EUA: 1/3 das adolescentes já se encontrou com alguém que conheceu na web

Adolescentes maltratadas estavam mais propensas que outras garotas a apresentar-se online de forma sexualmente provocativa
 
Meninas que se apresentam provocativamente têm mais chance de serem alvos
 de conversas de cunho sexual na internet (Thinkstock)
Um estudo publicado na edição desta semana do periódico Pediatrics mostra que três em cada dez garotas entre 14 e 17 anos afirmam que já se encontraram com pessoas que conheceram online e que cuja identidade não havia sido confirmada previamente. A pesquisa mostra ainda os riscos que as adolescentes enfrentam na internet, principalmente aquelas que já foram vítimas de maus tratos, ou de abandono, ou apresentam problemas comportamentais ou baixa capacidade cognitiva.
 
De acordo com Jennie Noll, uma das autoras do estudo e psicóloga do Centro Médico do Hospital Infantil Cincinnati, nos Estados Unidos, esses encontros podem não ter trazido mal algum, mas não deixam de ser perigosos para meninas. "Além disso, adolescentes maltratadas ou abandonadas estavam mais propensas que outras garotas a apresentar-se online de forma sexualmente provocativa", relatou. Jennie é diretora de medicina comportamental e psicologia clínica no Hospital Infantil Cincinnati.
 
O estudo foi realizado com 251 adolescentes do sexo feminino, das quais cerca de metade já havia sido vítima de maus tratos ou abandono, e durou de 12 a 16 meses, com o objetivo de observar o impacto dos comportamentos na internet nos subsequentes encontros marcados fora dela. "Se uma pessoa na internet está procurando uma adolescente vulnerável para começar uma conversa de cunho sexual, tal pessoa irá procurar alguém que se apresenta provocativamente", disse Jennie.
 
Comportamentos de alto risco na internet incluem busca intencional por conteúdo adulto, autoapresentações provocativas em redes sociais e recebimento de chamados sexuais online. Por outro lado, segundo Jennie, uma "criação de alta qualidade" e o monitoramento dos pais ajudaram a reduzir a associação entre fatores de risco e esses comportamentos online, coisa que softwares com filtros que controlam a internet não têm capacidade de fazer sozinhos.
 
A partir dos resultados obtidos, a equipe chegou à conclusão de que modalidades de tratamento para adolescentes maltratadas devem ser ampliadas para incluir informações sobre segurança na internet. Tanto os pais como as adolescentes precisam estar cientes de que a autoapresentações online e outros comportamentos na internet podem aumentar a vulnerabilidade da pessoa.
 
O estudo faz parte de um trabalho maior da pesquisadora sobre comportamentos de alto risco na internet e foi financiado pelo National Institutes of Health. O trabalho deve prosseguir ainda por um período de cinco anos, com 3,7 milhões de dólares do governo federal para obter mais dados sobre esse tipo de comportamento na internet.
 
Fonte: Veja

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