Abuso infantil triplica o risco de a criança ter depressão

Segundo estudo, maus-tratos físicos, mentais e negligência na infância também elevam as chances de comportamentos sexuais de risco e abuso de drogas
 
 
Um estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, listou as principais consequências provocadas pelo abuso infantil físico e emocional e também pela negligência. De acordo com os autores dessa pesquisa, esse tipo de violência pode até triplicar o risco de uma criança, ao longo de sua vida, ter depressão. O estudo ainda mostrou que outros problemas, como abuso de cigarro e drogas, comportamento suicida e comportamentos sexuais de risco, como um maior risco de contrair alguma infecção sexualmente transmissível, também podem ser desencadeados pelos maus-tratos infantis. Os resultados desse trabalho foram publicados nesta terça-feira no periódico PLoS Medicine
 
A pesquisa australiana, que revisou 124 estudos sobre o assunto, mostrou que indivíduos que sofreram abuso emocional na infância (quando a criança é depreciada ou recebe ameaças constantemente, por exemplo) apresentam o triplo de chance de ter depressão do que aqueles que nunca sofreram esse tipo de violência. Esse risco dobra quando comparadas as pessoas que sofreram abuso físico (quando a força física é usada contra a criança, prejudicando a sua saúde, sobrevivência, desenvolvimento ou dignidade) àquelas que nunca passaram por situações como essa.
 
Ainda de acordo com o estudo, crianças que sofreram negligência ou abuso físico e emocional tendem a desenvolver comportamentos de risco, como tabagismo e sedentarismo, que podem levar a doenças crônicas ao longo da vida. “Essa pesquisa mostra uma relação causal entre abuso infantil, exceto o abuso sexual, e uma série de danos à saúde física e mental”, escreveram os autores. “Todas as formas de maus-tratos devem ser consideradas como fatores de risco importantes para a saúde da criança. A consciência sobre as graves consequências que o abuso infantil tem a longo prazo deve encorajar medidas que identifiquem e protejam crianças com maior risco de sofrer maus-tratos.”
 

Fonte: Veja

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