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Crianças sabem mentir já aos dois anos

Linda/Shutterstock
 
Logo aos dois anos as crianças já são capazes de mentir, afirma artigo escrito pela psicóloga da Universidade Brock, Angela Evans, em parceria com Kang Lee, pesquisador da Universidade de Toronto, ambas do Canadá.

Publicado na edição de janeiro da Developmental Psychology, o estudo com 41 crianças de dois anos e 24 de três, contrariou hipóteses anteriores de que só entre o terceiro e quarto ano de vida que se começa a mentir.

O experimento colocou os pequenos em uma situação tentadora: primeiro, escutavam os sons de um brinquedo e, sem poder vê-lo, deviam tentar adivinhar qual era. Em seguida, sem revelar de qual se tratava, o pesquisador saía da sala, vigiada por uma câmera oculta, e pedia que, durante sua ausência, a criança não espiasse o brinquedo. Dentre as voluntárias, 80% desobedeceram a ordem e espiaram. Dessas, 25% das mais jovens mentiram durante o teste. Entre as mais velhas, metade não disse a verdade. Apesar disso, destacam os cientistas, as crianças mais jovens não conseguiram manter a mentira ao serem de uma sequência de perguntas sobre o ocorrido.

Para Angela, a mentira das crianças durante a experiência se deu por conta de um arrependimento por terem desobedecido a ordem, não por buscarem iludir os adultos.

O experimento permitiu também que os pesquisadores analisassem a capacidade cognitiva necessária para contar uma mentira, relacionando-a ao desenvolvimento cerebral. Segundo os autores, os resultados indicam que mentirosos precoces têm habilidades avançadas de compreensão e raciocínio, considerando o quão complexo pode ser o ato de reinventar uma situação passada.

Cartilha orienta familiares de pacientes com autismo e profissionais de saúde

 
Familiares de pacientes com autismo e profissionais do Sistema Único de Saúde já podem contar com uma cartilha para qualificar o atendimento a essas pessoas. O material foi lançado pelo Ministério da Saúde durante o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, lembrado no último dia dois de abril.
A cartilha mostra uma tabela de indicadores de desenvolvimento infantil, sinais de alerta e cuidados à saúde.
Marina Kupfer, membro do departamento de psicanalise da USP, Universidade de São Paulo, reconhece a importância da cartilha para aprimorar a assistência às pessoas com autismo. "É um documento que realmente estabelece as bases para esse atendimento. E aí com is so, as famílias tem agora um documento. Elas se reconhecem nesse documento. Existe uma linha, existe um lugar no qual a criança ou a pessoa com autismo tem referência que não existia e hoje ela existe".
Diagnosticos precoce
A cartilha para qualificar o atendimento a pessoa com autismo também traz orientações sobre o diagnóstico precoce. De acordo com a coordenadora do movimento do autismo, psicanálise e saúde pública, Claudia Mascarinhos, quanto mais cedo for o diagnóstico, melhor.
"Porque a gente sabe hoje em dia, cientificamente que ao serem detectados sinais de risco de evolução para o autismo, a gente tem muitas vezes como desviar esse caminho.
Algumas das crianças não desenvolvem essa patologia. E outras crianças minimizam os efeitos prejudiciais dessa patologia se a gente detecta precocemente esses sinais de risco e a gente intervém nesse momento".
LOC/REPÓRTER: As cartilhas feitas para facilitar o diagnóstico do autismo em crianças de até três anos serão distribuídas em todo o Sistema Único de Saúde. A iniciativa faz parte do plano Viver Sem Limites do Governo Federal.
Somente no ano passado, foram encaminhados quase 900 milhões de reais para qualificar a assistência à saúde da pessoa com deficiência. (Web Rádio Saúde/Agência Saúde)
Fomte: A Crítica

Disciplina severa pode ser positiva para a criança, diz estudo

Foto: Getty Images
Ser um pai rigoroso é bom para as crianças, desde que a disciplina seja acompanhada de amor e carinho. Um estudo feito com adolescentes, divulgado pelo jornal Daily Mail, descobriu que os efeitos de uma disciplina severa, como broncas verbais e até palmada, não são negativos quando compensados pela sensação de ser amado. Segundo os pesquisadores, ser punido durante a infância dificilmente leva a um comportamento antissocial, desde que a criança perceba que a bronca é justa.
O uso de disciplina severa em jovens é algo controverso, pois já foi apontado que isso poderia levar a um risco maior de tendências agressivas, delinquência e hiperatividade. No entanto a nova pesquisa publicada no jornal Parenting: Science and Practice sugere que uma bronca ou um tapa podem ser moderados por um sentimento de ser amado por quem exerce a punição.
O estudo foi realizado com um grupo de adolescentes mexicanos-americanos e descobriu que a percepção de calor maternal desencorajava comportamentos antissociais, mesmo quando os pesquisados tinham sido criados sob disciplina rígida. A médica Miguelina German, da Escola de Medicina Albert Einstein, em Nova York, explica que a “teoria do apego” prega que esse sentimento de um pai amoroso e responsável é um fator crítico para gerar felicidade e segurança nas crianças. A ideia de que os pais as amam e protegem protege as crianças contra o sentimento de rejeição, mesmo quando estão sendo disciplinadas duramente.
Segundo a especialista, o uso de disciplina rígida não leva automaticamente a um comportamento antissocial. "A relação entre os dois é condicional e está sujeita a outros fatores. Onde práticas disciplinares severas são uma norma cultural, há sempre outras influências em jogo, que pode diminuir seus danos potenciais sobre a criança", defende.
Pesquisas anteriores já haviam sugerido que crianças criadas sob uma disciplina severa têm mais chances de se tornarem adultos ajustados. Segundo os estudos, pais que mantém um comportamento “autoritário”, mas ao mesmo tempo carinhoso, costumam criar adultos mais competentes.
 
Fonte: Terra

Dificuldades alimentares na infância podem levar a problemas psicológicos

Ser forçado a comer de maneira coerciva pelos pais pode afetar o desenvolvimento psicológico e facilitar casos de depressão e até delinquência
(Thinkstock)
 
Mais da metade das mães brasileiras acredita que o filho não come bem. Em um levantamento feito com 947 mães brasileiras de crianças entre 3 e 10 anos, descobriu-se que 51% delas diziam ter filhos com dificuldades alimentares. Essa dificuldade da criança para se alimentar pode estar relacionada a alguma condição médica ou a problemas comportamentais. Em ambos os casos, há riscos de déficit nutricional que, em casos severos, podem prejudicar o desenvolvimento na infância. Quando o problema é comportamental, no entanto, os riscos podem ser ainda mais amplos. Pesquisas internacionais demonstram que crianças que são forçadas a comer, que são extremamente seletivas ou que desenvolvem um sentimento de medo em relação à alimentação, têm mais chances de apresentar problemas psicológicos, como depressão e delinquência, quando chegam à adolescência.
 
A situação é agravada por um problema estrutural na medicina: nenhum pediatra sai da faculdade com o treinamento necessário para reconhecer essas dificuldades, muito menos para orientar os pais. Das mães ouvidas no levantamento brasileiro, 70% procuraram um pediatra para resolver o problema, mas apenas 11% disseram ter obtido uma orientação satisfatória. "O pediatra não recebeu, dentro da faculdade e da residência, um treinamento adequado para diagnosticar e tratar esse tipo de problema", diz Mauro Fisberg, pediatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e um dos responsáveis pelo levantamento. Os números brasileiros não são uma exclusividade. Segundo os especialistas, os resultados encontrados aqui refletem uma tendência mundial.
 
Por isso é importante saber o que fazer com filhos que relutam em comer. As dificuldades alimentares da infância costumam ter início na fase em que a criança tem contato com alimentos pastosos — por volta dos seis meses, quando as papinhas são introduzidas na dieta. Entre dois e três anos, a criança enfrenta também uma oscilação natural de apetite. A reação dos pais a esse comportamento de rejeição ao alimento pode ser fundamental na maneira como ela passará a enxergar o ato de se alimentar. "Não adianta colocar uma pressão enorme nas costas da mãe dizendo que a criança precisa comer mais. Isso pode ter resultados piores do que uma deficiência nutricional", diz Benny Kerzner, gastroenterologista pediátrico do Children’s National Medical Center, em Washington, nos Estados Unidos. Responsável pela implementação da Divisão de Gastroenterologia e Nutrição do Centro, Kerzner viaja pelo mundo dando treinamento em nutrição infantil, e falou ao site de VEJA durante sua passagem pelo Brasil.
 
De acordo com Kerzner, nos casos mais conhecidos (e dominados) pela medicina, o problema alimentar da criança pode ter raízes orgânicas, como a disfagia (problemas de deglutição) ou mesmo uma deficiência cardíaca. Quando causas fisiológicas são descartadas, é preciso investigar a sério as questões comportamentais. "Quando a mãe diz que há um problema, o pediatra tem que encarar que há, de fato, um problema", diz Kerzner.
 
Fonte: Veja

Ver TV por mais de três horas diárias pode aumentar risco de comportamentos antissociais em crianças


De acordo com pesquisadores, esse risco, porém, é muito pequeno, e não se aplica a computadores ou jogos eletrônicos
 
Crianças que ficam três ou mais horas diárias na frente da televisão apresentam um risco maior de desenvolver comportamentos antissociais, como brigar. Mas, de acordo com os autores de um estudo publicado online nesta segunda-feira no periódico Archives of Disease in Childhood, esse risco é muito pequeno. Eles também afirmam que o tempo passado em atividades como jogos eletrônicos e de computador não influencia o comportamento das crianças.
 
Para estudar o impacto do excesso de tempo vendo TV, os pesquisadores utilizaram informações de 11.014 crianças do Reino Unido nascidas entre 2000 e 2002. As mães dessas crianças responderam questionários sobre o comportamento dos filhos, abordando temas como sintomas emocionais, problemas de atenção, dificuldades em fazer amigos e preocupação com outros. Elas também relataram quanto tempo os filhos passavam assistindo televisão, no computador ou em jogos eletrônicos. Essas informações foram dadas quando as crianças tinham cinco anos, e novamente aos sete anos.
 
Aos cinco anos, quase dois terços das crianças assistiam televisão por uma a três horas diárias, enquanto 15% assistiam por mais de três horas e menos de 2% não assistiam. Nessa idade, elas passavam menos tempo jogando: apenas 3% passavam três horas ou mais nessa atividade.
 
Risco aumentado – Os autores concluíram que assistir a televisão por três horas ou mais está associado a um pequeno aumento do risco de comportamentos antissociais em crianças de cinco a sete anos. Porém eles não encontraram relação entre o tempo passado em frente à televisão e problemas emocionais ou de atenção.
 
O tempo gasto com jogos também não apresentou impacto. "Isso pode significar que as crianças nessa idade estão menos expostas a jogos eletrônicos ou que os pais impõem mais restrições a este tipo de atividade", escrevem os autores.
 
De acordo com eles, a relação entre o tempo passado em frente a telas e problemas de saúde mental pode ser indireta, ou seja, pode ser derivada do aumento do sedentarismo, dificuldades para dormir e prejuízos no desenvolvimento da linguagem.

Fonte: Veja

Álcool na gestação prejudica desenvolvimento cognitivo da criança

Pesquisa mostrou que o malefício pode se manifestar na idade escolar
Crédito: Shutterstock
 
Todas as mulheres sabem que beber durante a gravidez é totalmente contraindicado. Porém, muitas gestantes ainda deixam de lado essa medida e acabam consumindo algumas doses de álcool, achando que um drink ou outro de vez em quando não faz mal. Mas, faz, principalmente no desenvolvimento futuro da criança.
 
De acordo com uma nova pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, o consumo de álcool durante a gestação pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo das crianças quando estas estiverem em idade escolar.
 
Segundo o estudo brasileiro, as crianças cujas mães admitiram a ingestão de álcool em uma quantidade de três ou mais doses por mais de nove dias durante toda a gestação tiveram pontuação média menor no teste de avaliação cognitiva a que foram submetidas. O estudo apresentado pela psicóloga Luciana Inácia de Alcântara aponta ainda que os meninos, filhos destas mães, apresentaram problemas comportamentais.
 
Essa característica ainda pode gerar muitos problemas de aprendizagem, pois o desenvolvimento cognitivo está relacionado à abstração, atenção, linguagem receptiva, função executiva, concentração, memorização e ao julgamento crítico. “Mesmo em uma amostra relativamente restrita de mães e crianças e, com dados por vezes conflitantes em relação ao consumo de álcool durante a gestação referido pelas mães, associações significativas, mesmo com uso leve e moderado de álcool, foram observadas” conta a pesquisadora.
 
Avaliações
 
Para a realização da pesquisa, a psicóloga Luciana entrevistou pais e cuidadores de 86 crianças entre 8 e 9 anos, cujas mães, em 2001, no terceiro trimestre de gestação, foram questionadas sobre o consumo que faziam de álcool. Essas mulheres frequentavam, na época, um serviço obstétrico da rede pública no município de Ribeirão Preto.
 
Mais recentemente, já com esses filhos frequentando o ensino fundamental, os pais ou cuidadores foram submetidos ao teste chamado Child Behavior Checklist (CBCL 6-18 anos), que permite que se avalie saúde mental de crianças por meio de perguntas feitas aos pais. Já a avaliação cognitiva das crianças, iniciada em agosto de 2009 e finalizada em outubro de 2010, visava estimar a capacidade de raciocínio geral delas e foi feita por um teste individual e não-verbal, comumente aplicado entre os 3 anos e 6 meses e 9 anos e 11 meses de idade.
 
Segundo dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (Cebrid) de 2005, 5,7% das mulheres consomem bebida alcóolica, e um estudo publicado em 2007 pelo grupo da pesquisa em Ribeirão Preto apontou que 22% das mulheres fazem uso de álcool durante a gravidez.
 
Fonte: Uol

Estudo relaciona depressão infantil e doenças cardíacas

Pesquisadores descobriram que adolescentes que foram diagnosticados com o problema psicológico na infância são mais propensos a apresentar fatores de risco ao coração, como obesidade, tabagismo e sedentarismo
 
(ThinkStock)
 
Um novo estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Washington em Saint Louis, nos Estados Unidos, sugere que a depressão infantil pode aumentar o risco de crianças sofrerem de problemas cardíacos ao longo da vida. Isso porque, segundo a pesquisa, o problema psiquiátrico torna os jovens mais propensos a apresentar fatores de risco à saúde do coração, entre eles obesidade, tabagismo e sedentarismo, mesmo se eles não tiverem mais depressão. Esses achados foram apresentados neste final de semana durante o encontro anual da Sociedade Americana Psicossomática, em Miami.
 
De acordo com Robert Carney, professor de psiquiatria da Universidade de Washington e coordenador do estudo, há anos as pesquisas vêm mostrando que adultos depressivos correm um risco maior de ter problemas cardíacos. “Nós já sabíamos da associação entre a prevalência do transtorno mental e as chances de eventos cardiovasculares. O que nós desconhecíamos era em que estágio da vida é possível começar a perceber essa relação.”
A pesquisa de Carney envolveu 500 crianças, que foram acompanhadas de seus nove aos 16 anos de idade. Esses jovens faziam parte de um entre três grupos: um formado por aqueles que já haviam sido diagnosticados com depressão quando a pesquisa começou; outro, pelos irmãos desses jovens, que por sua vez não sofreram depressão ao longo do estudo; e, por último, um grupo de controle, formado por indivíduos livres do problema e que não tinham laços familiares com os outros voluntários.
 
Do transtorno mental ao coração — Quando os adolescentes foram avaliados aos 16 anos de idade, os pesquisadores descobriram que 22% entre aqueles que apresentavam depressão aos nove anos eram obesos. Essa prevalência entre os seus irmãos foi de 17%, e de apenas 11% entre o grupo de controle. Além disso, cerca de um terço dos jovens que tinham depressão quando criança se tornou fumante ativo, em comparação com os 13% entre os seus irmãos e 2,5% entre os participantes do grupo de controle.
Ainda segundo os resultados do estudo, os adolescentes que haviam sofrido de depressão na infância foram os mais sedentários entre todos os participantes, e os membros do grupo de controle, que passaram a infância e a adolescência livres do transtorno, os mais fisicamente ativos. De acordo com os autores da pesquisa, embora os resultados mostrem uma associação entre depressão e risco ao coração, ele não estabelece uma relação de causa e efeito — ou seja, não é possível dizer que a depressão provoca diretamente problemas cardíacos, mas sim que aumenta a propensão a fatores de risco cardiovascular.
 
“Em partes, isso é preocupantes pois estudos recentes mostraram que quando os adolescentes apresentam esses fatores de risco cardíaco, eles são muito mais propensos a desenvolver doenças do coração quando adultos e até mesmo a ter uma vida mais curta. Pesquisas mostram, por exemplo, que jovens que são fumantes ativos têm o dobro de chance de morrer aos 55 anos do que não fumantes, e vemos quadros semelhantes em relação à obesidade nessa faixa-etária. Então, a associação entre depressão infantil e tais fatores de risco sugere que nós precisamos monitorar de perto as crianças diagnosticadas com depressão”, diz Carney.
 
Fonte: Veja

Jogar games uma hora por dia ajuda a ‘treinar’ o cérebro

Novo estudo mostrou que o hábito melhora, de fato, as habilidades cognitivas, mas apenas aquelas que são exigidas durante um determinado jogo
 
 
Jogar videogame durante uma hora todos os dias já é o suficiente para surtir efeitos positivos na cognição de uma pessoa. Mas, de acordo um estudo da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Singapura, o hábito treina o cérebro apenas em relação a tarefas cognitivas específicas que são exigidas em cada jogo. Os resultados da pesquisa foram publicados nesta quarta-feira no periódico PLoS One.
 
Segundo os autores do estudo, embora trabalhos anteriores tenham observado que jogos de ação beneficiam a cognição, esta é a primeira vez em que uma pesquisa mostra que diferentes tipos de jogos - e não só os de ação - podem melhorar habilidades cognitivas distintas.
 
O estudo selecionou 75 pessoas com uma idade média de 21 anos que foram distribuídas em cinco grupos. Cada grupo foi orientado a jogar, em um smartphone, um tipo de jogo durante uma hora por dia. Entre os jogos, havia tanto os de ação, como um em que era preciso encontrar objetos escondidos em um curto espaço de tempo, mas também de outros tipos, como aqueles que consistiam em, por exemplo, combinar três objetos idênticos ou jogar algo parecido com o The Sims.
 
Desempenhos - Antes e depois do período em que os participantes deveriam passar jogando os games, eles realizaram testes que avaliaram diversas capacidades cognitivas de cada um. De acordo com os resultados, as pessoas melhoraram seu desempenho especificamente nas tarefas que eram exigidas nos jogos. Por exemplo, as pessoas que jogaram desafios de ação melhoraram a sua capacidade de rastrear objetos em um curto espaço de tempo. Aquelas que se dedicaram a jogos em que era preciso combinar três objetos semelhantes, por sua vez, melhoraram a atuação em testes de memória visual.
 
Segundo as conclusões do estudo, portanto, o videogame não parece provocar uma melhora em todas as habilidades cognitivas, mas sim das capacidades exigidas nos jogos. “No geral, esses resultados sugerem que muitas melhorias cognitivas relacionadas aos jogos provavelmente não se devem ao treinamento de sistemas cognitivos gerais, como o controle da atenção, por exemplo, mas sim devido a processos cognitivos que acontecem durante o jogo”, escreveram os autores.
 
Fonte: Veja

Crianças que não enfrentam seus medos têm risco maior de ansiedade


Segundo pesquisa, jovens que costumam evitar situações das quais têm medo, diferentemente daqueles que as enfrentam, aumentam seus níveis de ansiedade
 

Um novo estudo da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, descobriu que crianças que, em vez de enfrentar, evitam situações das quais sentem medo são aquelas que apresentam um maior risco de ter ansiedade. Segundo os autores dessa pesquisa, esse achado é importante pois poderá ajudar os profissionais a identificarem melhor quem são as crianças mais propensas a ter esse transtorno e, assim, direcioná-las a abordagens que previnam a ansiedade. O trabalho foi publicado na edição deste mês do periódico Behavior Therapy

Participaram da pesquisa mais de 800 jovens de sete a 18 anos. Para realizar o estudo, os pesquisadores desenvolveram dois questionários, um que deveria ser respondido pelas crianças e outro, por seus pais. Ambos os relatórios tinham como objetivo avaliar as medidas de precaução tomadas pelas crianças. Ou seja, a equipe desejava saber se esses jovens, quando sentiam medo de alguma coisa, enfrentavam a situação depois ou simplesmente tentavam manter-se afastados dela o máximo possível.

Uma das conclusões da pesquisa foi a de que mensurar essa precaução das crianças pode ajudar a determinar o risco de elas terem ansiedade. Isso porque, um ano após a realização do estudo, a maioria dos jovens manteve seus níveis de ansiedade estáveis – ou seja, muito baixos. No entanto, entre os participantes que costumavam evitar situações em que sentiam medo, esses níveis tenderam a crescer depois de 12 meses.

No artigo, os pesquisadores explicam que crianças que evitam enfrentar os seus medos sofrem pois não sabem que eles podem ser administrados. Assim, para alguns jovens, determinados temores podem se intensificar de tal forma que se tornam parte de um transtorno de ansiedade. "Quando as crianças começam a evitar situações de medo, a ansiedade pode se tornar particularmente incapacitante, impedindo a participação dos jovens em atividades diárias", escreveram os autores em um comunicado da Clínica Mayo.

De acordo com os pesquisadores, terapias cognitivas e comportamentais são capazes de ajudar crianças que evitam situações das quais sentem medo — os pais dos 25 jovens que participaram do estudo e que foram submetidos a essa abordagem relataram que a frequência desse problema foi reduzidA pela metade em um período de um ano. Por isso, concluiu a equipe, essa terapia pode ajudar a prevenir a ansiedade em crianças que apresentam esse comportamento.

Fonte: Veja

Fotos de crianças de todo o mundo com seus bens mais valiosos

Ao longo de um período de 18 meses, o fotógrafo italiano Gabriele Galimberti realizou o projeto Toy Stories, que  compila fotos de crianças de todo o mundo com suas grandes posse, seus brinquedos. Galimberti explora a universalidade da criança em meio à diversidade dos cantos incontáveis ​​do mundo.

Galimberti descobriu que as crianças nos países mais ricos eram mais possessivas com seus brinquedos, o que levou tempo antes das crianças permitirem que ele brincasse (que é o que ele iria fazer antes de organizar os brinquedos), enquanto que nos países mais pobres, ele achou muito mais fácil e rápido a interação, mesmo se houvesse apenas dois ou três brinquedos entre eles.

Alessia – Castiglion Fiorentino, Italy

Watcharapom – Bangkok, Thailand

Tangawizi – Keekorok, Kenya
 

Stella – Montecchio, Italy

Shaira – Mumbai, India

Pavel – Kiev, Ukraine

Orly-Brownsville,Texas

Norden – Massa, Morocco

Keynor – Cahuita, Costa Rica

Julia – Tirana, Albania

Cun Zi Yi – Chongqing, China

Chiwa – Mchinji, Malawi

Botlhe – Maun, Botswana

Bethsaida – Port au Prince, Haiti

Arafa & Aisha – Bububu, Zanzibar


 

Por que é tão difícil colocar limites no seu filho

Os pequenos tiranos de hoje são resultado do encontro de duas gerações sem limites, diz Tania Zagury, mestre em educação e autora de "Limites Sem Trauma" (Record).
 
"Quem está criando filhos agora são os que já tiveram liberdade na infância e estão frente a uma situação que não vivenciaram: os filhos deles também querem fazer de tudo. A liberdade da criança acaba tirando a dos pais."
 
Zagury fez um estudo com 160 famílias no início dos anos 1990, quando já identificava o surgimento da tirania infantil. "Os pais dos anos 1980 tinham sido criados de forma dominadora e queriam uma educação liberal."
 
Entre os anos 1970 e 1980 a criança se tornou ator da história, segundo Mary Del Priore, organizadora do livro "História das Crianças no Brasil" (Contexto).
 
A tendência começou depois da Segunda Guerra. Ao mesmo tempo, surgiram leis de proteção à infância, jovens ganharam visibilidade no cinema e na publicidade e as famílias diminuíram.
 
"A mulher [que trabalha fora e começa a tomar pílula] passa a querer ter menos filhos para criá-los bem. E a criança ganha lugar como consumidora. Há uma transformação no papel dos pais", afirma a historiadora.
 
CRISE DE AUTORIDADE
 
O problema é que a balança foi toda para o outro lado: da rigidez à frouxidão, analisa o psicanalista Renato Mezan, professor da PUC-SP. "Por um lado, é um avanço social, há mais diálogo na família e mais decisões consensuais. Mas, por outro, os pais têm medo de exercer a autoridade legítima. É uma crise de autoridade generalizada."
 
Há também uma inversão de papeis, segundo a pedagoga Adriana Friedmann, doutora em antropologia e coordenadora do Nepsid (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento).
 
"Há uma 'adultização' precoce e, ao mesmo tempo, um prolongamento da infância", diz. "Não dá para culpar só os pais. Todos são vítimas da tendência sociocultural. As crianças estão expostas a um grande número de estímulos e influências da mídia."
 
Para a psicanalista Marcia Neder, os pais se sentem obrigados a mimar os filhos e há muitas exigências em torno de um ideal da mãe perfeita. "Fica difícil dizer 'não' em uma sociedade que trata a criança como um deus."
 
A blogueira Loreta Berezutchi, 29, sente na pele as cobranças do que ela chama de "filhocentrismo". Loreta é mãe de Catarina, 3, e Pedro, 5. O menino não dá muito trabalho, mas Catarina...
 
"Ela está sempre batendo o pé. Empaca quando não quer sair de casa e quer escolher a roupa que vai usar. Às vezes, quer blusa de frio no calor e é difícil fazê-la mudar de ideia", conta.
 
Além de comprar "as brigas que valem a pena" com a filha (como não deixá-la viver só de bolacha e iogurte), Loreta tenta não ser guiada pela concorrência que há entre mães blogueiras para ver quem é a "mais mãe", ou seja, a que mais paparica sua prole (ela escreve no www.bagagemdemae.com.br).
 
"Na hora de apontar o dedo, todo mundo aponta. 'Ah, meu filho só come comida saudável e o seu toma refrigerante'. Você se sente culpada por não ser o modelo de mãe que cozinha para o filho, dá água mineral etc.", diz.
 
Ela admite que sua vida hoje gira em torno dos rebentos e acha que faz parte do pacote. "Eu estava preparada para isso quando decidi ser mãe. Mas faz falta ter uma vida social que não os inclua."
 
Enquanto a criança ainda é um bebê, é normal que a vida da família seja pautada pelas necessidades dela, de acordo com Zagury. "Mas, a partir dos três, quatro anos não precisa ser assim. Os pais devem dar proteção aos filhos, não sua própria vida."
 
MAMÃE EU QUERO
Encontrar o equilíbrio pode ser complicado quando a criança tem entre dois ou três anos, aponta Friedmann. "Elas estão na fase de se descobrirem como pessoas com identidade única. Nesse período, há uma necessidade da afirmação do eu, por isso experimentam um jogo de força com os adultos."
 
É fundamental os pais terem clareza sobre quais regras vão impor aos filhos. Só assim conseguirão ser firmes.
 
"Os limites devem ser colocados na primeira infância, quando se constroem as bases da personalidade", acrescenta Friedmann.
 
A psicopedagoga Maria Irene Maluf, membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia, lembra que regras dão segurança. "A opinião da criança não deve ser ignorada, mas ela não sabe escolher o que é melhor para ela. Ninguém nasce autônomo."
 
No fundo, mesmo os mais rebeldes gostam de saber até onde podem ir, complementa a também psicopedagoga Betina Serson. Para quem tem um déspota mirim em casa, ela recomenda começar a disciplina estabelecendo uma rotina (veja mais orientações ao lado).
 
"A ideia de que colocar limites pode ser danoso à criança é 'idiota'", afirma Mezan. Segundo ele, a inexistência de regras gera ansiedade dos dois lados.
 
"Qualquer renúncia ao prazer imediato passa a ser vivida como uma frustração insuportável pela criança. Muitas vezes, porque seu desejo é logo satisfeito, ela acaba valorizando pouco o que tem", afirma.
 
Fonte: Folha

Estudos discutem relação entre curiosidade e aprendizagem

Trabalho em grupo e feedback são chave na educação infantil
Morgan Lane Photography/Shutterstock
 
Alguns pesquisadores veem a fonte natural da motivação humana na ampliação das próprias competências. Já que novas situações ocultam tanto chances quanto riscos, formaram-se ao longo da evolução dois sistemas de motivos antagonistas: curiosidade e medo. O psicólogo Clemens Trudewind, da Universidade de Bochum, Alemanha, estudou essa interação. Ele descobriu que crianças curiosas e destemidas resolvem problemas com mais eficácia do que as temerosas e passivas. No entanto, a curiosidade e o medo não são opostos: crianças muito medrosas e ao mesmo tempo curiosas também se revelaram boas solucionadoras de problemas no estudo de Trudewind. Motivos supostamente antagônicos, portanto, não obrigatoriamente se excluem. 



Para aumentar a motivação dos alunos, pedagogos geralmente tentam despertar seu interesse pelo objeto de aprendizagem. Porém, como o estudo educacional internacional TIMSS (Tire International Mathematics and Science Study), publicado em 2007, comprovou, os fatores “interesse” e “bom desempenho” não estão muito fortemente associados. Uma pessoa pode se interessar pelo céu estrelado, mas nem por isso querer estudar astronomia.

Como então podemos reforçar a motivação para o aprendizado na escola de forma mais efetiva? Segundo o pesquisador Albert Ziegler, da Universidade de Ulm, Alemanha, isso depende de três fatores: em primeiro lugar, os alunos devem se sentir no controle. Isso é possível, por exemplo, com uma “negociação” comum dos objetivos do aprendizado. Em segundo lugar, a competência de cada um deve ser reconhecida e valorizada. Para tanto, é importante que haja feedback positivo frequente. Em terceiro lugar, é fundamental a ligação social proporcionada pelo aprendizado − por exemplo, por meio de trabalhos em grupo
 

Vício em internet é um risco à saúde, alertam pesquisadores

Internet: Pesquisa alerta para riscos à saúde mental do uso excessivo
 da internet (Thinkstock)

Estudo concluiu que o hábito está ligado à depressão, traços de autismo e variações de humor que podem ser semelhantes a crises de abstinência
 
Um artigo publicado neste mês no periódico PLoS One chama a atenção para os riscos à saúde apresentados pelo hábito de passar muitas horas na internet. Após avaliar 60 pessoas, entre elas alguns usuários assíduos da rede, pesquisadores britânicos concluíram que o vício em internet, assim como a dependência de drogas, está associado a alterações de humor, ao aumento do risco de depressão e a sinais de abstinência. E, além disso, o hábito pode até fazer com que um indivíduo apresente traços de autismo.
 
“A associação entre o vício em internet e depressão e humor instável já era conhecida e demonstra que as nossas descobertas estão de acordo com estudos anteriores. Porém, o fato de o vício em internet ter sido fortemente relacionado a traços de autismo é um achado novo, e pode ser de natureza semelhante a associações estabelecidas anteriormente entre isolamento social e esse tipo de dependência”, escreveram os autores no artigo.
 
Como as drogas — Ainda de acordo com a pesquisa, pessoas viciadas em internet são muito mais propensas a apresentar uma variação de humor negativa e um pior estado de espírito imediatamente após desligarem o computador do que indivíduos que usam a internet moderadamente. Segundo os autores, esse quadro é semelhante a sintomas de abstinência e reforça ainda mais que essas pessoas sofrem de dependência de internet. “Quando essas pessoas se veem off-line, elas passam a apresentar um humor muito mais negativo, assim como indivíduos que deixam de usar drogas ilegais, como o ecstasy”, disse Phil Reed, professor da Universidade de Swansea, na Grã-Bretanha, e coordenador do estudo.
 
“Esses resultados iniciais e pesquisas relacionadas à função cerebral sugerem que, na internet, há algumas surpresas desagradáveis para o bem-estar das pessoas”, disse Reed. Para os pesquisadores, a mensagem principal desse estudo é a de que algumas pessoas podem acabar tendo muitos problemas com o uso excessivo da internet, inclusive danos à saúde física e mental. Esses indivíduos, os autores escrevem, “talvez precisem de ajuda para entender as razões para o uso excesso da internet e qual é a função do hábito em suas vidas”.
 
 
Esse estudo foi feito com 60 pessoas, com uma idade média de 24 anos. Os pesquisadores analisaram o uso de internet, além de traços de humor, personalidade e sentimentos dos participantes. Os indivíduos foram orientados a responder um questionário sobre humor e ansiedade antes e depois de usarem a internet durante 15 minutos. Dos voluntários, 32 foram considerados "problemáticos" em relação ao uso da internet. Não foi encontrada relação entre vício em internet e sintomas de ansiedade.
 
Novo distúrbio — No artigo, os autores afirmam que o vício em internet tem sido cada vez mais debatido nos últimos dez anos. O problema vai, inclusive, ganhar mais atenção na quinta e mais nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, sigla em inglês), documento considerado por muitos médicos como a "bíblia da psiquiatria". No DSM-V, que deverá ser publicado integralmente em maio, esse tipo de dependência será classificado como uma condição digna de atenção de pesquisas futuras.
 
Fonte: Veja

Relação entre jogos e violência ainda é incerta

Novas pesquisas começam a esclarecer o que pode (ou não) ser dito sobre os efeitos de videogames violentos sobre os jovens.
 
Os games de fato provocam pulsões hostis, e jovens que criam o hábito de jogar tornam-se um pouco mais agressivos, pelo menos durante um ou dois anos.
 
Mas não está totalmente claro se, a longo prazo, esse hábito aumenta a propensão a cometer um crime violento, muito menos um massacre como o de dezembro em Connecticut, onde 20 crianças foram mortas por um atirador.
"Não sei se algum estudo psicológico poderá algum dia responder definitivamente essa questão", disse o economista Michael Ward, da Universidade do Texas, em Arlington. "Temos que juntar o que pudermos a partir de dados e pesquisas."
 
Há três tipos de pesquisas: experiências breves em laboratório, estudos mais prolongados, geralmente em escolas, e estudos de correlação -entre o tempo gasto jogando e a agressividade ou entre as vendas de games e as estatísticas criminais.
 
Num estudo recente, o psicólogo Christopher Barlett, da Universidade Estadual de Iowa, comandou uma equipe de pesquisadores que colocou 47 graduandos para jogar "Mortal Kombat: Deadly Alliance" durante 15 minutos. Depois, a equipe fez várias medições da excitação física e psicológica dos alunos.
 
A pesquisa também verificou se os estudantes se comportavam de forma mais agressiva, pedindo que dessem um molho apimentado a colegas que, conforme era dito no momento, não gostavam de comidas picantes.
 
Em comparação a um grupo que jogou um game não violento, os jogadores de "Mortal Kombat" mostravam-se mais agressivos, em geral, e davam porções significativamente maiores de pimenta aos colegas.
 
É bem mais difícil determinar se a exposição cumulativa leva à hostilidade a longo prazo no mundo real. Em um estudo publicado em meados de 2012, psicólogos da Universidade Brock, em Ontário, concluíram que o envolvimento prolongado de colegiais com games prenunciava um número ligeiramente superior ao longo do tempo de incidentes como brigas com colegas.
 
"Nenhum desses atos extremos, como um massacre escolar, ocorre por causa de um só fator de risco. Há muitos fatores, inclusive a sensação de estar socialmente isolado, de ser molestado e assim por diante", disse Craig Anderson, psicólogo da Universidade Estadual de Iowa.
 
"Acho que está claro que a violência na mídia é um fator. Não é o maior fator, mas também não é o menor."
 
A maioria dos pesquisadores concorda com Anderson, mas nem todos. Alguns estudos concluíram que as crianças mais agressivas é que são as mais atraídas por games violentos. Há pesquisas que não são capazes de controlar fatores externos, como a situação familiar ou transtornos de humor.
 
"Esse é um conjunto de pesquisas que, até agora, não foi muito bem feito", disse Christopher Ferguson, professor associado de psicologia e justiça penal na Universidade Internacional A&M, no Texas -ele próprio autor de uma pesquisa que não revelou essa associação. "Olho para ela e não consigo dizer o que significa."
 
Muitos psicólogos argumentam que os videogames violentos "socializam" a criança ao longo do tempo, levando-a a imitar o comportamento dos personagens do jogo. Mas os pesquisadores ainda não conseguiram responder quando, exatamente, um hábito torna-se tão intenso a ponto de se sobrepor aos efeitos socializadores de outras figuras importantes na vida de uma criança, como pais, amigos, professores e irmãos.
 
A proliferação dos games violentos não coincide com os picos de criminalidade juvenil. O número de criminosos menores de idade caiu mais de 50% de 1994 a 2010, quando ficou em 224 a cada 100 mil jovens, segundo dados governamentais. Já as vendas de videogames mais do que duplicaram desde 1996.
 
Ward e dois colegas analisaram as vendas semanais de videogames violentos em várias comunidades. Os índices de violência são sazonais, geralmente maiores no verão do que no inverno. As vendas de games também, com picos na época natalina.
 
"Concluímos que índices maiores de venda de videogames violentos estavam relacionados a uma diminuição nos crimes, especialmente nos crimes violentos", disse Ward, que trabalhou no estudo com A. Scott Cunningham, da Universidade Baylor, no Texas, e Benjamin Engelstätter, do Centro para a Pesquisa Econômica Europeia, em Mannheim, na Alemanha.
 
"No mínimo, os pais deveriam estar cientes sobre o que há nos games que seus filhos estão jogando", afirmou Anderson, "e pensar neles do ponto de vista da socialização: que tipo de valores, de habilidades comportamentais e de papéis sociais a criança está aprendendo?"
 
Fonte: Folha

Filho único ou mais novo tem tendência maior a obesidade

Pesquisa dinamarquesa aponta que filhos únicos e caçulas de quatro irmãos têm, respectivamente, 44% e 93% mais chances de serem obesos aos 13 anos
 
(Thinkstock)
 
Ser filho único ou caçula pode aumentar as chances de obesidade. É o que indica um estudo realizado pelos hospitais Frederiksberg e Bispebjerg, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e publicado nessa quarta-feira no periódico Plos One. De acordo com o levantamento, filhos únicos e caçulas de quatro irmãos têm, respectivamente, 44% e 93% mais chances de serem obesos aos 13 anos.
 
A obesidade, já considerada um problema de saúde pública, é uma condição relacionada a diversos fatores: genéticos, sociais e de interação com o ambiente. Nesse âmbito, o ambiente familiar pode apresentar grande influência no desenvolvimento de obesidade em crianças e adultos jovens. A fim de analisar essa relação, o estudo dinamarquês utilizou dados de 29.327 crianças, 323 jovens obesos e 575 jovens da população geral.
 
O estudo mostrou que o fato de ser filho único aumentava significativamente as chances de essas pessoas se tornarem obesas na infância ou no início da vida adulta. Aos 13 anos de idade, as chances de os filhos únicos serem obesos eram 44% maiores, em relação a crianças com irmãos. Já aos 19 anos, as chances de obesidade eram 76% maiores. Ser caçula também aumenta consideravelmente o risco de obesidade: ser o mais jovem de quatro irmãos, por exemplo, aumenta em 93% o risco de obesidade aos 13 anos. Aos 19 anos, no entanto, essa relação não foi encontrada.
 
Causas De acordo com os autores, ainda não estão disponíveis evidências que expliquem as causas dessa relação. No caso dos filhos mais novos, por exemplo, uma possível explicação é o fato de que as mães dessas crianças têm mais idade e frequentemente maior peso do que tinham durante a gestação dos outros irmãos — fatores de risco reconhecidos para a obesidade dos filhos. Comparando o segundo com o terceiro filho, no entanto, não foram encontradas diferenças significativas no risco de obesidade, o que seria esperado levando em conta a influência de idade e peso da mãe. Para os pesquisadores, essa diferença pode estar relacionada a fatores psicológicos e de estrutura familiar.
Fonte: Veja

Padrões de beleza realistas previnem bulimia

Valorizar a identidade étnica ajuda a evitar o transtorno alimentar
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Garotas negras que admiram e se reconhecem em mulheres que têm a mesma cor de sua pele são menos propensas a desenvolver bulimia – transtorno alimentar que alterna compulsão por comida e medidas extremas para tentar perder peso, como indução de vômito. Em estudo publicado no Journal of Black Studies, a psicóloga Mary Shuttlesworth, da Universidade de Maryland, aplicou questionários a alunas do segundo grau e descobriu que, entre adolescentes negras, maiores níveis de identidade étnica estavam relacionados, com mais frequência, a ideias como “beleza envolve, além da forma física, personalidade, estilo e atitude” e “corpos de medidas e tamanhos que não se encaixam nos padrões estéticos também podem ser bonitos”.

Por outro lado, Mary descobriu que, entre as alunas brancas, a identidade étnica está associada à maior probabilidade de desenvolver bulimia. “Os ideais de beleza caucasianos tendem a valorizar a magreza e considerar a aparência mais importante que fatores como personalidade ou bem-estar com o próprio corpo”, explica.