Como enfrentar a tirania infantil


Se o exemplo não está em família, certamente todo mundo conhece alguém que enfrenta problemas com criança excessivamente mimada, birrenta, que inferniza a vida dos que estão ao redor quando é contrariada. As reações são típicas: cara feia, braços cruzados, choro, gritos e que perduram até conseguir o que deseja.

As consequências imediatas são conhecidas: os pais viram reféns do filho, que se transforma em um pequeno tirano do lar, a relação do casal é prejudicada, assim como o convívio social. Já as consequências futuras podem ser ainda piores, como alerta a psicóloga Paula Pessoa Carvalho.

"No futuro, ela poderá ter dificuldade de relacionamento, pois não saberá aceitar o que é diferente, tornando-se um adulto intolerante que não sabe lidar com a frustração. Os pais devem entender que o filho irá crescer e enfrentar situações onde não estarão presentes. Por isso, devem criá-lo para conviver em sociedade, preparado para se relacionar com outras pessoas e lidar com situações nem sempre favoráveis", diz a psicóloga, especializada em comportamento infantil e orientadora educacional.

Mas que fique o aviso: não se trata de voltar ao modelo antigo, quando bastava um olhar mais severo para a criança encolher. Paula Carvalho enfatiza que o zelo sempre é essencial para uma criança, o problema são os excessos. "Na sociedade em que vivemos os pais querem compensar a ausência com permissividade e cuidados. Porém, sua ausência em razão de necessidade de trabalho não pode ser utilizada como "desculpa" para não impor limites e educar bem os filhos".

Criança sabe manipular situações

O mimo exagerado pode ser consequência da superproteção ou mesmo de certa negligência, já que há quem ache mais fácil atender aos desejos do que impor limites e gastar energia discutindo com a criança.
Mas não se engane: as crianças desde pequenas aprendem a manipular as situações perante os adultos, principalmente quando esses se deixam manipular por excesso de ausência ou para suprir outras necessidades. "Desde pequena, a criança deve ter limites de educação e respeito. Os pais não devem ceder aos pequenos, ensinando para eles o respeito ao próximo", afirma Paula Carvalho.

Segundo ela, é preciso ter em mente que a criança está aprendendo a como lidar com tudo em seu desenvolvimento psicossocial. "Ela irá testar os adultos, cabe a esses estarem prontos para mostrar ao filho o que é certo e errado, ensinando a se relacionar com o que é diferente, dar segurança para a criança, autonomia, discernimento. E para isso é preciso dar amor, limites, respeitar os pequenos e nada pode substituir essa necessidade, muito menos o excesso de proteção".

Os riscos da superproteção

Autor do livro "Seu bebê em perguntas e respostas - Do nascimento aos 12 meses", o pediatra Sylvio Renan é defensor do amor e do diálogo entre pais e filhos, mas faz algumas ressalvas: "Toda criança precisa de atenção e cuidados especiais. Porém, nossos pequenos necessitam, também, crescer e descobrir um mundo repleto de desafios e gostosuras. É preciso que os adultos permitam a seus filhos liberdade, ensinando responsabilidade. Privar e superproteger interfere no progresso, seja físico ou psicológico da criança. Proteção exagerada pode gerar instabilidades, receios, ansiedades e angústias, dificultando que estas crianças se tornem indivíduos adultos independentes", esclarece.

O pediatra aconselha que se dê aos filhos a oportunidade de crescer como pessoa, de poder enxergar o mundo com seus próprios olhos, de viver momentos mágicos, encontrar desafios e novas descobertas, superar seus medos e inquietações. "Isso faz parte do desenvolvimento de qualquer pessoa. Lembre-se: Quem ama, cuida. Quem ama, permite! Mas também disciplina e impõe limites!".

Como controlar a agressividade?

O comportamento agressivo é uma atitude muito comum na infância e se manifesta geralmente no ambiente escolar, porque as crianças ficam envolvidas com outras crianças, tem que lidar com frustrações, regras e limites. "Esse ambiente pode propiciar manifestações de sentimentos que as crianças ainda não sabem controlar, como raiva e irritação, fazendo com que ela se comporte de forma agressiva", informa Paula Carvalho.

A psicóloga orienta os pais para não manifestarem comportamentos agressivos diante das crianças, mesmo que seja somente na forma de falar. "A criança exposta a tal ambiente reproduzirá esse comportamento em casa ou em qualquer outro ambiente com outras crianças, com os animais domésticos e também com os adultos".

Para a criança deve ficar claro que comportamentos inadequados como xingamentos, brigas, beliscões, tapas e qualquer outro não são corretos e não serão aceitos e que dessa forma ela não resolve as situações e nem consegue o que quer.

O que se recomenda é os pais conversarem com a criança e colocare consequências a essas atitudes. É importante retirar a criança da situação, do ambiente em que ela está sendo agressiva e fazer com que ela reflita sobre o que ela fez para que ela entenda que aquele comportamento não será tolerado. Sempre deixe claro para a criança, por qual comportamento ela está sendo punida. E não volte atrás. Lembre que para a criança tudo é atenção, inclusive uma bronca ou um castigo".

Comentários

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