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Sete competências para as escolas e faculdades se adaptarem ao novo mercado profissional



O mercado profissional vem mudando e a reforma trabalhista aprovada em 12 de julho, em muitos aspectos, só registra o que já estava acontecendo, de modo informal. Questões ideológicas à parte (sem dúvida existem, mas não é objetivo deste artigo discuti-las), é fato que há novas competências que escolas, famílias e universidades deveriam desenvolver nos estudantes, com vistas a um bom desempenho no mundo do trabalho dos próximos anos.

Veja abaixo sete competências que estão se tornando cada vez mais essenciais aos atuais e futuros profissionais:

Habilidade de negociação. Os acordos entre prestadores de serviços e contratantes poderão se sobrepor à própria legislação trabalhista. Isso vai requerer habilidade para chegar a consensos por meio do diálogo, traquejo no relacionamento interpessoal e prática para resolver conflitos, buscando soluções em que as duas partes se sintam confortáveis. Isso envolve também aspectos como senso de oportunidade, persuasão e ética.

Foco em resultados. Entregar o que lhe é confiado no prazo e com qualidade, com o menor gasto de recursos e a maior produtividade. Isso implica, entre outros aspectos, manter a concentração e não perder tempo com atividades que o distanciam de suas principais metas.

Autonomia, autodisciplina e processos de trabalho. O home office ou teletrabalho, regulamentado pela reforma trabalhista, é uma tendência apreciada tanto pelas empresas como pelos seus colaboradores, por aliar economia de recursos com qualidade de vida no trabalho. Para funcionar bem, requer organização, capacidade de gestão do tempo, planejamento do trabalho a partir de processos e bastante autocontrole.

Capacidade comercial e de marketing pessoal.  Profissionais que prestam serviços têm passado a trabalhar por projetos e até mesmo para mais de uma empresa. Irão sobressair aqueles que souberem divulgar bem os seus talentos e montar uma carteira de clientes fiéis.

Flexibilidade e resiliência. O mercado de trabalho se tornou volátil e é comum que, ao longo do tempo, o profissional acabe assumindo novas atribuições, diferentes daquelas para as quais foi inicialmente contratado. Estar aberto a essa possibilidade, assim como administrar as próprias emoções ao lidar com situações adversas e com mudanças, são fortes diferenciais.

Disposição para trabalhar em grupo e respeitar diferenças. As empresas costumam montar equipes multidisciplinares e estas podem variar de acordo com cada projeto. Isso requer capacidade de ouvir os diversos pontos de vista e de exercer diferentes posições nos grupos – ora podemos ser o líder, ora coadjuvantes ou colaboradores. Conviver bem com as diferenças de cultura, raça, crença, posição política é essencial. Ter uma atitude inclusiva é ainda melhor.

Capacidade de aprender continuamente e se reinventar. Num mundo marcado por inovações tecnológicas e pela rapidez das mudanças, os conhecimentos se tornam obsoletos ou insuficientes em pouco tempo. Algumas profissões deixaram de existir e outras se tornaram completamente diferentes nos últimos anos. Mesmo sem um professor do lado ou sem frequentar cursos formais, os profissionais deverão ter habilidade para aprender o tempo todo, mantendo-se atualizados por meio de processos de educação continuada.O mercado profissional vem mudando e a reforma trabalhista aprovada em 12 de julho, em muitos aspectos, só registra o que já estava acontecendo, de modo informal. Questões ideológicas à parte (sem dúvida existem, mas não é objetivo deste artigo discuti-las), é fato que há novas competências que escolas, famílias e universidades deveriam desenvolver nos estudantes, com vistas a um bom desempenho no mundo do trabalho dos próximos anos.

Fonte: G1

Brincadeiras e jogos aproximam crianças da matemática



Alguns leitores me pediram sugestões de materiais –jogos, livros etc.– para interagir matematicamente com os filhos e melhorar sua receptividade à matemática. Mencionarei alguns exemplos que eu mesmo testei, mas há muitas opções na internet, tanto comerciais quanto de custo zero. A grande vantagem de muitas brincadeiras lógico-matemáticas é que o material pode ser facilmente produzido em casa. E isso é parte da diversão: mais importante do que o jogo em si, é a participação dos pais, apresentando a matemática de forma descontraída, como uma brincadeira em que todos se divertem.

Uma colega me contou do jogo dos dedos, brincadeira tradicional japonesa que usa apenas as mãos e pode ser feita em qualquer lugar, com dois ou mais jogadores. Testei com os meus filhos (7 e 10 anos) e foi um sucesso! Os dois agora pedem para jogar na sala, no carro, até na cama, na hora de dormir. O mais velho já ensinou os colegas da escola a jogar: está adorando ser o especialista do pedaço!

Depois de se decidir quem começa, os jogadores apresentam as mãos com os dedos indicadores esticados e os demais dobrados. O primeiro a agir toca com uma das mãos uma mão do adversário. A mão tocada passa a exibir a soma dos dedos dessas mãos dos jogadores (se o jogador A usar uma mão com dois dedos esticados para tocar uma mão de B com um dedo esticado, B passa a esticar três dedos). Ao chegar a cinco dedos esticados, a mão "morre" e sai do jogo. Ganha o último jogador com alguma mão "viva". Há variações das regras que tornam o jogo ainda mais divertido.

Já o wali é originário da África Ocidental e popular em diferentes regiões do continente. É jogado com uma espécie de tabuleiro, um pedaço de madeira com 12 cavidades escavadas e 48 pedrinhas. O tabuleiro pode ser substituído por uma dúzia de copinhos ou até por covinhas na areia. Em vez de pedrinhas, podem-se usar bolas de gude, feijões, moedas etc. Comprei meu wali de um artesão no Senegal. No lugar de pedras, ele pôs castanhas de uma árvore local, que catou na hora no chão do galinheiro: até hoje o tabuleiro tem um leve aroma inconfundível...

Com dois jogadores, o jogo começa com quatro pedrinhas em cada buraco. A partir daí, alternadamente, cada um escolhe uma cavidade, pega as pedras contidas nela e as distribui uma a uma, nos buracos seguintes, em sentido anti-horário. Se ao colocar a última pedrinha a respectiva cavidade ficar com duas ou três, o jogador deve retirá-las do jogo. Ganha quem retirar mais pedrinhas. O jogo muda de nome dependendo do país.

A torre de Hanói é uma base com três pinos, em torno dos quais estão colocados quatro ou mais discos perfurados, de tamanhos diferentes, que crescem do topo até a base. O objetivo é deslocar todos os discos para outro pino: só pode ser movido um disco por vez; não é permitido pôr um disco maior sobre outro menor.

Com quatro discos, o jogo é acessível a crianças pequenas, a partir de 3 anos. Quanto mais discos, mais complicado. Mas sempre tem solução: pode provar-se matematicamente que com 'n' discos a transferência de todos os pinos pode ser feita em 2n-1 movimentos. É um belo exercício buscar o método de solução.

A torre de Hanói foi criada pelo matemático francês Édouard Lucas (1842-1941). Ele teria se inspirado em uma lenda sobre um templo na Índia (ou China, ou Tailândia, ou Hanói –antigo nome da capital do Vietnã) onde existiriam três postes rodeados por 64 discos de ouro de tamanhos diferentes. A cada dia, os monges transferiam um disco para outro poste, segundo as regras enunciadas anteriormente. E quando finalizassem a tarefa o mundo acabaria!

Não há razão para preocupações no curto prazo: de acordo com a fórmula no parágrafo anterior, a tarefa dos monges demoraria ao menos
264-1 (ou 18.446.744.073.709.551.615) dias, ou pouco mais de 50 quatrilhões de anos. Como a idade atual do Universo, desde o Big Bang, não chega a 14 bilhões de anos, há tempo para terminarmos a maioria das tarefas pendentes...


O livro "Mágicas com Papel, Geometria e Outros Mistérios" dos professores Pedro Malagutti e João Carlos Sampaio, da editora da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), está recheado de belos truques, paradoxos, desafios e mágicas, que proporcionam descobertas surpreendentes em aritmética e geometria.

Outra opção que estará disponível em breve, gratuitamente, é o aplicativo do Biênio da Matemática Brasil para dispositivos móveis: terá um problema por dia, com grau de dificuldade escolhido pelo usuário. Enquanto esperamos, nos Facebooks do Biênio da Matemática e do Impa já há desafios lógico-matemáticos, propostos inclusive pela mascote Aramat.

Este aqui a Aramat pegou no site da Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas): João possui 30 barras de chocolate com os seguintes pesos: 2, 3 ou 4 quilos. A soma dos pesos das barras é 100 quilos. João possui mais barras de 2 quilos ou de 4 quilos?

Fonte: Folha

Criando filhos autoconfiantes


Autoconfiança e autonomia andam de mãos dadas. Isso acontece por uma simples razão: se autoconfiança é o sentimento de que se é capaz, de que se dá conta de enfrentar as dificuldades ao nosso redor, como nossos filhos vão sentí-lo se não os deixamos dar conta de nada?


Seu filho provavelmente vai ficar inseguro de dormir na casa de um amigo se ele ainda não descobriu que consegue ir ao banheiro sozinho, se trocar, dormir sem você!


A autoconfiança cresce como uma escala, do menos pro mais. Por isso, por mais simples e boba que pareça uma atividade, se seu filho já é capaz de fazer sozinho, deixe com que ele faça! Ajuda demais atrapalha! Elogie o seu esforço e mostre a ele o quanto, cada vez mais, tem dado conta de resolver as demandas ao seu redor. 


Como o desenvolvimento varia muito de uma idade para outra, o ideal é ir tirando a ajuda aos poucos. Talvez a criança ainda não consiga se trocar inteira sozinha, mas já consegue tirar as meias, colocar a roupa suja no cesto. Mais pra frente você pode ir ajudando ela a tirar as calças, até que ela consiga sozinha e assim vai!


Se você tiver dúvidas do que seu filho já está apto a fazer, converse com o pediatra ou um psicólogo! Be happy!!!

Dica: Para gostar de ler

O documentário retrata a relação de cinco famílias com o incentivo à leitura em casa e compartilha o impacto das histórias na formação das crianças. Além de exibir os relatos das famílias, também traz a participação de especialistas de diferentes áreas do conhecimento: literatura, educação, neurologia, psicologia, medicina e pedagogia, por exemplo. Eva Furnari, autora premiada de livros infantis, aborda a relevância de estimular a fantasia e a magia nas crianças. “O ‘era uma vez’ é a palavra-chave para entrar num universo fora do cotidiano”, diz.


Era uma vez um filme que falava sobre a importância da leitura infantil na primeira infância. Um filme sobre ler histórias. E mudar histórias. O Itaú apresenta o documentário "Para Gostar de Ler”. Assista. Entenda. Leia para uma criança.


Formando crianças gratas


Além da gratidão ser uma das características mais importantes para o nosso bem estar, segundo a Psicologia Positiva, ainda temos um problema grande de insatisfação na geração de crianças de hoje.

É comum pais procurarem ajuda profissional para seus filhos porque estes estão sempre insatisfeitos, mal humorados e bravos, mesmo tendo lhes dado o mundo. Essa ingratidão gera, com razão, muita frustração aos pais, que se esforçam arduamente para que seus filhos sejam felizes.

Existem alguns exercícios que podemos fazer com os pequenos para que esses aumentem o grau de gratidão. Eles precisam, antes de mais nada, perceber o que há de bom em sua volta e que existem outras pessoas, além deles, responsáveis por isso.

Um exercício que gosto muito é a Parede da Gratidão.

Escolha uma parede da casa e 1x por semana, a família toda deve escrever em um post-it o que foi o evento mais legal da semana e a quem devemos agradecer por ele ter acontecido. Depois de escrito, todos devem colar na parede.

Com o tempo a parede vai se enchendo e as crianças, que são muito visuais, percebem quantas coisas boas tiveram. Leia de tempos em tempos os post-it para elas relembrarem tudo de bom que já aconteceu e quem foram os responsáveis por eles. 

Savoring


Descrição mais que perfeita do que na Psicologia Positiva chamamos de "savoring". Trata-se da capacidade de pausar os pensamentos nas coisas do dia a dia, focar a atenção da forma MAIS AMPLA POSSÍVEL no momento presente e se deliciar com os presentes cotidianos que a vida nos dá. Quanto mais conseguimos aplicar o savoring no nosso dia a dia, mais gratos somos pela vida, pq sentimos um prazer enorme em pequenas coisas q estão lá, mas a gente nem se da mais conta. A gratidão é um dos sentimentos mais presentes na vida das pessoas mais felizes e com maior grau de satisfação na vida.
 
Além da descrição maravilhosa de savoring com os filhos no texto abaixo, podemos aplicá-lo em muitos outros contextos como: ao comer algo, olhar o céu, tomar um banho (é maravilhoso perceber o banho, acredite), ficar mais 5 minutinhos na cama de manhã e por aí vai. Não precisamos de muitas coisas para sermos felizes, precisamos voltar a reconhecer o que já está lá! Be happy!



Manhã nublada, você e sua criança no chão da sala.
Congele este momento.
Eu preciso que você olhe para o rosto da sua criança.
Olhe mais.
Mais profundamente. Por mais tempo. Para mais detalhes.
Veja como os dedinhos seguram os brinquedos.
Perceba a curva doce do lábio inferior perfeitamente cor-de-rosa.
Observe os cabelos finos. Sinta o cheiro.
Memorize estes cílios longos, os olhos curiosos, e a maneira que te olham fixamente, como se você fosse o mundo, afinal, hoje você é.

Afaste a interminável lista de afazeres, os planos, as preocupações.
Varra todo o excesso para trás e coloque este momento na primeira fileira, dando a mais alta prioridade possível.

Em um piscar de olhos esta mesma criança estará conversando sobre política e planos de carreira.
E enquanto você escuta a voz animada de quem esta prestes a bater as asas, você desesperadamente busca no seu banco de memória por dias assim. O dia comum, sentados no chão da sala, fazendo coisas simples.

Quando o assunto é o meu mais velho, eu tenho buscado estes momentos com freqüência. Tenho fome de lembrar com clareza o cabelo tijelinha do meu menino. O sorriso dado, a pele lisa e perfeita, os lábios carnudinhos que falavam tudo bagunçado.
E por mais que eu procure na minha memória, e revire, eu nem sempre os encontro. As vezes me vem um flash. Lá estava o meu pequeno, correndo pela casa. Mas a imagem se vai com a mesma velocidade que veio. E eu nem sempre consigo recuperá-la.

Eu me pergunto o que eu estava pensando todos aqueles anos atrás. Problemas, medos, dilemas, que por diversas vezes eram os donos da minha atenção. Eu fazia planos, e me preocupava com coisas que me pareciam ser tão importantes. Enquanto eu deveria estar presente, não só fisicamente mas por inteira, exatamente ali, no chão da sala, com o meu menino.
Perdemos muito tempo buscando dias espetaculares, ocasiões especiais para celebrarmos a vida. Enquanto o comum, este sim é extraordinário.
Por isso pare. Olhe para a sua criança. Congele. Marque com canetinha. Coloque em destaque. Armazene.
Porque eu te prometo, um dia você irá procurar por estes momentos, e eu quero que você seja capaz de encontrá-los.

Autora: @a.maternidade (Instagram) - Rafaela Carvalho.
Para mais textos como este, siga no Instagram @a.maternidade

Capacidade e Dificuldade das crianças




Uma das coisas mais importantes pros pais se atentarem na educação dos filhos é como ensinamos eles a entenderem as suas capacidades ou dificuldades. Com 4 anos uma criança já tem um pensamento que pode distinguir entre "sou burro, sou inteligente, ele consegue porque é mais esperto, eu nunca vou conseguir" ou "eu preciso treinar mais pra conseguir, ele consegue porque se esforçou mais que eu, eu consigo aprender e melhorar o que eu quiser, se eu me dedicar mais". 


O que muda nos 2 casos é uma estrutura de pensamento fixa (sou ou não sou) para uma estrutura de construção (posso aprender e melhorar). 

Conseguimos ajudar os pequenos a desenvolverem essa estrutura de construção com 2 dicas:

1- Valorize o processo ao invés da criança- ao invés de dizer q ela é inteligente, esperta, boa quando consegue alguma coisa, diga q ela conseguiu, q ela se esforçou para fazer tal coisa, q ela melhorou desde a última vez. Isso faz com que quando ela não consiga, não vá para o outro extremo e pense q quem não consegue é burro ou algo assim.

2- Use a palavra AINDA nas falhas- quando o seu filho falhar em alguma coisa ou disser q não consegue, diga a ele q ele não consegue AINDA! Isso abre a possibilidade de mudança, de que ele pode conseguir se quiser. 

Dificuldades vão aparecer por toda a vida e essas duas estruturas de pensamento fazem toda a diferença na maneira de lidar com elas, mesmo na idade adulta.



Minuto Terapia com Carol Kherlakian

Estudo diz que Tempo Vendo TV ''Não gera Mau Comportamento em Criança''

 
Passar horas diariamente em frente à TV ou jogando no computador não prejudica o desenvolvimento social da criança, dizem especialistas.
Após um estudo envolvendo mais de 11 mil alunos de escolas primárias britânicas, a equipe do Medical Research Council (MRC, órgão governamental britânico que faz pesquisas na área de saúde) concluiu que não é correto associar o mau comportamento das crianças com o tempo que passam vendo TV ou se divertindo com os jogos.
 
Embora os pesquisadores tenham encontrado uma pequena relação entre ver TV e problemas de conduta, eles dizem que outros fatores, como a educação recebida dos pais, por exemplo, provavelmente explicam esse vínculo.
 
Ainda assim, eles recomendam que os pais "limitem o tempo passado em frente às telas".
O conselho se deve ao fato de que passar muito tempo em frente à TV todos os dias pode reduzir o tempo que a criança passaria fazendo outras coisas importantes, como brincando com amigos e fazendo lição de casa.
 
,p>O estudo, liderado pela especialista Alison Parkes, aparece na publicação científica "Archives of Diseases in Childhood".
 
Outros estudos realizados recentemente encontraram associações entre tempo passado em frente à TV e computador e a obesidade infantil.
 
E pesquisas feitas nos Estados Unidos sugerem que assistir TV no início da infância pode provocar distúrbios de atenção aos sete anos de idade.
 
Pediatras americanos recomendam que crianças assistam menos de duas horas de programas educacionais, não violentos, por dia.
 
Entretenimento
Como parte do estudo britânico, a equipe do MRC pediu a mães de diversas situações socioeconômicas que fornecessem detalhes sobre o comportamento de seus filhos e o presença da TV e de videogames em suas rotinas diárias.
 
Quase dois terços (65%) das 11.014 crianças participantes - todas com cinco anos de idade - assistiam entre uma e três horas de TV por dia, 15% assistiam mais de três horas e menos de 2% não assistiam televisão.
 
Com o passar do tempo, os pesquisadores observaram que crianças que haviam assistido mais de três horas de TV por dia aos cinco anos apresentaram um índice ligeiramente maior de problemas de conduta aos sete anos.
 
Após completar sete anos, esse grupo de meninos e meninas apresentou uma tendência um pouco maior de entrar em brigas, contar mentiras e intimidar os colegas do que as outras crianças - segundo os relatos de suas mães.
 
O tempo passado jogando no computador não pareceu influenciar o comportamento das crianças.
 
A equipe britânica também não encontrou relação entre tempo passado em frente à TV ou outros tipos de telas e outras questões, como hiperatividade ou problemas de interação com amigos.
 
Parkes, chefe da unidade de ciências sociais e de saúde pública do MRC, disse que era errado culpar a TV por problemas sociais das crianças.
 
"Não encontramos efeitos do tempo em frente à TV sobre a maior parte dos problemas sociais e de comportamento que observamos e apenas um efeito pequeno sobre problemas de conduta, como brigas e intimidações."
 
"Nosso trabalho indica que é improvável que limitar a quantidade de tempo que as crianças passam em frente à TV, por si só, melhore o ajustamento psicosocial."
 
A especialista disse que intervenções focadas sobre a dinâmica familiar e a criança têm mais probabilidade de fazer alguma diferença, e que muito pode depender de o que a criança está assistindo e se elas são supervisionadas por adultos enquanto assistem.
 
Debate
Sonia Livingstone, professora de psicologia social da London School of Economics, de Londres, disse que as conclusões do estudo são uma boa oportunidade para que nos perguntemos "por que algumas crianças passam tanto tempo assistindo televisão".
 
Outra especialista, Annette Karmiloff-Smith, do Birkbeck College, sugeriu que em vez de nos atermos aos efeitos adversos da TV e dos videogames, seria melhor investigarmos que impacto positivo eles poderiam ter sobre as crianças.
 
E o professor Hugh Perry, presidente do comitê de neurociências e saúde mental do MRC, disse: "Vivemos em um mundo cada vez mais dominado por entretenimento eletrônico e os pais estão naturalmente preocupados com o impacto que isso pode ter sobre o bem estar e a saúde mental das crianças".
 
"Esse importante estudo sugere que o relacionamento entre TV e videogames e a saúde é complexo e influenciado por muitos outros fatores sociais e ambientais."
 
Fonte: Globo.com

Ver TV por mais de três horas diárias pode aumentar risco de comportamentos antissociais em crianças


De acordo com pesquisadores, esse risco, porém, é muito pequeno, e não se aplica a computadores ou jogos eletrônicos
 
Crianças que ficam três ou mais horas diárias na frente da televisão apresentam um risco maior de desenvolver comportamentos antissociais, como brigar. Mas, de acordo com os autores de um estudo publicado online nesta segunda-feira no periódico Archives of Disease in Childhood, esse risco é muito pequeno. Eles também afirmam que o tempo passado em atividades como jogos eletrônicos e de computador não influencia o comportamento das crianças.
 
Para estudar o impacto do excesso de tempo vendo TV, os pesquisadores utilizaram informações de 11.014 crianças do Reino Unido nascidas entre 2000 e 2002. As mães dessas crianças responderam questionários sobre o comportamento dos filhos, abordando temas como sintomas emocionais, problemas de atenção, dificuldades em fazer amigos e preocupação com outros. Elas também relataram quanto tempo os filhos passavam assistindo televisão, no computador ou em jogos eletrônicos. Essas informações foram dadas quando as crianças tinham cinco anos, e novamente aos sete anos.
 
Aos cinco anos, quase dois terços das crianças assistiam televisão por uma a três horas diárias, enquanto 15% assistiam por mais de três horas e menos de 2% não assistiam. Nessa idade, elas passavam menos tempo jogando: apenas 3% passavam três horas ou mais nessa atividade.
 
Risco aumentado – Os autores concluíram que assistir a televisão por três horas ou mais está associado a um pequeno aumento do risco de comportamentos antissociais em crianças de cinco a sete anos. Porém eles não encontraram relação entre o tempo passado em frente à televisão e problemas emocionais ou de atenção.
 
O tempo gasto com jogos também não apresentou impacto. "Isso pode significar que as crianças nessa idade estão menos expostas a jogos eletrônicos ou que os pais impõem mais restrições a este tipo de atividade", escrevem os autores.
 
De acordo com eles, a relação entre o tempo passado em frente a telas e problemas de saúde mental pode ser indireta, ou seja, pode ser derivada do aumento do sedentarismo, dificuldades para dormir e prejuízos no desenvolvimento da linguagem.

Fonte: Veja

'Criação moderna' das crianças pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro

Washington, 7 jan (EFE).- As práticas sociais e as crenças culturais modernas impedem o desenvolvimento mental e emocional das crianças, segundo um conjunto de pesquisas interdisciplinares divulgado nesta segunda-feira pela Universidade Notre Dame (Indiana, EUA).
'O estilo de vida dos jovens nos Estados Unidos segue piorando, especialmente se comparado com o de cinquenta anos atrás', indicou em um simpósio Darcia Narváez, professora de psicologia que é especializada no desenvolvimento moral das crianças e na forma como as experiências podem influenciar no desenvolvimento do cérebro.
'Algumas práticas e crenças equivocadas tornaram-se comuns de nossa cultura como, por exemplo, o uso de 'fórmulas' infantis para a alimentação dos bebês, o isolamento das crianças em seus próprios dormitórios, ou a crença em que, se responder rápido às queixas do bebê, ele fica mal acostumado', disse Narváez.
A nova pesquisa vincula certas práticas da criação precoces - que são comuns nas sociedades de caçadores e coletores - com resultados emocionais saudáveis e específicos na idade adulta.
'A amamentação dos bebês, a resposta quando choram, o contato físico quase constante e o que vários adultos que se ocupam da criação fazem são algumas das práticas de criação ancestrais que demonstraram impacto positivo no desenvolvimento do cérebro, que não molda somente a personalidade, mas ajuda, além disso, na saúde física e no desenvolvimento moral', disse Narváez.
Os estudos, acrescentou, mostram que a resposta às necessidades da criança, sem deixá-la que 'se canse de chorar', influencia no desenvolvimento da consciência, e que o contato físico positivo afeta a reação ao estresse, o controle dos impulsos e a empatia.
Do mesmo modo, segundo esta investigadora, o brincadeira livre em um ambiente natural influencia nas capacidades sociais e como lida com agressões, e quando há um grupo de pessoas que oferecem cuidado, além da mãe, melhora o quociente intelectual.
Narváez afirmou que os Estados Unidos foram no sentido contrário em todos estes aspectos de cuidados infantis.
Em lugar de estar brincando, as crianças permanecem mais tempo em seus carrinhos, assentos para o automóvel e outros aparatos. Só ao redor de 15% das mães amamentam seus bebês e as que fazem não vão além de 12 meses; as famílias estão fragmentadas e diminuiu o tempo de pais e mães que permitem que seus filhos brinquem.
Narváez afirmou que outros membros das famílias e os professores podem ter um impacto benéfico quando a criança se sente segura em sua presença.
'O hemisfério direito do cérebro, que governa grande parte das auto-regulações, a criatividade e a empatia, pode crescer ao longo de toda a vida', acrescentou.
'Esse hemisfério cresce com experiências que envolvem todo o corpo, como os jogos de 'luta', a dança e a criação artística livre', explicou. EFE
Fonte: G1

'Criação moderna' das crianças pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro

Washington, 7 jan (EFE).- As práticas sociais e as crenças culturais modernas impedem o desenvolvimento mental e emocional das crianças, segundo um conjunto de pesquisas interdisciplinares divulgado nesta segunda-feira pela Universidade Notre Dame (Indiana, EUA).

'O estilo de vida dos jovens nos Estados Unidos segue piorando, especialmente se comparado com o de cinquenta anos atrás', indicou em um simpósio Darcia Narváez, professora de psicologia que é especializada no desenvolvimento moral das crianças e na forma como as experiências podem influenciar no desenvolvimento do cérebro.

'Algumas práticas e crenças equivocadas tornaram-se comuns de nossa cultura como, por exemplo, o uso de 'fórmulas' infantis para a alimentação dos bebês, o isolamento das crianças em seus próprios dormitórios, ou a crença em que, se responder rápido às queixas do bebê, ele fica mal acostumado', disse Narváez.

A nova pesquisa vincula certas práticas da criação precoces - que são comuns nas sociedades de caçadores e coletores - com resultados emocionais saudáveis e específicos na idade adulta.

'A amamentação dos bebês, a resposta quando choram, o contato físico quase constante e o que vários adultos que se ocupam da criação fazem são algumas das práticas de criação ancestrais que demonstraram impacto positivo no desenvolvimento do cérebro, que não molda somente a personalidade, mas ajuda, além disso, na saúde física e no desenvolvimento moral', disse Narváez.

Os estudos, acrescentou, mostram que a resposta às necessidades da criança, sem deixá-la que 'se canse de chorar', influencia no desenvolvimento da consciência, e que o contato físico positivo afeta a reação ao estresse, o controle dos impulsos e a empatia.
Do mesmo modo, segundo esta investigadora, o brincadeira livre em um ambiente natural influencia nas capacidades sociais e como lida com agressões, e quando há um grupo de pessoas que oferecem cuidado, além da mãe, melhora o quociente intelectual.


Narváez afirmou que os Estados Unidos foram no sentido contrário em todos estes aspectos de cuidados infantis.

Em lugar de estar brincando, as crianças permanecem mais tempo em seus carrinhos, assentos para o automóvel e outros aparatos. Só ao redor de 15% das mães amamentam seus bebês e as que fazem não vão além de 12 meses; as famílias estão fragmentadas e diminuiu o tempo de pais e mães que permitem que seus filhos brinquem.

Narváez afirmou que outros membros das famílias e os professores podem ter um impacto benéfico quando a criança se sente segura em sua presença.

'O hemisfério direito do cérebro, que governa grande parte das auto-regulações, a criatividade e a empatia, pode crescer ao longo de toda a vida', acrescentou.

'Esse hemisfério cresce com experiências que envolvem todo o corpo, como os jogos de 'luta', a dança e a criação artística livre', explicou. EFE

fonte: G1

A importância da família no desenvolvimento das crianças

 
Vocês já perceberam que quando uma criança se comporta de forma inadequada, as críticas são logo direcionadas para os pais ("Essa criança não deve receber limites dos pais", "Ele é assim porque os pais trabalham muito", "Ele faz isso porque os pais mimam demais",etc.)? E quando a criança age de maneira positiva, o méritoé todo dela ("Uau, que criança talentosa!", "Olha só que menino inteligente!",etc.)?
Parece até que os pais só são responsáveis pelos defeitos dos filhos e as qualidades brotam de forma inexplicável nas crianças. Isso levanta inúmeros questionamentos sobre o real papel que a família exerce no desenvolvimento dos filhos.

Segundo estudiosos do comportamento humano, as atitudes das crianças (e mesmo dos adultos) devem ser analisadas através de trêsprincipais pontos: acultura, agenéticae oambiente. E a família faz parte desses trêscontextos!

Acultura influencia muitos de nossos hábitos em relação à alimentação, vestuário, convívio social, entre outros. Pais que são criados em culturas diferentes, podem ensinar seus filhos a seguirem aquelas tradições. Um exemplo típico é o rigor da cultura japonesa quanto ao seguimento de regras. Crianças ensinadas a seguirem esses costumes, geralmente são bastante disciplinadas e obedientes.

As características genéticas(hereditárias) são transmitidas através dos genes e influenciam nosso comportamento desde o nascimento. Muitos aspectos da forma e do funcionamento do corpo são transmitidos por hereditariedade,como a cor da pele, tendência àobesidade, entre inúmeros outros. O perigo disso está no fato de que muitos pais justificam os comportamentos inadequados dos filhos baseados nessa informação. É importante esclarecer que comportamentos como agredir, desobedecer e desrespeitar não são transmitidos hereditariamente! Predisposições genéticas podem favorecer determinadas atitudes, mas não podem ser consideradas as causas disso.

O ambiente diz respeito a todas as relações que a criançaestabelece em sua vida. Assim, o primeiro e principal ambiente da criança é o familiar. É nesse ambiente que a criança passa pelas primeiras experiências de sua vida e aprende a agir diante de situações. É aí também que ela observa e copia as condutas dos pais, irmãos, avós, etc.

Considerando o exposto, pode-se perceber que a família é parte importante do processo de aprendizagem decomportamentos da criança, sejam eles adequados ou não. De forma direta e indireta, a família pode interferir nas condutas dos filhos. A transmissão de características hereditárias não pode ser escolhida pelos pais. Mas os hábitos ensinados, os modelos passados e as consequências dadas diante de certas condutas são de responsabilidade da família e podem determinar muitas das atitudes dos filhos!

Por Carina Paula Costelini
Instituto Innove 

Final de infância feliz prepara para o futuro

 

 
Uma pesquisa de um grupo de universidades do Reino Unido analisou dados de mais de 15 mil pessoas entre nove e 12 anos – faixa etária da chamada pré-adolescência – e concluiu que os jovens mais felizes nessa fase conseguem uma espécie de efeito protetor, que perdura como amadurecimento e os torna mais engajados nos estudos.

A notícia serviu como tema para um dos comentários que a psicóloga Rosely Sayão faz na coluna “Seus Filhos”, da BandNews FM.

A especialista em educação ressaltou que a pré-adolescência é marcada por uma passagem para um período muito diferente da vida, que é o início da juventude. “Portanto, se acriança termina bem sua infância, tem um bom fechamento nessa fase, certamente ela está mais preparada, mais madura para entrar na próxima fase”, explicou.

Apesar disso, Rosely alerta que os pais não devem cometer o equívoco de pensar que felicidade é deixar os filhos fazerem tudo o que querem e nem adiantar a fase da adolescência, antecipando um período que ainda não chegou.

Segundo ela, a melhor coisa é deixar que os filhos sejam crianças “até o último momento”. “Realmente isso prepara bem melhor para a próxima fase”, afirmou.
 
Fonte: Band

A natureza fundamental do amor de uma mãe


(Photo : Bruce D. Perry, M.D., Ph.D./Child Trauma Academy)
 

O amor da mãe é fundamental para o desenvolvimento do cérebro da criança.

Varreduras arrepiantes que mostram o impacto real do amor: Cérebro da criança negligenciada é muito menor do que a de um
a normal de três anos de idade

Neurologistas dizem que as últimas imagens fornecem mais evidências de que a forma como as crianças são tratadas em seus primeiros anos é importante não só para o desenvolvimento emocional da criança, mas também para determinar o tamanho de seus cérebros.

Ambas as imagens são imagens do cérebro de duas crianças de três anos de idade, mas o cérebro do lado esquerdo é consideravelmente maior, tem menos manchas e áreas escuras, em comparação com o da direita. Segundo neurologistas esta diferença considerável tem uma causa primária - a forma como cada criança foi tratada por suas mães.

A criança com o cérebro maior e mais desenvolvido era cuidado por sua mãe com muito apoio e carinho ao seu bebê, informou o Sunday Telegraph. Mas a criança com o cérebro encolhido foi vítima de negligência grave e abuso. Segundo a pesquisa, publicada pelo jornal, o cérebro da direita é preocupante e carece de algumas das áreas mais fundamentais presentes na imagem à esquerda.

As consequências desses déficits são pronunciadas - a criança do lado esquerdo com o cérebro maior vai ser mais inteligente e mais propenso a desenvolver a capacidade social de empatia com os outros. Mas, em contraste, a criança com o cérebro encolhido terá uma maior probabilidade de se tornar viciado em drogas, envolver-se em crimes violentos, estar desempregado e ser dependente de benefícios do Estado. Além disso a criança também será mais propensa a desenvolver problemas mentais e de saúde.

Cientista alemã explica o dom de aprender idiomas


Ninguém consegue aprender línguas como os recém-nascidos,
afirma pesquisadora

Entre os humanos são eles que possuem a maior facilidade para aprender línguas, mesmo sem conseguir formar uma frase. A lingüista e psicóloga Angela Friederici explica a genialidade lingüís...
tica dos recém-nascidos.

Recém-nascidos – e somente eles – podem aprender qualquer língua do mundo. Um potencial que desaparece e deve ser aproveitado por pais e educadores antes que os bebês aprendam sua língua materna.

Isto é o que afirma Angela Friederici, lingüista e diretora do Departamento de Neuropsicologia do Instituto Max Planck de Neurociências Cognitivas em Leipzig.

"Os bebês dividem em duas categorias tudo aquilo que papai, mamãe, titio e titia lhes falam: na primeira entra aquilo que eles sempre escutam, na segunda vai o resto", afirma a especialista. Cada língua possui uma melodia característica ou, em uma linguagem mais científica, uma prosódia, ou seja, o francês soa bem diferente do russo. Mas a partir de quando os bebês conseguem fazer esta distinção?

Gênios já aos quatro dias

"Já a partir dos quatro dias de vida, os bebês conseguem fazer esta distinção, o que ficou demonstrado em um teste chamado de 'experimento chupeta'. Quando estão desinteressados, eles diminuem o ritmo de como chupam sua chupeta. Ao escutar a entoação prosódica de uma outra língua, eles o aumentam. Isto demonstra que as crianças conseguem distinguir informações acústicas", comenta Friederici.

A cientista explica que os bebês se interessam somente pelo novo, pelo desconhecido, mas o que fica é somente aquilo que lhes é sempre repetido, ou seja, os sons de sua língua materna. O resto já foi reprimido e esquecido logo no primeiro ano de idade.

Quem quiser aproveitar este potencial do bebê, afirma Friederici, deve começar a lhe falar em várias línguas desde seu primeiro dia de nascido. Entretanto, cada língua deve ser falada sempre pela mesma pessoa, assim a criança poderá aprender dois ou mais idiomas sem grandes esforços.

Esperar pela alfabetização pode ser tarde

Segundo a pesquisadora do Instituto Max Planck, esperar que as crianças entrem na escola para o aprendizado de línguas pode ser muito tarde. "Existem pessoas que afirmam que somente se pode ser completamente bilíngüe se as línguas tiverem sido aprendidas até os seis anos de idade. Quanto mais avançada a idade, mais difícil é para as crianças aplicarem corretamente os parâmetros prosódicos e fonológicos", explica Angela.

Todo aquele que não cresceu com várias línguas sabe que basta abrir a boca para ser identificado como alguém de origem estrangeira. Claro que há pessoas que falam uma língua estrangeira como se tivesse crescido com ela, mas são casos excepcionais. Os sons de uma outra língua são estranhos e sua melodia, uma arte. Além disso, faltam ao falante vocabulário e as sutilezas gramaticais.

Friederici explica que é justamente a gramática o que o cérebro primeiramente analisa quando se escuta uma frase, e não o significado das palavras.Isso já foi constatado há muitos anos pela cientista em seus estudos, que lhe garantiram o renomado Prêmio Leibniz da Sociedade Alemã de Pesquisa (DFG) há nove anos.

Resultado do estudo Pisa impulsionou discussões lingüísticas
Os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) impulsionaram as discussões em torno do aprendizado de idiomas, que começa de maneira geral no ensino fundamental. A tendência agora na maioria dos países da União Européia é inserir uma língua estrangeira também no ensino de outras matérias.

Ou seja, os alunos aprendem francês, por exemplo, não somente na aula de francês mas também na aula de História ou Geografia. Além disso, quem começa o aprendizado de um novo idioma quando adulto tem que aprender com maior rapidez a se comunicar de forma mais complexa do que somente "eu me chamo", "eu moro na" ou "tchau", afirma Angela Friederici.

Fonte:DW.DE

Quem inventou a infância?

Não raro, escuta-se alguém comentando sobre o caráter encantador e inocente dos primeiros anos de vida. Ou então o discurso pende para a necessidade da educação moral nessa fase. Trata-se de concepções de infância que embasam o sistema educacional, político e familiar. Apesar de essas concepções parecerem naturais e óbvias, em 1960 Philippe Ariès traçou a construção social de um sentimento ou consciência da infância a partir da análise de pinturas e escritos de vários séculos. A obra dele foi de grande importância para construção da Sociologia da Infância - embora, atualmente, os pesquisadores tenham opiniões distintas sobre a abrangência de seus escritos. Considerando-se o caráter clássico da obra, o texto a seguir resume algumas das ideias de Ariès sobre a construção social da infância:

Analisando-se registros da sociedade medieval, não se observa um tratamento diferenciado entre a infância e os demais períodos da vida. Basicamente, assim que o indivíduo tinha condições de viver sem um cuidador constante, ele ingressava na sociedade adulta. Isso ocorria por volta dos sete anos de idade. Os primeiros anos eram vistos como uma rápida fase de transição para a idade adulta.
Embora a criança fosse representada com graciosas formas arredondadas na arte grega do período clássico, esta visão desapareceu na iconografia posterior. Até o século XIII, a criança não aparecia nas pinturas medievais ou, quando aparecia, tinha suas formas físicas deformadas: sua aparência era de um adulto em tamanho reduzido. Neste período, a taxa de mortalidade infantil era altíssima. Por conta disso, um casal tinha diversos filhos, presumindo que muitos deles não sobreviveriam. Preservar lembranças dos filhos mortos – retratos, por exemplo – não tinha sentido: logo outro indivíduo nasceria para substituí-lo.
 
Representações da infância um pouco mais próximas do que conhecemos atualmente começaram a aparecer no século XIII de três maneiras: (1) como a figura do anjo jovem, com traços redondos e graciosos, semelhantemente à forma como os anjos são retratados nas pinturas de Botticelli; (2) na imagem do Menino Jesus em movimentos afetivos ligados à Virgem, por exemplo, aninhado no colo de Maria ou com os braços ao redor do seu pescoço; ou (3) como alegoria da morte e da alma, representadas pela criança nua.
 
Nos dois séculos que se seguiram, a caracterização do Menino Jesus se expandiu para a pintura profana, inspirando cenas familiares em que as crianças eram retratadas em contextos de afetividade com suas mães. Em menos de duzentos anos, a criança se tornou uma das personagens mais frequentes da iconografia. Contudo, ela raramente era retratada sozinha, estando quase sempre ao redor de adultos, em pinturas quase anedóticas. Isso sugere que a criança, aos poucos, passou a exercer uma possível função em meio à “multidão” e esta função estaria associada à sua graça e à sua colocação no lugar de fonte de divertimento para o mundo adulto. Isso configurou uma primeira consciência social de infância, caracterizada por um “sentimento de paparicação”: com o passar do tempo e da história, os primeiros anos de vida começaram a ser enxergados como graciosos, “engraçadinhos”, e as crianças se tornaram fonte de distração e relaxamento dos adultos.
 
Somado a isso, nas pinturas do século XV, as crianças também começaram a ser retratadas em vestimentas distintas de acordo com sua idade, sendo possivelmente mais uma evidência de sua separação do mundo adulto. Outra característica do século foi o gosto manifesto pelos jargões da infância e pelo registro das expressões e onomatopeias infantis. As crianças ganharam novos nomes na sociedade francesa, como bambins, pitchouns e fanfans. As pessoas começaram a adotar o linguajar das amas para se dirigir aos pequenos - como tou-tou (au-au) e dada (cavalinho).
 
Como reação à identificação da criança na função engraçada e encantadora, parte da sociedade se irritava com a figura da infância, vendo os mais novos como frágeis e bobos. Aos poucos, como reação (1) a essa citada irritação, (2) à paparicação e (3) à anterior indiferença da sociedade aos mais novos, surgiu uma nova consciência de infância, chamada por Ariès de "sentimento de moralização": defendia-se que os pequenos deveriam ser doutrinados.
 
A concepção moral que surgiu foi fortemente pautada em princípios do cristianismo. Como foi apontada anteriormente, a evolução iconográfica de aspectos atribuídos ao Menino Jesus se generalizou para a representação de outras crianças. Com isso, associaram-se também as características da infância sagrada de Jesus às características de qualquer criança. Paralelamente, havia a questão do batismo: batizar crianças implicava torná-las cheias da morada de Deus e, portanto, relacioná-las a figuras de pureza e inocência. A inocência, como reflexo da pureza divina, foi central para o sentimento moralista. Como moradas do Senhor, as crianças deveriam ser protegidas e educadas.
 
Antes do século XVI, a noção de inocência infantil era desconhecida. O pudor que hoje existe frente às crianças em relação a assuntos sexuais era inexistente na época. Era comum, por exemplo, as amas brincarem com a genitália infantil em cenas que hoje assustariam a sociedade. Com a crescente imposição de moralistas, certas atitudes passaram a não ser mais toleradas e principiou um espírito de respeito pela infância que se preserva até os dias de hoje.
 
No século XVII, houve uma grande proliferação de livros pedagógicos dominados por ideias morais e cristãs destinados a pais e professores. Procurava-se preservar os pequenos da “sujeira” da vida e da sexualidade tolerada pelos adultos e, ao mesmo tempo, fortalecer a infância ao desenvolver e prolongar seu tempo e sua razão. A ideia é que a infância, entendida aqui como moral e inocência, perdurasse pela vida do indivíduo. E, para tanto, era preciso vigiar constantemente a criança para discipliná-la e evitar que ela se perdesse nas indecências do mundo terreno.
 
Multiplicaram-se as instituições educacionais, revolucionando os hábitos escolares em direção a uma disciplina mais rigorosa. E, com tal disseminação, o sentimento de moralização tornou-se popular e amplamente aceito pela sociedade.
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FATORES SOCIAIS QUE CONTRIBUÍRAM PARA O SURGIMENTO DA INFÂNCIA
 
Ariès aponta, portanto, a construção de ao menos dois sentimentos de infância: o da paparicação e o moralista. O primeiro teria surgido dentro dos meios familiares, com as crianças pequenas. O segundo surgiu de uma fonte externa à família, com os escolásticos, homens da lei e moralistas preocupados com a disciplina e os costumes. Este sentimento opunha-se ao primeiro, ao considerar que as crianças não deveriam ser tratadas como brinquedos. Seriam, ao contrário, frágeis criaturas de Deus que teriam que ser preservadas e disciplinadas por meio da educação.
 
A transformação da indiferença em consciência da infância como fase diferenciada aconteceu paralelamente a uma série de outras mudanças sociais que foram críticas. Leite (2010) aponta que um desses fatores críticos foi a queda da mortalidade infantil. Pinchbeck e Hewitt (2010) relatam que entre 30 e 40% das crianças de até dois anos residentes de grandes cidades morriam na época. As causas apontadas por elas são várias:
 
· A obstetrícia era pouco desenvolvida - os nascimentos eram assessorados por parteiras;
· Após o nascimento, as crianças eram cuidadas por pessoas com comportamentos que colocavam em risco a saúde dos recém-nascidos, como dar conhaque para os bebês para que eles parassem de chorar;
· Havia uma grande indiferença dos pais em relação aos filhos, uma vez que, com muitos filhos, era difícil preocupar-se com cada um individualmente;
· A morte das crianças era encarada com fatalismo, como um desígnio de Deus;
· Até o século XVIII, por questões de beleza do corpo, era moda não amamentar;
· O conhecimento sobre nutrição infantil era precário, dando-se alimentos indiscriminados para os bebês;
· Comportamentos de negligência, como deixar crianças indesejáveis em becos, era comum. Muitas vezes essas crianças eram encontradas por mendigos que as mutilavam a fim de conseguir dinheiro através da piedade do povo.
A taxa de mortalidade caiu com a melhoria das condições europeias de higiene e com preocupações crescentes com o cuidado e o bem-estar da criança, como leis de prevenção da violência infantil. A criança deixou, assim, de ser vista como substituível por outra caso morresse. Como apontado por Ariès, isso se tornou ainda mais intenso com o malthusianismo, o controle de natalidade e as práticas contraceptivas.
 
Outra mudança crítica foi o ‘fechamento’ da família europeia no século XVIII, que se isolou tanto da comunidade como da família consanguínea, adquirindo o formato da família nuclear que hoje estamos acostumados (Leite, 2010). Pinchbeck e Hewitt (2010) explicam que até meados do século XVII as famílias eram muito numerosas: cerca de 40 pessoas por habitação. Elas sugerem que a crescente riqueza das classes média e alta no final do século XVII e durante o século XVIII estimulou a procura por uma forma mais cômoda de vida. Uma das atitudes tomadas para isso foi separar as acomodações de patrões e empregados, isolando a família nuclear. Isso fez com que o número de pessoas por acomodação fosse reduzido e as relações pudessem se tornar mais íntimas, permitindo o desenvolvimento de uma consciência familiar. As relações entre pais e filhos ficaram mais próximas e menos formais, aumentando a preocupação com o bem-estar infantil.
 
Para Ariès, a criança adquiriu papel central na sociedade, que deixou de ser indiferente e se tornou obsessiva por ela. Colocando-se como uma questão para a sociedade, a descoberta da infância permitiu o aparecimento de novas ciências dedicadas ao tema da criança – a psicologia do desenvolvimento, por exemplo. Ariès sugere também que tenhamos colocado a criança em uma “quarentena escolar”, como se ela só estivesse suficientemente madura para a vida ao terminar seus estudos. Ao passo que a família adquiriu a função moral e espiritual de formar o corpo e a alma, a escola tornou-se um instrumento disciplinador que, atualmente, é protegido pela justiça e pela política.
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Para saber mais:
Ariès, P. (1981). História social da criança e da família. (Flaksman, D. Trad.). Rio de Janeiro: LCT. Publicado originalmente em 1960.
Leite, D. M. (2010). A criança na família contemporânea. Em: Leite, D. M. (Org.). O desenvolvimento da criança, pp. 21-52. São Paulo: Ed. UNESP. Publicado originalmente em 1972.
Pinchbeck, I., & Hewitt, M. (2010). A criança numa sociedade em mudança. Em: Leite, D. M. (Org.). O desenvolvimento da criança, pp. 21-52. (Leite, D. M. Trad). São Paulo: Ed. UNESP. Publicado originalmente em 1969.
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Psicóloga Tauane Gehm - Graduada pela USP. Atualmente faz mestrado na mesma universidade, realizando pesquisas sobre desenvolvimento