“- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
– Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… – repetiu ele, para não se esquecer. – Os homens esqueceram desta verdade – disse ainda a raposa. – Mas tu não deves esquecer (…) Tu és responsável pela tua rosa… – Eu sou responsável pela minha rosa… – repetiu o princepezinho, para não esquecer”
(Saint-Exupéry, 1952/2015, p.74)
A negligência a qual busca-se enfatizar, revela-se no âmbito afetivo, humano, social. Podendo ser definida de forma mais objetiva segundo Houaiss (2010, p.543):“Negligência – falta de cuidado ou atenção, indiferença ou desinteresse”.
Considerando as práticas sociais vigentes, é possível observar padrões sociais como: casais que trabalham em torno de 8h diárias, que tem filhos, com férias de 15 dias por ano, casa para cuidar, animais domésticos e que são integrantes de grupos sociais (de amigos, igreja, profissional, entre outros). Para cada um dos papéis descritos há que se dedicar de diversas formas, investindo tempo, atenção, cuidado, paciência, dinheiro. Enfim, há um investimento pessoal variado para que sejam mantidas as relações interpessoais e os bens adquiridos durante a vida (carro, casa, entre outros).