. Do faz de conta que surge para valer por volta dos dois anos, e não para mais. São os amigos imaginários, as brincadeiras com bonecos e fantoches, os desenhos, o teatrinho. A caixa de sapato vira carro, um lençol vira cabana da selva. A criança vira mãe, médico, caminhoneiro, professor -o que quiser.

“A criança vai imitar o que ela vir. Vai conversar com amigo invisível, conversar com a boneca como se fosse pessoa, como se fosse o professor ou o colega”, diz Maria Angela. Ela começa esse tipo de jogo sozinha. Mas, conforme cresce, vai bricar com mais outras. Aí está mais um grande passo: esse jogo se tornará socializado, não só no sentido de brincar com mais crianças, mas também no de assumir vários papéis sociais, ainda que na imaginação. “A criança vai imitando tudo o que vê nos adultos, seja na família, seja nas profissões ou em outras situações que possam surgir. E isso é importante para a criança entender esses papéis”, diz Maria Angela.

A fantasia também serve para a autoestima da criança. “Ela pode errar, não chegar até o final. Mas não tem problema. O erro nunca é punido. A criança tem oportunidade de voltar a fazer de novo”, diz Maria Angela. Além disso, tem a oportunidade de criar, ir além. “Se não explorar sua imaginação, a criança vai ficar com um pensamento muito limitado, muito pouco criativo”.

Às vezes o adulto acha que o faz de conta é só um passatempo. É um grave engano. A brincadeira de faz de conta também serve para expressar aquilo que criança não consegue dizer habilmente. “Enquanto brinca com um boneco, a criança pode comunicar, por exemplo, alguma violência que sofra”, conta Maria Angela.

Até aqui, a brincadeira não obedece a regras. Até que, por volta dos cinco anos, começa a ficar claro nas brincadeiras o que vale e o que não vale. O que é perder e o que é ganhar. É quando surge o embrião dos “jogos de regras”.

Jogo de regras: levando na esportiva
Quando a criança é pequena, ela gosta de jogar bola. Primeiro, ela sente a bola. Sua cor, sua textura, sua forma. Depois, joga a bola e vê que ela quica. E acha graça. Então, transforma a bola em outra coisa: num amiguinho, no pai, na mãe, num animalzinho. Mas mesmo que ela já esteja chutando a bola com outras crianças, ela ainda não joga futebol. Se ela brincar de pelota, o dono da bola sempre vai ser vencedor, simplesmente porque ainda não há regras. Tudo pode, tudo vale. Até que, por volta dos seis anos, ela e seus amiguinhos começam a se dividir em aliados e adversários.

O seu jogo não é mais chutar a bola de um lado para o outro, mas chutá-la dentro de uma área determinada, com pessoas determinadas contra outras pessoas determinadas, com regras determinadas. Conforme aprende as regras, constrói estratégias, toma decisões, analisa erros e lida com perdas e ganhos. De pelota, passa a jogar futebol. “Ela aprende a perder, a esperar a vez dela. A lidar com a frustração, a crítica, o que vai ser fundamental para uma adolescência menos sofrida”, diz Vera Barros de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Brinquedotecas.

É então que surgem os campeonatos, desde futebol até plantar bananeira. Também se torna claro quando há justiça ou injustiça. “Quando os pais protegem um filho mais novo, o mais velho geralmente se sente trapaceado, pois o menor burla as regras”, diz Quézia Bombonatto.

Por ser tão importante para o desenvolvimento, a criança precisa praticar todo tipo de brincadeira. “Nossas crianças perderam muito do brincar: pular corda, bolinha de gude, telefone sem fio, jogos de roda. Essas brincadeiras que antigamente aconteciam na rua ficaram restritas à escola”, diz Quézia .

E não basta participar de brincadeiras. É preciso também desempenhar diferentes papéis. “Vejo crianças que ficam à mercê do grupo, e para sentir que pertencem acabam aceitando o papel do fraco. Aceitam o papel de escravo, do capacho. Enquanto as outras crianças jogam bola, elas carregam as mochilas”, diz Quézia. “Esse papel pode existir. Mas uma criança não pode jogar apenas um papel.”
 
Fonte Uol

De Brincadeira

Atividades lúdicas estimulam o cérebro a aprender por tentativa e erro e a lidar com os futuros estresses da vida adulta

Gonçalo Viana
A maioria das crianças se assemelha àquele coelhinho que bate tambor no comercial da pilha que “duuura”: parecem ter uma energia sem fim, que usam para fazer coisas aparentemente sem muito sentido. Por que passar tanto tempo correndo, pulando uns sobre os outros, ou brincando de morto-vivo ou batatinha-frita? Parecem brincadeiras bobas que servem apenas para divertir as crianças e fazê-las correr. Mas esses jogos fazem muito mais: oferecem um enorme playground para o cérebro aprender por tentativa e erro e ainda são um grande treinamento social para os futuros estresses da vida adulta.


Considere, por exemplo, as brincadeiras tradicionais da infância. Estas são um excelente exercício para o córtex pré-frontal em formação, aquela parte do cérebro que organiza nossas ações, faz planos, elabora estratégias e, sobretudo, diz “não” às respostas impulsivas do cérebro. Crianças pequenas ainda não fazem nada disso muito bem, com seu pré-frontal imaturo, de modo que qualquer “aula” de organização é bem-vinda, a começar pelo bê-á-bá: escolher a resposta certa para cada estímulo. Brincando de lenço atrás, o cérebro aprende que deve responder a um objeto atrás das costas fazendo a criança correr atrás da outra. Enquanto aprende, o cérebro de quebra se diverte com seus erros, o que garante muitas horas de brincadeira – e aprendizado.

Se escolher a resposta certa é importante, não responder quando não se deve também é fundamental, mas já exige um nível de elaboração maior do pré-frontal. Aos 3 anos, meu filho brincava de morto-vivo sem o menor problema, mas o cérebro dele ainda apanhava nas brincadeiras de “nível 2”, que exigem que não se faça alguma coisa ao ouvir um comando. No esconde-esconde, bastava perguntar “Cadê você?” que ele se entregava, lá do seu esconderijo: “Tô aqui!”. Com tempo, prática e muita brincadeira, o córtex pré frontal vai aprendendo que às vezes a ação correta é a não ação.

O passo seguinte é elaborar estratégias que juntam ação e não ação. Quando morto-vivo e batatinha-frita se tornam triviais, brincadeiras como pique-bandeira e depois os esportes organizados dão ao cérebro o desafio de monitorar várias pessoas ao mesmo tempo, decidir quando é o momento de correr e, ainda, driblar o adversário.

O prazer e motivação das brincadeiras da infância vêm da ativação nas alturas do sistema de recompensa, que premia o cérebro que faz algo que dá certo, e assim faz qualquer coisa parecer interessante. Daí vem o “modo de auto-entretenimento” talvez universal em filhotes, capazes de passar horas em seu próprio mundo. Pois é: filhotes de ratos brincam; filhotes de elefante rolam na lama; cachorrinhos e filhotes de leão se amontoam, mordendo-se na nuca ou nas orelhas, em brigas de mentira.

Além de aprender na prática a controlar a si mesmo, o cérebro de quem brinca aprende formas mais saudáveis de regular suas respostas ao estresse. Ratinhos criados em isolamento ou com irmãos sedados demais para brincar tornam-se adultos ansiosos e estressados: em situações ameaçadoras, os animais que não brincaram na infância são mais dados a arroubos de agressividade ou, ao contrário, a se esconder. O mesmo acontece com primatas, entre eles os humanos. A brincadeira bruta expõe os filhotes a pequenos estresses, com os quais eles vão aprendendo a lidar desde cedo. Assim quem sabe um dia eles possam considerar seus problemas adultos “brincadeira de criança”...

Estudo mostra que as crianças ficam mais ativas quando dado mais brinquedos para escolher


Numa época em que crianças da pré-escola possuem brinquedos eletrônicos e outros dispositivos, muitos pais perguntam como fazer para os seus filhos serem mais ativos fisicamente. Agora, dois estudos publicados pela Universidade de Buffalo (UB)  fornecem algumas respostas. Os estudos de UB estão entre os poucos estudos controlados em laboratório de como a escolha e o tipo de brinquedo oferecido às crianças afeta a sua atividade física. Os sujeitos do estudo foram crianças de 8-12 anos de idade.

O objetivo da pesquisa, liderada por James Roemmich, PhD, professor associado de pediatria na Faculdade de Medicina de UB e Ciências Biomédicas, foi identificar fatores básicos que tornam as crianças mais ativas fisicamente.

"Queríamos saber se as crianças sabiam fazer escolhas e se tinham autonomia - a capacidade de o indivíduo decidir como ele ou ela queria ser fisicamente ativo - aumentaram a sua motivação intrínseca para ser fisicamente ativo", disse Roemmich.

Os resultados mostraram que dar às crianças mais opções de brinquedos aumenta significativamente a atividade física, principalmente em meninas. E dar às crianças a oportunidade de jogos de mestres - incluindo exergames, tais como jogo Wii - também aumenta a atividade física de jogo. O primeiro estudo UB, publicado no Journal of Science and Medicine in Sports , descobriu que, quando havia apenas um brinquedo para brincar, os meninos envolvidos eram mais ativos que as meninas. Quando as crianças tiveram acesso a uma escolha de brinquedos, o tempo de jogo aumentou quase 200% para as meninas, em comparação a um aumento de apenas 42%para os meninos.

"Ficamos muito surpresos de encontrar uma diferença significativa entre meninos e meninas", diz Roemmich.

Estudos anteriores no campo têm consistentemente revelado que as meninas são menos ativas que os meninos.

"Mas as meninas dando uma escolha de atividades físicas fizeram o seu nível de jogo físico ficar igual ao dos meninos", diz Denise M. Feda, co-autor de ambos estudos e associado postdoctoral UB na Divisão de Medicina Comportamental do Departamento de Pediatria UB , onde os estudos foram realizados.

"As meninas podem desfrutar da tarefa cognitiva de escolha dos brinquedos, avaliando-os e selecionando o qual quer jogar, ao passo que o processo de seleção e pensar sobre os brinquedos podem ser menos atraente para os meninos", afirma o estudo.

No mesmo estudo, a média da intensidade do exercício aumentou para ambos os sexos quando foram fornecidos as crianças uma escolha de brinquedos. 

Em um segundo estudo UB publicado no International Journal of Nutrition Comportamentais e Atividade Física, os investigadores de UB olhou mais de perto como autonomia e mestria - uma força que motiva a criança a desenvolver a proficiência - o aumento da motivação intrínseca da criança para a atividade física.

Esse estudo revelou que uma combinação de autonomia e domínio eram mais poderoso no aumento do tempo de atividade física.

Os investigadores de UB queriam saber se o componente domínio do exergames ou jogos como Wii iria motivar as crianças a aumentar o tempo de jogo, reduzindo a necessidade de escolha para motivar atividade, explica Roemmich.

"Na verdade, descobrimos que a combinação de autonomia (escolhendo entre vários jogos diferentes) e domínio (jogando exergames) produziram os maiores aumentos na atividade física", diz Roemmich.

No entanto, acrescenta, aumentando o tempo de atividade física não é a história toda. Roemmich diz que enquanto as crianças brincavam Wii (exergame) gastam apenas metade da energia comparado as crianças que jogaram as versões tradicionais dos mesmos jogos, (basquete, boxe, golfe e hóquei).
"Nos jogos tradicionais, as crianças gastam muita energia depois de perseguir bolas e discos, enquanto que com exergames, eles estão apenas esperando o jogo do oponente", diz Roemmich. Então, o que os pais devem fazer?

"Concentre-se em encontrar 3 a 5 jogos ativos que seus filhos gostam e torná-los facilmente acessível ao redor da casa", diz Roemmich. Estes podem ser de dança ou DVDs de yoga, exergames, ou versões de mini basquete e hóquei.

E, diz ele, exergames têm o seu lugar. É preferível um exergame que exerce uma atividade com intensidade física leve do que ver televisão ou jogar um videogame.


Fora de casa, diz ele, buscar uma variedade de atividades que vão desde dança, basquete, ou artes marciais. E ele sugere que os pais procuram academias e centros de juventude que promovam a autonomia e a escolha.

 

O Brincar e a Educação Auto-reguladora



É na infância que nos programamos para a vida adulta. Carregamos conosco medos, críticas, inseguranças, desconfianças, etc, que determinam nossa maneira de ser e de agir como adultos. Essas sensações se impregnaram em nossas mentes, corações e também em nossos corpos. Com isso nos encouraçamos e esquecemos de nossa essência. Esses mecanismos de defesa nos dão uma falsa idéia de segurança, nos afastando do mundo real, e às vezes até de nós mesmos. Assim não damos espaço para a espontaneidade e para o bem-estar em nossas vidas.

Crianças deixadas de lado durante as brincadeiras são mais sedentárias, diz pesquisa

Estudo observou que jovens, após experimentarem situações de exclusão, optam por atividades menos ativas

Exclusão: ao serem deixados de lado por outras crianças, jovens tendem a preferir atividades menos ativas

Crianças que são deixadas de lado por outras crianças, mesmo que por pouco tempo, tendem a ser menos ativas. Essa é a conclusão de um estudo desenvolvido pela Universidade de Kent, nos Estados Unidos, e publicado nesta segunda-feira no periódico Pediatrics. A pesquisa é a primeira a analisar os efeitos do ostracismo infantil na escolha das atividades físicas dos jovens.

A importância do brincar com Kristina Speakes


Em 02/12/2011 ocorreu uma palestra que abordou o tema "A importância do bricar na vida das crianças", parceria da Joanninha com Mamatraca no Espaço Vila da Arte. Fui uma das convidadas para discutir este assunto e junto havia uma educadora espetacular, Kristina Speakes, a qual tive o prazer de dividir o espaço e brincar. Foi uma tarde fabulosa e por isso quero dividir um pouco com vocês  a entrevista que a Mamatraca realizou com Kristina.


Ela tem a capacidade de fazer com que adultos e crianças mergulhem no mundo das brincadeiras sem ver o tempo passar. Americana que vive no Brasil desde 2001, Kristina Speakes tem uma formação de peso: é graduada em ciências políticas e japonês na Phillips University (Oklahoma) e tem mestrado na University of Arizona, além de formação continuada no programa WIDE World da faculdade de educação de Harvard.

As crianças estão mais ansiosas e deprimidas do que nunca. Por quê?


O aumento dramático de Ansiedade e Depressão em Crianças e Adolescentes:



Estará ligado declínio de Jogos e brincadeiras e o aumento da escolaridade?

Taxas de depressão e ansiedade entre os jovens nos Estados Unidos aumentou nos últimos 50-70 anos. Hoje estudantes colegiais e muitos universitários preenchem os critérios para o diagnóstico de depressão maior e/ou transtorno de ansiedade como era verdade meio século ou mais atrás. O aumento desta psicopatologia não é justificado devido a mudança nos critérios de diagnóstico, que detém mesmo quando as medidas e critérios são constantes.

A Importância do brincar na vida das crianças




Palestra A importâcia do brincar na vida das criança,
a qual fui convidada a participar pela empresa Joanninha

"A brincadeira é a atividade espiritual mais pura do homem neste estágio e, ao mesmo tempo, típica da vida humana enquanto um todo... Ela dá alegria, liberdade, contentamento, descanso externo e interno, paz com o mundo... O Brincar em qualquer tempo não é trivial, é altamente sério e de profunda significação." (Froebel, 1912)

O Brincar é um tema abordado por diversos teórico e filósofos além de ser um tema vasto que possibilita imensos questionamentos. Neste artigo pretendo focar: