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Mães conversam mais com os bebês durante a gravidez do que durante os seis primeiros meses, diz pesquisa

Levantamento apresentado em simpósio sobre desenvolvimento da primeira infância também aponta que mais da metade das mães acredita que processo de aprendizagem só começa após este período
 
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Mães não valorizam carinho e lazer na primeira infância, mostra pesquisa

Para as mães de crianças menores de 3 anos, cuidar da saúde do filho é muito mais importante que dar carinho, brincar ou conversar com ele. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada pelo Ibope que ouviu mais de 2 mil pessoas em 18 capitais brasileiras.
Quando perguntadas sobre o que é importante para o desenvolvimento da criança de 0 a 3 anos, 51% delas responderam que a principal contribuição é levar ao pediatra regularmente e dar as vacinas. O porcentual de quem acredita na importância de brincar, passear e conversar cai para 19% e fica menor ainda se forem considerados os que defendem a necessidade da socialização com outras crianças: 8% (veja tabela nesta página)
"Isso mostra como a questão da saúde está bem resolvida - e é muito bom que esteja -, mas ainda precisamos avançar muito em relação aos fatores emocionais e comportamentais", diz Saul Cypel, neuropediatra e consultor da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV). "Os pais ainda desconhecem a importância de estabelecer os vínculos afetivos e, consequentemente, os danos que podem haver quando se ignora o potencial de aprendizagem da primeira infância."
A fundação apresentou a pesquisa em um simpósio internacional sobre a primeira infância que promoveu em São Paulo.
Os números mostram o desconhecimento dos pais: grande parte dos entrevistados acha que sentar, falar e andar são sinais mais claros do desenvolvimento infantil do que a criança ser capaz de interagir ou estranhar pessoas distantes; mais de 50% dos entrevistados acreditam que o bebê só tem capacidade de aprender a partir dos 6 meses.
"Precisamos de uma campanha que diga: 'nasceu, começou a aprender'. Sem isso, corremos o risco de perpetuar um cuidado instintivo que se preocupa com a sobrevivência, mas se esquece da dimensão ética, dos valores", diz Yves de La Taille, da Faculdade de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).
Trabalho integrado. O caminho para essa conscientização passa pela criação de políticas públicas que unam as Secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social, diz Eduardo Marino, gerente de avaliação da fundação. Desde 2009, a fundação tem trabalhado com seis municípios na implementação de ações simples, porém eficazes.
O trabalho abrange a criação de espaços lúdicos nos quais as crianças possam brincar e interagir com seus pais e cuidadores, encontros de reflexão interativa com a família e um pré-natal que inclua não só questões biológicas, mas também outros aspectos relevantes do desenvolvimento infantil e - muito importante a partir dos resultados desta pesquisa -, a ampliação do tempo da consulta pediátrica.
"Já que 79% das mães recorrem ao pediatra nos momentos de dúvida, é importante que esses profissionais assumam um papel que vá além do diagnóstico físico. Com uma consulta estendida, ele pode orientar sobre a importância dos momentos de lazer, do afeto", resume Cypel.
Por enquanto, os pais têm sido norteados por um censo comum que não difere escolaridade nem classe social: 55% das mães e gestantes acreditam que deixar as crianças assistirem a desenhos ou a programas infantis ajuda no desenvolvimento. "A gente propõe, nessa etapa, atividades em que a criança se movimente, interaja, brinque, faça atividades artísticas, ao ar livre. Isso tem um papel muito mais importante. Ainda que a TV seja uma possibilidade cotidiana, o uso tem de ser muito cauteloso no sentido do tempo gasto e do que é proposto", diz a diretora da Escola Santi, Adriana Cury. / COLABOROU MARIANA LENHARO.
Fonte: Estadão

Palavras “hã” e “hum” preparam criança para aprendizado


Lacunas no discurso ajudam os pequenos a supor o significado do próximo vocábulo
 
mãe penteando o cabelo da filha, pastel e guache sobre papel,
mary cassatt, 1879, the brooklyn museum, nova york

O hábito de fazer muitas pausas durante uma explicação normalmente é visto como sinal de insegurança ou indício de que a história narrada não é verdadeira. No entanto, uma pesquisa publicada pela Science demonstra que interromper uma frase e usar “palavras de preenchimento” como “hã” e “hum” enquanto falamos com as crianças pequenas pode ajudá-las a supor o significado do próximo vocábulo. Ao que tudo indica, elas pressupõem que depois dessa lacuna no discurso virá uma palavra nova e interessante. Em seu experimento, a linguista Celeste Kidd, da Universidade de Rochester, em Nova York, e sua equipe mostraram a crianças de 2 a 3 anos diversos pares de imagens contendo um objeto do qual elas sabiam o nome e outro que ainda não haviam aprendido como chamar. Quando os pequenos ouviam: “Olhe para o... hum...”, eles se voltavam rapidamente para o que ainda era desconhecido – antes mesmo de o adulto terminar a frase. Quando o pedido era feito em um discurso fluente, as crianças só direcionavam o olhar para o que fora indicado após receber a instrução completa. Os pesquisadores acreditam que os pequenos não associam palavras de preenchimento a determinado objeto, mas julgam-nas como indício de que a mensagem seguinte será diferente das costumeiras. O que ainda não se sabe é como eles conseguem fazer essa associação.

Fonte
Mente e Cerebro

Elogio é bom e faz bem

Se você costuma elogiar as atitudes positivas de seus filhos, parabéns! Você está no caminho certo. É isso mesmo! As crianças aprendem muito mais através de elogios.
 
 
Um grupo de pesquisadores, por exemplo, colocou dois grupos de crianças para executar uma tarefa de complexidade média, onde todos conseguiriam fazer. Durante a atividade, um grupo foi elogiado pela sua inteligência e outro pelo esforço, ou seja, pela capacidade de tentar e pela persistência. Novamente foi proposta outra atividade, de complexidade semelhante à primeira, e as crianças do grupo que foi elogiado pela Inteligência não quiseram fazer a nova atividade, ou seja, não quiseram correr o risco de falhar e não serem mais elogiadas pelos adultos. Já o grupo das crianças que foram reforçadas por sua tentativa e persistência; todas quiseram fazer a nova atividade, afinal, ganhariam o elogio dos adultos se conseguissem ou não realizar a tarefa. Seriam elogiadas pela tentativa.
 
Então, os elogios devem ser em relação às atitudes e comportamentos da criança, como: “Parabéns, meu filho! Você tentou, tentou e conseguiu!”, “Nossa, como você é organizado! Seus brinquedos estão todos guardados!”, “Como você é gentil ajudando o seu irmãozinho!”. Esse tipo de elogio, além de reforçar o comportamento adequado da criança, mostra o que os pais esperam dela. Quando a criança entende o que é esperado dela, a chance de executar determinados comportamentos aumenta. Muitos pais, infelizmente, focam a sua educação em dizer o que a criança não deve fazer, mas esquecem de falar o que é para ser feito e de elogiar quando eles acertam.
 
Se os pais focarem a sua atenção aos comportamentos inadequados dos filhos, apenas falando sobre o que eles estavam fazendo de errado, a tendência é que os filhos continuem com os comportamentos inadequados, a fim de ter atenção dos genitores. Lembre-se que atenção negativa ou positiva, continua sendo atenção da mesma maneira.
 
Dessa forma, é melhor os pais concentrarem sua atenção naquilo que querem de melhor para os filhos. Quanto mais a educação for baseada no aspecto positivo, mais resultados surgirão. A criança é muito suscetível ao elogio, pois através dele, sente-se adequada e mais amada pelos pais. Tudo que as crianças querem (e nós adultos também) é sentir que são amadas e aceitas.
 
Portanto, quando forem educar os filhos, corrijam as atitudes e não a criança. Não diga que seu filho é errado, porque na verdade, a atitude é que é inadequada. Opte por explicar o que deve ser feito e o porquê deve ser feito daquela maneira e elogie a criança, inclusive, pela tentativa de mudança. Elogie mais ainda quando ela alcançar o resultado esperado.
 
Fonte Nota10
 

Como lidar com os filhos



O bem estar da criança está intimamente ligado com a habilidade de seus pais. Não é incomum encontrar, na clínica infantil, crianças cujos problemas poderiam ser resolvidos caso os pais tivessem alguma instrução sobre análise do comportamento. Este pequeno guia sobre como lidar com os filhos tem o objetivo de prevenir problemas e fornecer ferramentas aos pais para resolverem possíveis problemas de comportamento dos filhos.

POR QUE NOS COMPORTAMOS?

Para começar, vamos entender por que nos comportamos.

Elogie do jeito certo


Recentemente um grupo de crianças passou por um teste muito interessante: psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo.

Em seguida, foram divididas em dois grupos:

- O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. Uau, como você é inteligente! Que esperta você é! Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial! E outros elogios à capacidade de cada criança.

- O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa! Menino, que legal ter visto seu esforço! Que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem! E outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Como ajudar meu filho(a) a lidar com a raiva?



Todos nós temos sentimentos diferentes. Às vezes sentimos alegria, tristeza, medo e muitos outros, mas vamos focar em um único: a RAIVA

Todos nós ficamos com raiva de vez em quando. A raiva é uma emoção natural, útil e saudável, pois permite-noCelso Goyos explica o que é o autismos saber que algo está errado ou incomodando e precisa ser mudado. O grande problema deste sentimento é a forma que nos comportamos quando experienciamo-o. Algumas pessoas agem descontroladamente, há outras que agem destrutivavmente e as consequências geradas prejudica as relações tanto em casa, como no trabalho ou na escola.

Não consigo conversar com meu filho, o que eu faço?



Criar um filho é provavelmente o trabalho mais gratificante que realizamos em nossa existência, mas também é um dos mais difíceis.

Vivemos em um mundo cada vez mais complexo que nos desafia todos os dias com uma gama de questões que podem ser difíceis para a criança compreender e para o adulto explicar.