Abuso sexual infantil: um alerta aos pais


O abuso sexual de crianças e adolescentes é mais frequente do que se imagina. Só em Londrina, são denunciados cerca de 200 casos por ano, ocorridos em todas as classes sociais. Os agressores são em sua maioria homens, com idade entre trinta e quarenta anos, familiares das vítimas ou conhecidos da família. Diante disto, fique atento a adultos, inclusive de sua confiança, que freqüentemente estão rodeados de crianças; que oferecem presentes e se colocam a disposição para ajudar com atividades cotidianas, escolares ou religiosas, sem cobrar por isto; que estejam em contato maior com crianças do que com pessoas de sua própria idade. Normalmente os abusadores se colocam em posição que parecem "acima de qualquer suspeita", são cordiais com adultos e com crianças e podem estar em posição de autoridade em relação à criança ou à família.
As conseqüências do abuso sexual são graves e diversas: a criança abusada pode ter crises de choro; medo de ficar sozinha ou de situações específicas; pode ter prejuízo no relacionamento com colegas, ficando retraída ou agressiva; pode apresentar problemas de saúde sem causa médica; queda no desempenho escolar. A criança agredida pode ficar confusa quanto ao que aconteceu; sentir medo de ter provocado a situação; sentir-se coagida a guardar o segredo, e ter medo de ser castigada caso conte o ocorrido. A situação é especialmente problemática quando um abusador for um familiar ou alguém íntimo da família e a criança já apresentar problemas de comportamento. Pois, seria mais provável que uma mãe ou pai acreditasse que o cônjuge ou outro familiar tenha praticado o abuso ou que a "criança problemática esteja buscando uma confusão"? Caso a criança conte que sofreu um abuso, observe, verifique, denuncie! Apenas 6% dos casos em que a criança relata a agressão relacionam-se à fantasia ou mentira.
Saiba que as crianças ou adolescentes
nunca são responsáveis pelo abuso sexual. As crianças são curiosas quanto à sexualidade e ainda que façam perguntas de cunho sexual ou queiram ver ou tocar os genitais de um adulto, ou ainda mostrar seus genitais, é o adulto que tem a responsabilidade de interromper esta interação. As crianças estão explorando o mundo e parte disto diz respeito a sua sexualidade. Portanto, orientar crianças a respeito da sexualidade pode ter impacto preventivo sobre situações potencias de abuso.
 
Por: Annie Wielewicki
Instituto Innove

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