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Problemas e discussões parentais podem exercer efeitos negativos de longo prazo em crianças



Pesquisadores da Universidade de Notre Dame e da Universidade de Rochester desenvolveram uma pesquisa onde descobriram que discussões maritais na presença de crianças podem levar a problemas emocionais de longo prazo e contribuir para futuras dificuldades no período da adolescência.

O estudo analisou 235 mães, pais e crianças com mais de sete anos, objetivando relacionar os conflitos maritais com infantes, a insegurança emocional da criança nos primeiros anos escolares e os problemas subsequentes quando tais crianças se encontravam na adolescência.

Os autores apontam que a segurança emocional acerca dos laços familiares está relacionada ao senso de proteção e segurança, e possui implicações na maneira de como se relacionam socialmente e emocionalmente.

Durante o estudo, os pesquisadores observaram pais discutindo tópicos por eles definidos como incômodos, atentando-se a comportamentos conflituosos específicos e perguntando aos pais para explanarem acerca de seus conflitos.

Concluiu-se que os conflitos entre os pais quando seus filhos são jovens predizem a insegurança emocional futura na infância que, consequentemente, predizem problemas ocorridos na adolescência, incluindo depressão e ansiedade.


Segundo Mark Cummings, um dos autores do estudo, os resultados destacam a possibilidade de ocorrência de persistentes efeitos negativos nas crianças decorrentes de experiências precoces relacionadas a conflitos entre os pais, tendo em vista que tal conflito resulta em um aumento da insegurança emocional das crianças; “A insegurança emocional é uma possível explicação para os efeitos de conflitos maritais relacionados aos problemas futuros das crianças, sendo que o impacto destes permanecem inclusive em períodos da infância e adolescência”, conclui Cummings.

Fonte: Redepsi

Ah, o primeiro amor…


No início, entre meninos e meninas existe uma relação de conflitos e indiferença. Passados alguns anos, conseguem conviver harmoniosamente e, ao brincarem juntos, nutrem um sentimento de querer-bem, uma vontade de ficarem mais tempo juntos. Muitas vezes, fazem brincadeiras – às vezes supersticiosas – para verificarem se o sentimento é correspondido, platonizando a relação. Como na infância ocorre um treino para o mundo adulto, não é de se estranhar que as crianças vivenciem amor para com seus colegas do sexo oposto. Porém, são necessários alguns cuidados para que elas não antecipem uma fase do desenvolvimento e, assim, deixem de viver plenamente a meninice.

No cotidiano clínico, verifica-se a presença de namoricos desde a mais tenra idade. Algumas vezes, o motivo da consulta é relacionado justamente a isso: ou os pais encontram dificuldades em abordar a questão, temendo a precocidade sexual; ou há repercussões negativas no desempenho acadêmico por falta de concentração ou interesse nos estudos (sendo este mais frequente em adolescentes). Geralmente, o contexto em que se aflora o interesse pelo colega é a própria escola, espaço de socialização mais significativo para crianças e adolescentes. Não existe uma faixa etária definida para as primeiras manifestações amorosas, mas sabe-se de algumas variáveis que influenciam o seu aparecimento. Mais uma vez, é o ambiente que interfere de forma mais expressiva.

Os adultos mais próximos da criança normalmente especulam sobre a existência de namoricos em crianças pré-escolares, geralmente quando verificam que o infante demonstra satisfação em interagir com uma criança do sexo oposto. Verifica-se uma influência maior quando se trata de meninos, pois é uma prática cultural modelar o comportamento galanteador desde cedo. Caso haja uma supervalorização disso, a família pode ensinar à criança que se espera dela um par, incentivando-a para essa busca, que não ocorrerá de forma natural.

Além disso, existe a influência do próprio modelo familiar, pois a criança observa as manifestações de carinho dos pais, associa um sexo ao outro, como algo que é socialmente esperado na fase adulta. E, pela infância ser um treino para as fases que vão se suceder, a criança reproduz relacionamentos afetivos nas brincadeiras e também com os colegas do sexo oposto com quem se identificam.

Comumente, em crianças pré-escolares, o “namoradinho” é aquele amigo com quem a criança gosta de brincar, com quem sente um carinho especial e, por isso, possui caráter de fantasia. Para elas, o namorico funciona mais como uma brincadeira, o melhor amigo, o preferido para conversar e ficar por perto.

Nesse treino afetivo, em crianças menores observa-se sentimentos de ciúmes do carinho estabelecido entre os pais. Um exemplo disso é quando eles se alcunham de “namorada do papai” ou “namorado da mamãe”. Justifica-se esse comportamento pelo fato de que eles ainda estão assimilando papeis sociais e sexuais, além do que experimentam a modalidade mais pura do amor, direcionando-a para aqueles que oferecem esse sentimento incondicionalmente. Mesmo que seja engraçada ou bonitinha essa declaração, é importante que os pais estabeleçam as diferenças dos papeis familiares, colocando a criança no seu papel de filho, não de namorado. Os pais, estes sim, são namorados um do outro. Embora haja sentimentos de amor entre filho e mãe (ou pai e filha), os papeis não se confundem, o amor é diferente. Por ser assim, permitem comportamentos bem distintos e é importante delimitar isso para a criança.

Na fase escolar, entre 6 e 10 anos especificamente, diante da revelação de que a criança está gostando de alguém ou que tem namorado (a), é importante que se explore o que ela quer dizer com esses termos: gostar de alguém é querer passar mais tempo juntos brincando, ou significa alguma outra coisa, como querer beijar na boca? Usualmente, o amar infantil envolve o prazer da companhia, que provoca uma vontade de querer estar perto do outro. Engloba o pensar na outra pessoa, fantasiar com o futuro, desejar ser correspondido, mesmo que isso não venha às vias de fato. Faz parte da infância a fantasia, nada mais natural.

No entanto, é recomendado que os adultos, sem conotação punitiva, estabeleçam com as crianças os limites desse namoro. Por exemplo, recomenda-se que os pais sejam empáticos e compreensivos, respeitando o sigilo quanto ao fato, mas que estabeleçam limites que julgam saudáveis e pertinentes quanto a esse namoro na faixa etária em que ele se apresenta. Distinguir diferenças entre o gostar de uma criança e o namoro de adulto é uma sugestão, pois assim a criança assimilaria que é natural gostar de alguém, mas que, namorar de verdade, apenas é permitido aos adultos. Não se deve ignorar ou proibir o namoro, porém deve-se ter cuidado para não modelar um comportamento que é alheio à infância, adiantando uma fase do seu desenvolvimento.

Cabe aqui mais uma observação: a privacidade do filho nesse contexto. Normalmente, as crianças revelam seus segredos em algum esconderijo, como o Diário (os adolescentes podem usar outras modalidades, como uma agenda, ou mesmo as redes sociais). Ao invés de bisbilhotarem, pais devem apresentar-se desde cedo como adultos confiáveis e abertos ao diálogo. Assim, naturalmente eles cogitarão a possibilidade de fazerem de seus pais ouvintes em potencial diante dos seus segredos (embora também seja perfeitamente aceitável eles não desejarem a revelação ou mesmo elegerem outros ouvintes, como os melhores amigos).

Ademais, no decorrer do desenvolvimento, observa-se uma mudança gradual na maneira de gostar das crianças: o platonismo da pré-escola evolui para a busca pelo namoro propriamente dito na puberdade, tornando-se mais expressiva em torno dos 11 anos. A partir dos 10 anos é comum fazerem brincadeiras entre amigos, como as que acidentalmente provocam toques corporais (a lendária pera, uva ou salada mista e variações modernas), apostas para ver quem tira a BV (boca virgem) e “quem é o último” (a beijar). Na puberdade e pré-adolescência, já estabelecem um contato mais próximo: abraçam e beijam, andam de mãos dadas e podem trocar votos de amor. Consiste em um avanço, portanto, quanto à etapa anterior.

A partir da puberdade, também é comum haver também vários objetos de amor, ou seja, não gostarem apenas de um colega, mas de vários. Experimentam com velocidade o gostar e o desgostar, então é comum ficarem com muitos colegas, ou gostar de vários ao mesmo tempo.

Após os 15 anos, os adolescentes comumente já pensam e desejam sexo. Caso namorem na adolescência, as orientações devem ser mais intensificadas, com monitoria e orientações mais específicas, sobretudo quanto aos cuidados em relação ao outro. As adequadas posturas sociais (“etiqueta do namoro”), a necessidade de respeito mútuo e proteção sexual são alguns pontos importantes nessa fase.

É possível que o jovem acredite que esse amor seja único, formar compromisso real com o par, assumindo publicamente o namoro. Não raro, também sofrem com a rejeição e as frustrações próprias da alfabetização amorosa, o que pode repercutir negativamente no desempenho acadêmico e também no seu bem-estar. Como o ser amado frequentemente é da escola, uma frustração amorosa pode prejudicar a atenção, a concentração, o envolvimento nas tarefas escolares e, consequentemente, pode repercutir negativamente no desempenho acadêmico. Ao mesmo tempo em que, do contrário, a sensação de um amor pode motivar o jovem a ir à escola, engajar-se em atividades acadêmicas e esportivas, dentre outras.

Assim, relações afetivas na infância e juventude podem conferir boas aprendizagens, desde que aconteçam de maneira natural, sem que o jovem seja forçado a isso. Pelo fato de no namoro exercitar-se o amar e se sentir amado, importante e especial, há contribuições para a autoestima. No entanto, se o namoro interfere de forma negativa no desenvolvimento do jovem, cabe a abordagem dos pais quanto a isso.

Outra questão pertinente a ser relatada diz respeito à própria vivência dos pais. A referência de infância é aquela que eles viveram que, temporalmente, não condiz com a dos filhos. Os valores podem ser passados de uma geração para outra, propiciando a aprendizagem de padrões através da transmissão intergeracional, porém é importante respeitar as características da geração em questão. No momento da orientação parental, é importante que os pais lembrem-se disso.

Muitas vezes a constatação da sexualidade do filho propicia aos pais sentimento de perda e choque, que muitas vezes desejam que os jovens nunca cresçam por temerem quebras no vínculo afetivo ou deslocamento do amor dos pais para outra pessoa. No entanto, é necessário que estes se trabalhem emocionalmente para este momento, que é natural do desenvolvimento humano. Verbalizações do tipo “nem quero saber quando estiver namorando” ou “eu vou botar para correr” fazem o jovem perceber que algo que julga importante é considerado aversivo para os pais, o que favorece sentimentos de culpa, ansiedade e uma série de comportamentos indesejáveis que tem a função de evitar a punição que pode vir (mentiras, namoro escondido e risco de condutas inadequadas no tocante ao namoro, como gravidez precoce, por falta de orientação).

Considerando a idiossincrasia do desenvolvimento humano, verifica-se, portanto, a dificuldade de se estabelecer uma idade certa para começar a namorar. No entanto, é fato que se quisermos que a criança aja como tal, não podemos tratá-la como adulto em miniatura, pois excessos nesse sentido pode permitir a antecipação da puberdade, o que já traria consequências negativas, como a erotização precoce. Quando na infância a concepção de namoro toma proporções maiores que pegar na mão e brincar junto, percebe-se então que as crianças estão amadurecendo muito cedo, o que cabe avaliação médica e muito diálogo entre pais e filhos.

Preparo emocional dos pais, diálogo, orientação e uma boa receptividade aos segredos e queixas dos jovens continuam sendo fatores fundamentais para o bom desenvolvimento da sexualidade infanto-juvenil. É isso mesmo: o primeiro amor espera a hora certa de chegar e os pais tem a difícil missão de colaborar para que ele seja, realmente, inesquecível.

 

Juliana de Brito Lima é Psicóloga (CRP 11ª/05027), formada pela Universidade Estadual do Piauí e especializanda em Análise Comportamental Clínica pelo Instituto Brasiliense de Análise do Comportamento – IBAC. É membro da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental – ABPMC e Psicóloga do Centro Integrado de Educação Especial – CIES e da Clínica Lecy Portela, em Teresina-PI. Tem experiências acadêmicas (linha de pesquisa “Desenvolvimento da criança e do adolescente em situações adversas” do Núcleo de Análise do Comportamento da Universidade Federal do Paraná/ NAC-UFPR) e profissionais na área clínica (atendimento a criança, adolescente e adulto), jurídica e educação especial, na orientação de pais.
Fonte: Instituto de Psicologia Aplicada - InPA
Telefone - (61) 3242-1153

Crianças de dois anos já são ‘maria vai com as outras’, diz estudo

Chimpanzés também tendem a copiar o comportamento uns dos outros.
Atitude é positiva e um componente importante da evolução.


Uma pesquisa alemã mostrou que crianças de dois anos já tendem a copiar o comportamento de outras crianças. No mesmo estudo, os cientistas descobriram que os chimpanzés se portam da mesma maneira, mas que outro parente próximo dos humanos, o orangotango, não segue esta tendência.


A atitude “maria vai com as outras” é, na verdade, um ponto positivo e um componente importante da evolução humana. Copiando os outros, a criança adquire hábitos “relativamente seguros e confiáveis”, segundo o autor Daniel Haun, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, na Alemanha.

Ainda segundo ele, uma das novidades apresentadas pela pesquisa é o fato de que o comportamento é registrado desde muito cedo. “Acho que poucas pessoas esperariam descobrir que meninos de dois anos já são influenciados pela maioria”, afirmou Haun, em material de divulgação.

Foram feitas duas experiências envolvendo uma caixa com três buracos coloridos e uma bola. Primeiro, as crianças observavam o que outras crianças faziam com a bola, para depois atuarem por si. O mesmo experimento também foi feito com os chimpanzés e os orangotangos – observando macacos da própria espécie.


Na primeira experiência, uma criança colocava a bola três vezes no mesmo buraco. Em seguida, outras três crianças – uma de cada vez – colocavam a bola em um buraco diferente. Na vez delas, as crianças, em geral, seguiram o comportamento da maioria. O mesmo aconteceu com os chimpanzés, mas não com os orangotangos, que colocaram as bolas nos buracos de maneira aleatória.


A segunda experiência, a primeira criança colocava a bola três vezes no mesmo buraco, como no experimento anterior. Depois, vinha só mais uma criança, que a colocava em um buraco diferente. Neste caso, as crianças tenderam a pôr a bola no compartimento que já tinha recebido mais bolas. Já os chimpanzés e orangotangos não seguiram esta lógica.


“Chimpanzés parecem considerar o número de demonstradores mais fortemente que o número de demonstrações, quando decidem que informação extrair do ambiente social. Crianças consideram os dois aspectos. Orangotangos não consideram nenhum deles”, concluiu Haun.


O estudo foi publicado na internet pela revista científica “Current Biology”.

Fonte: G1

Reflexão: Vida Maria

Assista ao vídeo e reflita!!!




"A interação com os pais e o modelo que eles fornecem são elementos fundamentais para a formação de padrões de comportamentos de uma pessoa. Sendo desse modo, é muito comum que alguém faça algo de forma semelhante ao realizado por outra pessoa que lhe serviu de modelo, mesmo que não concorde com a maneira desse modelo se comportar. Isso porque, quando alguém exerce grande influência na vida de uma outra pessoa (como os pais exercem com seus filhos) aquele alguém muito provavelmente se tornará um modelo a ser repetido, especialmente se quem segue o modelo não tem a oportunidade de aprender maneiras diferentes de agir numa mesma situação (Skinner, 1981)."

Reflexão tirada do texto: Orientação: filho de peixe...

Orientação de Pais: Filho de peixe...



Por que os pais educam os filhos da maneira como o fazem?
Alguém pode ensinar um pai a ser pai ou uma mãe a ser mãe?
Quem sabe mais a respeito dos filhos do que os próprios pais, enquanto eles ainda são bem crianças?

Muito provavelmente você já ouviu um pai dizendo: “Estou fazendo igualzinho ao meu pai. Sempre disse que, quando fosse pai, faria diferente dele, mas estou repetindo exatamente as mesmas coisas...” Pais, na interação com seus filhos, costumam repetir o que aprenderam na relação com seus próprios pais, pois a experiência anterior em suas famílias de origem contribui imensamente para o desenvolvimento do repertório de “ser pai”, ou seja, do seu estilo parental – termo que vem sendo empregado pela literatura (Weber e cols., 2007; Teixeira e Lopes, 2005; Weber, Brandenburg e Viezzer, 2003; Gomide, 2006).

Como lidar com os filhos



O bem estar da criança está intimamente ligado com a habilidade de seus pais. Não é incomum encontrar, na clínica infantil, crianças cujos problemas poderiam ser resolvidos caso os pais tivessem alguma instrução sobre análise do comportamento. Este pequeno guia sobre como lidar com os filhos tem o objetivo de prevenir problemas e fornecer ferramentas aos pais para resolverem possíveis problemas de comportamento dos filhos.

POR QUE NOS COMPORTAMOS?

Para começar, vamos entender por que nos comportamos.

Elogie do jeito certo


Recentemente um grupo de crianças passou por um teste muito interessante: psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo.

Em seguida, foram divididas em dois grupos:

- O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. Uau, como você é inteligente! Que esperta você é! Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial! E outros elogios à capacidade de cada criança.

- O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa! Menino, que legal ter visto seu esforço! Que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem! E outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Orientação de Pais



É comum que pais e filhos apresentem conflitos: possuem expectativas e desejos diferentes com relação uns aos outros. Os pais às vezes não sabem como lidar com esses conflitos de expectativas e, em sua tentativa de executar soluções lógicas, podem produzir mais problemas do que benefícios. Uma das causas disso é porque o comportamento não é tão lógico quanto gostaríamos.

'A Carta' de Abraham Lincoln ao professor de seu filho:

"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um herói, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou a pedir muito, mas veja que pode fazer, caro professor."

Abraham Lincoln, 1830

Educador explica que a criança precisa saber ouvir “não”, lidar com os limites e respeitar o espaço do outro


A correria e o estresse do dia a dia fazem, muitas vezes, com que os pais não consigam dedicar o tempo que gostariam aos filhos. Mas, ao invés de muitos investirem no tempo com qualidade compensam a ausência com presentes ou fazendo todas as vontades de seus filhos. O resultado não são apenas crianças mimadas, mas, adolescentes que não sabem lidar com a frustração e os limites. Essa é a constatação do educador Leopoldo Vieira, que é mestre em educação especial pela Boston University, especialista em Psicomotricidade Relacional e diretor do CIAR – Centro Internacional de Análise Relacional. “Hoje, é como se as crianças não pudessem mais receber limites, elas crescem sem saber ouvir um ‘não’. Os pais não sabem o que fazer e a criança fica perdida. Quando chega na adolescência ou fase adulta podem ter vários problemas por não saber lidar com as frustrações”, avalia.

Texto para reflexão!!! - Meu filho, você não merece nada


A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Aprendendo a viver na diversidade


“Precisamos aprender não apenas a conviver com a diversidade (...),
 mas a desejá-la, promovê-la e respeitá-la como uma benção, um prêmio da Natureza”

Ações educativas sem julgamentos preconceituosos, que promovam o respeito ao "diferente" e ajudem na formação de cidadãos tolerantes são possíveis e devem ser colocadas em prática

Na vida cotidiana, os processos de comparação e discriminação estão sempre presentes. Desde a infância aprendemos a comparar e a separar o grande do pequeno, o bonito do feio, o certo do errado, o normal do anormal. Mesmo o sábio poeta Fernando Pessoa já tendo dito que "nada sabemos da alma, senão da nossa; as dos outros são olhares, são gestos, são palavras, com a suposição de qualquer semelhança [ou diferença] no fundo", julgamentos discriminatórios fazem parte do dia-a-dia de crianças e adultos.

O segredo das boas relações



É dispensável mencionar a importância dos relacionamentos em nossa vida cotidiana. Tratados de psicologia, sociologia e medicina se fartam de discutir sobre as mais diversas formas de relacionamentos. O resultado de nossas relações, sejam elas profissionais, familiares, amorosas ou de pais com filhos constituem – em última análise – o que nós somos: profissionais competentes, pais coruja, esposas ciumentas, etc.

Um funcionário que mantém boa relação com os colegas contribui fortemente para a eficiência de sua relação profissional. A esposa que mantém relação saudável com marido e filhos dá um importante passo na busca da felicidade no lar.

Programa discute sobre as redes sociais na internet

Reportagem interessantíssima sobre redes sociais na internet realizada em 09 de Abril com dois convidados experts:

Almir Del Prette
e
Zilda A. P. Del Prette

Reportagem dividida em 4 blocos:

Curiosidade: O Combustível do Desenvolvimento



"Whas'at? Whas'at?"

-Uma pergunta de um menino de 3 anos que pedia a sua mãe mais e mais, à medida que atravessava o jardim zoológico.

As crianças são criaturas curiosas. Eles exploram, questionam e admiram, e ao fazê-lo, aprendem. A partir do momento do nascimento, provavelmente ainda antes, os seres humanos são atraídos para coisas novas. Quando estamos curiosos sobre algo novo, queremos explorar. Ao girar o interruptor de luz e desligar inúmeras vezes, a criança está aprendendo sobre causa e efeito. Ao despejar a água em uma outra forma de recipientes e uma dúzia no chão e sobre a roupa, a criança está aprendendo pré conceitos de massa e volume. A criança descobre a doçura do chocolate, a amargura de limão, o calor do radiador, e o frio do gelo.

O Ciclo da Aprendizagem

Não consigo conversar com meu filho, o que eu faço?



Criar um filho é provavelmente o trabalho mais gratificante que realizamos em nossa existência, mas também é um dos mais difíceis.

Vivemos em um mundo cada vez mais complexo que nos desafia todos os dias com uma gama de questões que podem ser difíceis para a criança compreender e para o adulto explicar.

Cartilha de Orientação de Pais



Meu filho está com dificuldades, o que posso fazer pra ajudar?

Esta é a pergunta mais comum entre pais de crianças que apresentam dificuldades na escola. A primeira coisa a se pensar é que não existe um manual de instruções para a criança. O que é importante saber é que o jeito da criança agir com determinadas coisas é aprendido em suas interações; e, portanto, é possível criar um ambiente que estimule seus estudos e desenvolvimento pessoal. Aqui vão algumas dicas de Zoega et. all. (2004) sobre como fazê-lo:

1º Está claro, para seu filho, quais são seus direitos e deveres? É importante que exista clareza sobre o que são os direitos e deveres de seu filho. Seus direitos são conquistados à medida que cumpre seus deveres, e devem ser respeitados pelos pais.