Mostrando postagens com marcador Abuso Sexual Inafantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abuso Sexual Inafantil. Mostrar todas as postagens

Entrevista com Lúcia C. A. Williams: Abuso Sexual Infantil


A Dra. Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams é professora titular do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e fundadora do LAPREV (Laboratório de Análise e Prevenção da Violência). Possui Pós-Doutorado pela Universidade de Toronto (Canadá), Doutorado em Psicologia Experimental (USP/SP), Mestrado em Psicologia pela Universidade de Manitoba (Canadá) e Bacharelado e Licenciatura pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP).
Ela foi convidada a falar sobre o tema “abuso sexual infantil”. Segue a entrevista.
1 – Pode falar sobre comosurgiu seu interesse por psicologia?

Como ensinar nossas crianças que ninguém pode tocar no corpo delas


Texto de Fabiana Santos, do blog Tudo sobre a minha mãe
O assunto é incômodo mas faz parte daquele grupo de questões que a gente não pode fugir de encarar. Estou falando objetivamente da gente saber como ensinar nossas crianças, mesmo pequenas, a não se tornarem vītimas de abuso físico ou sexual. Por favor, este post é um serviço. Não passe batido.
Pensando nos meus filhos e nos seus, eu pesquisei a respeito do que os americanos – que dão muita importância para o assunto – trazem para ser tratado de forma inteligente. Já foi o tempo que eu achava isso exagerado, hoje concordo demais que é muito, muito melhor prevenir. Então vamos às dicas que eu consegui reunir:
1- Meu corpo é meu: a criança deve entender que o corpo dela lhe pertence, que ninguém tem direito, nem por brincadeira, de ficar tocando nela de forma que a deixe constrangida. Eu sei que a cultura brasileira aceita beijos e abraços sem ter fim. Eu sou assim e meus filhos também. Mas é preciso sinceramente evitar abraços e beijos para desconhecidos ou pouco conhecidos. Uma criança jamais deve ser obrigada a ter contato físico com quem ela não quer.
2 – A lista das pessoas confiáveis: a criança precisa ter a certeza de quem ela pode contar. Quem são estas pessoas: o papai, a mamãe, a vovó, a professora? Que sejam. Mas vai ser muito importante para ela que os pais identifiquem estas pessoas deixando bem claro que a criança tem a quem recorrer, quem ela realmente deve confiar.
3 – Partes íntimas: ninguém toca nas minhas partes íntimas é uma mensagem muito importante que as crianças precisam receber. Ninguém pode pedir que eu toque as partes íntimas dela também. Outra informação importante para as crianças é de que ninguém deve mostrar fotos de partes íntimas para ela. A criança precisa saber que pode contar para sua lista de pessoas confiáveis se algo do tipo acontecer.
4 – Ninguém pode ter segredo desconfortável: a criança tem que ter o ensinamento de que não pode ter segredo com ninguém que peça para algo não ser contado e que a faça se sentir mal ou incomodada com isso. Se isso vier a acontecer, ela também precisa ser ensinada a falar para alguém do seu grupo de pessoas confiáveis sobre essa história de segredo.
5 – Nenhum adulto desconhecido pede ajuda à criança: essa eu achei uma regra de ouro. Os pais devem esclarecer aos filhos que não existe essa história de um adulto desconhecido pedir ajuda para criança (seja na porta da escola, na pracinha, no playground…). Que fique bem claro na cabecinha delas: adultos não precisam de ajuda de criança, isso não existe. Adulto pede ajuda a outro adulto. Com isso em mente, as crianças não titubeiam em dizer não, mesmo que os pais tenham ensinado a elas que elas precisam ser gentis. Assim se alguém abordá-los dessa forma, elas jamais devem seguir ou acreditar nessa pessoa.
Fabiana Santos é jornalista, mãe de Alice, de 5 anos, e de Felipe, de 12 anos. Eles moram em Washington-DC. No ano passado, para ser voluntária na escola da filha, ela precisou fazer um curso para reconhecer e relatar abusos ou negligências cometidos a alguma criança. Este curso, em grande parte dos distritos escolares americanos, é obrigatório e gratuito.
Fonte: Revista Pazes

Abuso sexual infantil: um alerta aos pais


O abuso sexual de crianças e adolescentes é mais frequente do que se imagina. Só em Londrina, são denunciados cerca de 200 casos por ano, ocorridos em todas as classes sociais. Os agressores são em sua maioria homens, com idade entre trinta e quarenta anos, familiares das vítimas ou conhecidos da família. Diante disto, fique atento a adultos, inclusive de sua confiança, que freqüentemente estão rodeados de crianças; que oferecem presentes e se colocam a disposição para ajudar com atividades cotidianas, escolares ou religiosas, sem cobrar por isto; que estejam em contato maior com crianças do que com pessoas de sua própria idade. Normalmente os abusadores se colocam em posição que parecem "acima de qualquer suspeita", são cordiais com adultos e com crianças e podem estar em posição de autoridade em relação à criança ou à família.
As conseqüências do abuso sexual são graves e diversas: a criança abusada pode ter crises de choro; medo de ficar sozinha ou de situações específicas; pode ter prejuízo no relacionamento com colegas, ficando retraída ou agressiva; pode apresentar problemas de saúde sem causa médica; queda no desempenho escolar. A criança agredida pode ficar confusa quanto ao que aconteceu; sentir medo de ter provocado a situação; sentir-se coagida a guardar o segredo, e ter medo de ser castigada caso conte o ocorrido. A situação é especialmente problemática quando um abusador for um familiar ou alguém íntimo da família e a criança já apresentar problemas de comportamento. Pois, seria mais provável que uma mãe ou pai acreditasse que o cônjuge ou outro familiar tenha praticado o abuso ou que a "criança problemática esteja buscando uma confusão"? Caso a criança conte que sofreu um abuso, observe, verifique, denuncie! Apenas 6% dos casos em que a criança relata a agressão relacionam-se à fantasia ou mentira.
Saiba que as crianças ou adolescentes
nunca são responsáveis pelo abuso sexual. As crianças são curiosas quanto à sexualidade e ainda que façam perguntas de cunho sexual ou queiram ver ou tocar os genitais de um adulto, ou ainda mostrar seus genitais, é o adulto que tem a responsabilidade de interromper esta interação. As crianças estão explorando o mundo e parte disto diz respeito a sua sexualidade. Portanto, orientar crianças a respeito da sexualidade pode ter impacto preventivo sobre situações potencias de abuso.
 
Por: Annie Wielewicki
Instituto Innove

Abuso infantil triplica o risco de a criança ter depressão

Segundo estudo, maus-tratos físicos, mentais e negligência na infância também elevam as chances de comportamentos sexuais de risco e abuso de drogas
 
 
Um estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, listou as principais consequências provocadas pelo abuso infantil físico e emocional e também pela negligência. De acordo com os autores dessa pesquisa, esse tipo de violência pode até triplicar o risco de uma criança, ao longo de sua vida, ter depressão. O estudo ainda mostrou que outros problemas, como abuso de cigarro e drogas, comportamento suicida e comportamentos sexuais de risco, como um maior risco de contrair alguma infecção sexualmente transmissível, também podem ser desencadeados pelos maus-tratos infantis. Os resultados desse trabalho foram publicados nesta terça-feira no periódico PLoS Medicine
 
A pesquisa australiana, que revisou 124 estudos sobre o assunto, mostrou que indivíduos que sofreram abuso emocional na infância (quando a criança é depreciada ou recebe ameaças constantemente, por exemplo) apresentam o triplo de chance de ter depressão do que aqueles que nunca sofreram esse tipo de violência. Esse risco dobra quando comparadas as pessoas que sofreram abuso físico (quando a força física é usada contra a criança, prejudicando a sua saúde, sobrevivência, desenvolvimento ou dignidade) àquelas que nunca passaram por situações como essa.
 
Ainda de acordo com o estudo, crianças que sofreram negligência ou abuso físico e emocional tendem a desenvolver comportamentos de risco, como tabagismo e sedentarismo, que podem levar a doenças crônicas ao longo da vida. “Essa pesquisa mostra uma relação causal entre abuso infantil, exceto o abuso sexual, e uma série de danos à saúde física e mental”, escreveram os autores. “Todas as formas de maus-tratos devem ser consideradas como fatores de risco importantes para a saúde da criança. A consciência sobre as graves consequências que o abuso infantil tem a longo prazo deve encorajar medidas que identifiquem e protejam crianças com maior risco de sofrer maus-tratos.”
 

Fonte: Veja

Exploração e Abuso Sexual de Crianças e de Adolescentes

O abuso sexual é definido como uma situação em que uma criança ou um adolescente é usado para a gratificação sexual de um adulto ou mesmo de um adolescente mais velho, com mais de 16 anos e 5 anos mais velho que a vítima. O abuso sexual geralmente é praticado em situações nas quais o adulto induz a criança ou o adolescente, por meio de sedução, mentiras, promessas, presentes, ameaças e até violência física.
A exploração sexual de crianças e de adolescentes caracteriza-se pelo uso deles com fins comerciais e de lucro, seja levando-os a manter atividades sexuais com adultos ou adolescentes mais velhos, seja utilizando-os para a produção de materiais pornográficos como revistas, filmes, fotos e sites na Internet. São considerados exploradores, o cliente que paga pelos serviços sexuais e, também, os intermediários que induzem, facilitam ou obrigam crianças e adolescentes a se prostituírem. Há ainda aqueles, geralmente homens mais velhos, que iniciam adolescentes na vida sexual, sem terem a intenção de estabelecer qualquer vínculo afetivo duradouro com eles. Eles usam a sua capacidade de sedução para conquistá-los e se enaltecem com isso. Para manter o status de conquistador, fazem revelações de suas “proezas sexuais” e apresentam materiais, como fotos, filmes, gravações em áudio, demonstrando a intimidade que eles têm com a vítima.
Em uma pesquisa realizada a partir da análise de documentos de processos de casos denunciados de violência sexual ajuizados pelas Promotorias Especializadas na Infância e na Juventude de Porto Alegre, constatou-se que 80,9% das vítimas de abuso sexual eram do sexo feminino e 19,1% do sexo masculino. A maioria das crianças abusadas tinha entre 5 e 10 anos, mas havia casos de crianças de 1 e 2 anos de idade. De forma geral, a denúncia é feita quando a vítima já é adolescente: 42,6% apresentavam idade entre 12 e 18 anos, quando a situação abusiva foi delatada. Esses são dados de denuncias ajuizadas, mas de acordo com o depoimento de Alda Inácio, é muito comum as pessoas terem medo de fazer a denúncia.
Alda Inácio tem um  site na Internet (http://www.pedofilia-nao.inf.br), através do qual ela faz uma campanha contra a exploração e o abuso sexual de crianças e adolescente. Em contato pessoal, ela escreveu que são raras as pessoas que se interessam em fazer um trabalho nesse campo. “A maioria das pessoas não quer nem pensar que esses crimes são verdadeiros, até que aconteça dentro da sua própria família”. Diz ela que pelo  site são recebidas muitas denúncias de pessoas que têm medo de fazê-las pessoalmente, e que ela, então, as envia para a Polícia Federal.
Decidi escrever sobre este tema, contextualizando-o na história de Mauro, Maria e Pedro, porque o abuso e a exploração sexual de crianças e de adolescentes, além de ser um grande problema de saúde pública é um problema psicológico grave. Do ponto de vista psicológico, devemos considerar não somente a vítima, como, também, o abusador e a família de ambos. Todos eles necessitam apoio psicológico, pois todos sofrem com essa situação. Além disso, o abusador ou estuprador que for preso, mas não receber tratamento psicológico, certamente voltará a praticar esse tipo de crime ao ser solto.
Na história de meus personagens, Maria descobriu que seu noivo esteve preso em Portugal, por ter sido acusado de ter abusado de uma menina na escola em que trabalhava. Maria ficou chocada e indignada. Pedro havia sido violento com ela, mas ela não imaginava que ele tivesse um distúrbio de comportamento tão grave assim. Ela sentiu muita raiva, mas aos poucos foi se acalmando e começou a pensar no sofrimento da mãe dele e considerou que ele, igualmente, deve sofrer muito. Ao comentar, com sua amiga que estava com pena dele, Corina reagiu explosivamente:
-Você não está pensando em desistir de denunciá-lo pelo que ele fez com você! Está?
-Corina, eu estou com dó do Pedro. Embaixo daquela couraça, tem uma pessoa que deve sofrer muito.
Ele é um coitado!
-Tá bom, Maria! Mas vê se não desiste de fazer a denúncia, pois se não, você é que vai fazer os outros sentirem dó de você. E tenho certeza, que ele não se sente culpado pelo que fez a você e àquela menininha lá de Portugal.
- É verdade, gente assim não sente culpa. Eu nunca vi o Pedro arrependido de algo que tenha feito. Ele não sabe pedir desculpas. Se não for denunciado, vai continuar fazendo o que bem entender. Eu não posso pensar só em mim, né?
Corina e Maria estão certas quanto ao fato de que pessoas com distúrbios de comportamentos graves, como assassinos, estupradores e abusadores de crianças e de adolescentes, raramente sentem culpa. Essa é uma das grandes dificuldades para que se possa submetê-los a tratamento psicológico.
Professora da Universidade Estadual de Londrina
Doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo

Livro para Criança: Antônio

Aos sete anos, Antônio era um menino feliz que adorava brincar e desejava ser mágico e saber voar. Um dia, no entanto, seu comportamento mudou e ele começou a se tornar uma criança agressiva e deprimida. Ninguém desconfiava, mas quem tentava levar embora os seus sonhos era a grande “Mão”. “Segurava forte em Antônio e o impedia de falar. Depois dizia umas coisas só para ele ouvir e queria que ele fizesse tudo que ela mandava… Antônio nunca contava para ninguém o que a Mão fazia com ele, pois a Mão o ameaçava, dizia que faria maldade com os pais dele, caso Antônio falasse algo”.
Esta é a história retratada no livro “Antônio”, do escritor Hugo Monteiro Ferreira. A obra ilustrada tem o objetivo de estimular crianças muito pequenas a terem coragem de denunciar os abusos e também de ensiná-las a se proteger.
 

Infância traumática pode levar à dependência de drogas durante a vida

Crianças que passam por situações de abuso físico, sexual ou emocional são mais propensas a desenvolver comportamentos associados ao vício.
 
 
Segundo uma nova pesquisa da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, pessoas que tiveram uma infância traumática adquirem traços de personalidade, como impulsividade ou compulsão, que são associados a um maior risco de dependência em drogas. O estudo foi publicado nesta sexta-feira no periódico American Journal Psychiatry. “Há muito se sabe que situações de abuso e violência na infância ajudam a determinar o comportamento e a personalidade que uma pessoa apresenta durante a vida, e nossos resultados confirmaram esse conceito”, diz a coordenadora do trabalho, Karen Ersche.
 
Estiveram envolvidos no estudo 50 adultos dependentes de cocaína, que foram comparados com seus irmãos biológicos que nunca haviam apresentado problemas com drogas. Todos esses indivíduos foram submetidos a extensas e aprofundadas análises de personalidade e também relataram se haviam sofrido experiências negativas na infância — como abuso físico, emocional ou sexual.
 
Consequências — Os resultados indicaram que existe uma relação direta entre situações traumáticas na infância, personalidade impulsiva e dependência de drogas. “É uma associação interessante, pois traços de impulsividade são conhecidos por elevar as chances de dependência química, mas não podem ser considerados como uma desculpa para o abuso de drogas”, diz Ersche.
 
A pesquisa ainda mostrou que os irmãos dos dependentes, que também tiveram uma infância traumática, embora não abusassem de drogas, apresentavam traços de personalidade associados ao vício. Os pesquisadores pretendem estudar de que maneira os irmãos que apresentavam essas características não se tornaram dependentes de drogas durante a vida — ou seja, o que torna uma pessoa que é propensa ao vício ‘resistente’ ao problema. Com isso, eles acreditam que seja possível criar abordagens terapêuticas mais eficazes para combater a dependência química
 
Fonte Veja

Terapia cognitiva comportamental pode reduzir danos psicológicos em crianças vítimas de estupro e abuso sexual


Recente estudo demonstra que o uso da intervenção psicológica reduz drasticamente o stress psicológico causado em crianças vítimas de guerras e violência sexual.

Os pesquisadores se utilizaram de um novo tipo de intervenção baseada na terapia cognitivo-comportamental para tratar crianças que viveram em situações de guerra e estupro ou abuso sexual na República Democrática do Congo, na África central.

Os estudos apontaram que a intervenção reduziu o trauma vivenciado pelas crianças nas situações supracitadas em mais de 50%; Foram realizadas quinze sessões de Trauma-Focused Cognitive Behavior Therapy (TF-CBT), sendo que os pesquisadores descobriram reduções de 72% em sintomas traumáticos em garotas vítimas de abuso sexual, 81% de redução em sentimentos depressivos e de ansiedade, 72% em distúrbios de conduta e queda de 64% em comportamentos anti-sociais.

Os autores do estudo acreditam que o conhecimento ganho na intervenção multifatorial pode também ser usado em intervenções cognitivas no continente americano, sendo que as vítimas de abuso sexual não recebem ajuda médica ou psicológica; Na presente pesquisa, as crianças receberam sessões de psicoeducação traumática, técnicas de relaxamento, técnicas de imaginação mental e apontamentos de como identificar e alterar cognições particulares imprecisas ou inúteis.

As meninas participantes do estudo também desenharam seus eventos mais traumáticos e foram encorajadas a falar sobre tais eventos em sessões individuais com psicólogos da universidade e com conselheiros congoleses.

Segundo Paul O’Callaghan, do Departamento de Psicologia da Universidade Queen, a drástica redução em sintomas traumáticos, depressivos e de ansiedade, problemas de conduta e comportamentos antissociais demonstram quem esse tipo de terapia é extremamente efetiva no tratamento com crianças afetadas pela guerra e que foram expostas ao abuso sexual e ao estupro e, em adição aos resultados estatísticos da terapia, muitas das garotas atestaram que a intervenção reduziu os pesadelos, lembranças perturbadoras relacionadas as situações vivenciadas e pensamentos suicidas.

O estudo também tratou de 50 garotos entre 12 e 17 anos que viveram situações de guerra, demonstrando também redução nos níveis de trauma, depressão e ansiedade, distúrbios de conduta e comportamentos antissociais em meninos que viviam nas ruas e que serviram como soldados.

Informações: Queen’s University Belfast
Fonte: RedePsi

Trauma de infância pode prejudicar relacionamento romântico de adulto


Pesquisas emergentes sugerem uma infância difícil pode afetar severamente os relacionamentos românticos nos anos posteriores.
 
Em dois estudos separados, os pesquisadores examinaram a estabilidade e a satisfação das relações íntimas entre os estudantes universitários com uma história de maus tratos na infância.

Os estudos, publicados no Journal of Social & Clinical Psychology, sugerem que o abuso emocional realizado em crianças afeta a autocrítica quando adulto.
 
Os pesquisadores descobriram que os participantes tiveram uma tendência muito forte de se auto-criticar, e isso interferiu em sua satisfação com o relacionamento.

Os estudos também revelaram que alguns participantes tinham sintomas de estresse pós-traumático devido ao abuso emocional que sofreu. Os pesquisadores sugerem que isso poderia ser o resultado de internalizar comportamentos causados ​​por maus-tratos ou por incapacidade de uma criança para compreender adequadamente as suas circunstâncias.
 
Maus tratos na infância inclui abuso físico e sexual, maus-tratos e negligência emocional. Maus tratos na infância é um contribuinte significativo para o aumento dramático no encaminhamento para centros de aconselhamento da universidade, os pesquisadores acreditam.
 
Os investigadores acreditam que maus tratos na infância também gera autocrítica causando um efeito destrutivo sobre relacionamentos amorosos.
 
"Com o tempo, essa tendência pode ser consolidada, tornando-se uma parte que define a personalidade de uma pessoa, e, finalmente, fazer descarrilar as relações em relações gerais além da relação romântica, em particular", disse Dana Lassri, cuja dissertação de doutorado, supervisionado pelo psicólogo Dr. Golan Shahar, serviu como a base para o estudo.
 
Lassri acredita que mesmo que essas conclusões foram obtidas de indivíduos em idade universitária, os comportamentos potencialmente poderiam piorar durante a vida adulta.

Fonte: Psych Central

Em dez anos, triplica número de atendimentos em hospital de SP a crianças que sofreram abuso sexual

Hospital Estadual Pérola Byington também registrou crescimento da procura pelo serviço entre adolescentes de 12 a 18 anos

Abuso sexual infantil: em dez anos, atendimento a crianças triplica em hospital de São Paulo (ThinkStock)


Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, o número de crianças atendidas no Núcleo de Violência Sexual do Hospital Estadual Pérola Byington triplicou nos últimos dez anos. Os dados, que se referem ao período entre 2001 e 2011, também mostram que houve crescimento dos adolescentes entre 12 e 18 anos que procuraram o serviço.

Abusos em crianças podem provocar encolhimento de partes do cérebro



Diferenças nos cérebros de adultos abusados ou não abusado poderia ser a fonte relacionada com a doença mental.

Volume cerebral reduzido em partes do hipocampo poderia ajudar a explicar por que os problemas da infância muitas vezes levam a transtornos psiquiátricos mais tarde, como depressão, vício em drogas e outros problemas mentais, dizem os pesquisadores.

Especialista dá dicas para identificar crimes sexuais contra crianças



Os crimes sexuais contra crianças e adolescentes corresponderam a 16% das denúncias recebidas pelo Disque Direitos Humanos (0800 031 1119) em 2011, com 336 relatos. Só os crimes de violência física dentro da própria família e de negligência e abandono, com 752 e 746 denúncias, respectivamente, superaram os relatos de crimes sexuais. Mas como identificar esse tipo de violência, que muitas vezes ocorre dentro da própria família?

Abuso infantil altera o cérebro


Science Daily (5 de dezembro de 2011) 



Quando as crianças são expostas à violência familiar, seus cérebros se tornam cada vez mais "afinado" para o processamento de possíveis fontes de ameaça, relata um novo estudo. As descobertas, relatadas na edição 06 de dezembro da revista Current Biology, uma publicação Cell Press, revelam o mesmo padrão de atividade cerebral nessas crianças, como visto anteriormente em soldados expostos ao combate.

Campanha Tô Atento - Vídeo cartilha para meninas

Vídeo Cartilha elaborado pela equipe da Campánha Tô Atento para meninas entre 4 e 10 anos.

A Campanha Tô Atento atua na prevenção do abuso sexual infanto juvenil.




Espalhe essa ideia e ajude a prevenir este mal!

Reflexão


É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para faze-lo parar.
É preciso ter força para ficar sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para viver.

Larissa

Livro para criança: Segredo Segredíssimo

Este livro aborda um assunto, infelizmente, ainda muito obscuro e conflitante que é o abuso sexual infantil.  Este tema é pouco divulgado e perpetua um tabu. A criança vítimizada, por sua vez, fica paralisada diante desta situação que às vezes não compreende e às vezes sabe o quanto isso é errado mas permanece quieta pois é constantemente ameaçada pelo abusador, e assim, perpetua o sigilo sufocante.Amedrontada, se isola e tem comportamentos estranhos perante as pessoas mais próximas.
Este ciclo vicioso ocorre com muitas crianças, muito mais do que imaginamos e por isso é importante falar, proteger, estar sempre atento e saber escutar os pequenos.

Já que este assunto já é complexo para o mundo dos adultos, para  explicar para uma criança como atuar em momentos como esses e se proteger é mais complicaco ainda, por isso este livro escrito por Odívia Barros veio como grande ajuda.

Descrição:

Adriana é uma menina triste que tem um segredo segredíssimo. A sorte dela é que sua amiga Alice é muito esperta, e ao saber do segredo dá a Adriana um conselho conselhíssimo. Adriana segue o conselho e sua vida muda para melhor. Livro infantil polêmico e inovador, já avaliado por educadores, e que vai dar o que falar. A autora toca delicadamente – mas com firmeza – na questão do abuso infantil. Destinado à educação infantil nas escolas públicas e privadas.

Obs.: A autora, em entrevista para o Estado de São Paulo (História singela para um tema difícil), recomenda esta leitura para crianças a partir de 5 anos!

Vale a pena!!!