Autismo



A repórter Natalia Cuminale conversa sobre autismo com o neuropediatra José Salomão Schwartzman e com o psiquiatra Leonardo Maranhão. Os especialista explicam como identificar os primeiros sinais, falam do acompanhamento da pessoa com transtorno do espectro autista e também sobre como é o desenvolvimento de quem tem a condição.

Fonte: TVEJa

Savoring


Descrição mais que perfeita do que na Psicologia Positiva chamamos de "savoring". Trata-se da capacidade de pausar os pensamentos nas coisas do dia a dia, focar a atenção da forma MAIS AMPLA POSSÍVEL no momento presente e se deliciar com os presentes cotidianos que a vida nos dá. Quanto mais conseguimos aplicar o savoring no nosso dia a dia, mais gratos somos pela vida, pq sentimos um prazer enorme em pequenas coisas q estão lá, mas a gente nem se da mais conta. A gratidão é um dos sentimentos mais presentes na vida das pessoas mais felizes e com maior grau de satisfação na vida.
 
Além da descrição maravilhosa de savoring com os filhos no texto abaixo, podemos aplicá-lo em muitos outros contextos como: ao comer algo, olhar o céu, tomar um banho (é maravilhoso perceber o banho, acredite), ficar mais 5 minutinhos na cama de manhã e por aí vai. Não precisamos de muitas coisas para sermos felizes, precisamos voltar a reconhecer o que já está lá! Be happy!



Manhã nublada, você e sua criança no chão da sala.
Congele este momento.
Eu preciso que você olhe para o rosto da sua criança.
Olhe mais.
Mais profundamente. Por mais tempo. Para mais detalhes.
Veja como os dedinhos seguram os brinquedos.
Perceba a curva doce do lábio inferior perfeitamente cor-de-rosa.
Observe os cabelos finos. Sinta o cheiro.
Memorize estes cílios longos, os olhos curiosos, e a maneira que te olham fixamente, como se você fosse o mundo, afinal, hoje você é.

Afaste a interminável lista de afazeres, os planos, as preocupações.
Varra todo o excesso para trás e coloque este momento na primeira fileira, dando a mais alta prioridade possível.

Em um piscar de olhos esta mesma criança estará conversando sobre política e planos de carreira.
E enquanto você escuta a voz animada de quem esta prestes a bater as asas, você desesperadamente busca no seu banco de memória por dias assim. O dia comum, sentados no chão da sala, fazendo coisas simples.

Quando o assunto é o meu mais velho, eu tenho buscado estes momentos com freqüência. Tenho fome de lembrar com clareza o cabelo tijelinha do meu menino. O sorriso dado, a pele lisa e perfeita, os lábios carnudinhos que falavam tudo bagunçado.
E por mais que eu procure na minha memória, e revire, eu nem sempre os encontro. As vezes me vem um flash. Lá estava o meu pequeno, correndo pela casa. Mas a imagem se vai com a mesma velocidade que veio. E eu nem sempre consigo recuperá-la.

Eu me pergunto o que eu estava pensando todos aqueles anos atrás. Problemas, medos, dilemas, que por diversas vezes eram os donos da minha atenção. Eu fazia planos, e me preocupava com coisas que me pareciam ser tão importantes. Enquanto eu deveria estar presente, não só fisicamente mas por inteira, exatamente ali, no chão da sala, com o meu menino.
Perdemos muito tempo buscando dias espetaculares, ocasiões especiais para celebrarmos a vida. Enquanto o comum, este sim é extraordinário.
Por isso pare. Olhe para a sua criança. Congele. Marque com canetinha. Coloque em destaque. Armazene.
Porque eu te prometo, um dia você irá procurar por estes momentos, e eu quero que você seja capaz de encontrá-los.

Autora: @a.maternidade (Instagram) - Rafaela Carvalho.
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Ver Mais discute sintomas e tratamento da hiperatividade e déficit de atenção

Você sabia que o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, é o distúrbio neuro comportamental mais comum na infância e na adolescência? E se não for tratado, o distúrbio pode acompanhar a pessoa no decorrer de sua vida inteira... Nós falamos sobre as causas, os sintomas e os tratamentos  com a psicóloga Kellen Escaraboto. 

De pai para filho, de filho para pai


Qual o papel de um pai? Mais especificamente, qual o papel do seu pai em sua vida? Vale destacar que o sentido do termo “pai” empregado aqui não se restringe ao progenitor biológico, mas sim àquela pessoa que assumiu tal função em sua história. Responder a essa questão pode ser simples para alguns ou extremamente difícil para outros, por várias razões. Um dos motivos desse leque de respostas deve-se justamente ao fato de que a relação entre pais e filhos não é inata, mas sim construída. Nesse sentido, a função paterna não é passível de tradução exata e universal, na medida em que atravessa diversos percursos particulares.
Não basta vestir a fantasia de pai e pronto! Trata-se de assumir um espaço significativo na vida dos filhos. O ambiente familiar é de extrema relevância para o desenvolvimento da criança. Geralmente, são os pais que participam das primeiras aprendizagens dos filhos, modelando comportamentos de menor e maior complexidade. Desde o treino para o usar o banheiro até passar a compartilhar os brinquedos com o irmão ou um colega da escola. Desde o uso das palavras mágicas (por favor, desculpe, com licença, entre outras) até a identificação e expressão de sentimentos.
O próprio processo de autoconhecimento pode ser promovido e facilitado pela mediação do pai, tendo em vista que é a partir da interação com a comunidade verbal que olhar para si adquire valor para o indivíduo. Tal repertório é valioso para que o indivíduo seja capaz de prever e controlar seus comportamentos, na medida em que se torna mais apto a identificar as variáveis que mantém determinadas respostas e manipulá-las (Skinner, 1974/2006).
Além disso, o modelo oferecido pelo pai é importante para o desenvolvimento saudável do filho. Um pai que diz ao filho para respeitar os demais e é mal-educado na relação com outras pessoas provavelmente não está oferecendo as condições adequadas para que o filho se comporte tal como o indicado. Nesse exemplo, se o pai obtém o que deseja ao apresentar a resposta considerada agressiva, é provável que o filho observe tal consequência como satisfatória e em situações semelhantes teste a emissão do mesmo tipo de comportamento. Diferentemente, quando o pai ensina determinados valores aos filhos e é coerente a esses mesmos princípios, proporciona ao filho um contexto que tende a favorecer a apresentação dos comportamentos esperados.
Mesmo que para muitos filhos o pai represente, de fato, um super-herói, e por mais que ele se dedique para alcançar os superpoderes, não terá todas as respostas, muito menos se comportará o tempo todo da maneira como gostaria que os filhos fizessem. Os pais também erram, também mudam e em muitas ocasiões também não sabem como proceder. Isso faz parte. Claramente não é em um passe de mágica que um pai se torna pai; tal papel demanda a aprendizagem de muitos comportamentos, o que por sua vez ocorrerá a partir do relacionamento estabelecido com os filhos, em cada etapa da trajetória dos mesmos.
Quando bebês, os filhos demandam o desenvolvimento de determinados repertórios comportamentais dos pais. Trocar fraldas, acordar de madrugada, discriminar o choro que indica fome e o que sinaliza cólica ou dor, preparar o banho, acompanhar os primeiros passos e palavras. Na infância, os comportamentos requeridos claramente não são os mesmos, geralmente envolvem ensinar a andar de bicicleta, a resolver um conflito na escola, ajudar com as tarefas, entre muitos outros. Durante a adolescência, as mudanças continuam, mais uma vez para ambas as partes. Ao passo em que os filhos passam por intensas transformações, os pais também precisam aprender a lidar com novos desafios, como dialogar sobre sexualidade, acompanhar as decisões referentes à escolha profissional e gerenciar os questionamentos dos filhos.
Pode parecer que na vida adulta do filho caberá ao pai uma tarefa mais leve, quando na verdade o processo de desenvolvimento e aprendizagem continua para as duas partes envolvidas. Inclusive, um novo papel poderá ser assumido, o de avô. Ademais, na velhice do pai, é possível que caiba ao filho determinadas funções de atenção e cuidado. Não necessariamente porque o pai perdeu a capacidade de agir sobre o mundo, mas sim devido à relevância desse contato com pessoas queridas para a qualidade de vida, em especial na terceira-idade.
De pai para filho. De filho para pai. A construção do modo como um se comportará frente ao outro, parte das relações que estabelecem entre si ao longo de suas histórias. E é justamente essa possibilidade de transformação que faz das interações humanas tão especiais. O homem interage com o ambiente e é transformado pelas consequências de sua ação. Ser pai e ser filho é sobretudo usufruir dessa oportunidade de transformar-se com o outro e pelo outro.
Parabéns aos pais que deram esse passo! Parabéns àqueles que se fazem pais todos os dias! Parabéns às pessoas que assumiram o papel de pai a partir do amor, acima do vínculo genético! Parabéns para o pais que contribuem para que os filhos sejam pessoas melhores e nessa missão também se tornam seres humanos mais humanos!
Referência bibliográfica:
Skinner, B. F. (2006). Sobre o Behaviorismo. São Paulo: Cultrix (Trabalho original publicado em 1974).
Fonte: Comporte-se

Capacidade e Dificuldade das crianças




Uma das coisas mais importantes pros pais se atentarem na educação dos filhos é como ensinamos eles a entenderem as suas capacidades ou dificuldades. Com 4 anos uma criança já tem um pensamento que pode distinguir entre "sou burro, sou inteligente, ele consegue porque é mais esperto, eu nunca vou conseguir" ou "eu preciso treinar mais pra conseguir, ele consegue porque se esforçou mais que eu, eu consigo aprender e melhorar o que eu quiser, se eu me dedicar mais". 


O que muda nos 2 casos é uma estrutura de pensamento fixa (sou ou não sou) para uma estrutura de construção (posso aprender e melhorar). 

Conseguimos ajudar os pequenos a desenvolverem essa estrutura de construção com 2 dicas:

1- Valorize o processo ao invés da criança- ao invés de dizer q ela é inteligente, esperta, boa quando consegue alguma coisa, diga q ela conseguiu, q ela se esforçou para fazer tal coisa, q ela melhorou desde a última vez. Isso faz com que quando ela não consiga, não vá para o outro extremo e pense q quem não consegue é burro ou algo assim.

2- Use a palavra AINDA nas falhas- quando o seu filho falhar em alguma coisa ou disser q não consegue, diga a ele q ele não consegue AINDA! Isso abre a possibilidade de mudança, de que ele pode conseguir se quiser. 

Dificuldades vão aparecer por toda a vida e essas duas estruturas de pensamento fazem toda a diferença na maneira de lidar com elas, mesmo na idade adulta.



Minuto Terapia com Carol Kherlakian

'Eu Sou Assim', uma série sobre igualdade e ausência de limites


Estreia 


Dia 09 de Agosto às 22h30m, estreia no Canal GNT a série "Eu Sou Assim". 

"Se todo mundo fosse igual, o mundo seria muito sem graça". 




Vale a pena!!!

Dica de leitura: Acompanhamento psicológico de criança com problema de sono: Um relato de caso

O Artigo de Silvares, El Rafihi-Ferreira e Pires (2014) publicado pela revista Revista de Psicologia da Criança e do Adolescente (Lisboa) descreve um estudo de caso de uma intervenção comportamental para insônia infantil por meio de um programa dirigido aos pais, podendo constituir um bom material de estudo e trabalho para psicoterapeutas infantis!
Leia o resumo: 
Dificuldades com o sono são frequentes em crianças em idade préescolar. O objetivo do presente estudo foi de apresentar um relato de caso de uma intervenção comportamental por meio de orientação parental para o manejo de problemas de sono em uma criança em idade pré-escolar. Participaram do estudo um menino de quatro anos de idade que apresentava dificuldades de iniciar e manter o sono na ausência dos pais e sua mãe que recebeu orientação atráves de um programa de orientação parental. O programa foi composto por cinco sessões em que a mãe recebia orientações sobre o sono da criança e sobre as técnicas de extinção e reforço positivo para o manejo das dificuldades de sono infantil. O sono e o comportamento da criança foram avaliados em quatro momentos (pré-intervenção, pós-intervenção, follow-up 1 e 6 meses) por meio dos seguintes instrumentos:
1) Escala UNESP de Hábitos e Higiene do Sono-Versão Crianças;
2) Escala de Distúrbios do Sono para Crianças e Adolescentes;
3) Inventário de comportamentos para crianças entre 1½ a 5 anos;
4) Diários de sono: os resultados demonstraram que após a intervenção a criança passou a dormir independentemente, resistir menos a ir para cama e apresentou melhora nos seus comportamentos diurnos.

Pode se concluir que a intervenção comportamental dirigida aos pais, foi efetiva para os problemas de sono da criança.
Fonte: Comporte-se

Netflix divulga trailer de nova série sobre autismo

'Atypical' discute o transtorno do espectro autista durante a adolescência



A Netflix divulgou o trailer da nova série produzida pelo streaming: Atypical. Com um tom de 13 reasons why, ela aborda o autismo na vida de um adolescente. Pelo próprio nome (tradução literal para atípico), a série vai questionar o que é ser "normal" na sociedade atualmente.

O enredo conta uma uma história sobre amadurecimento que retrata a vida de um jovem autista de 18 anos, Sam, interpretado por Keir Gilchrist (United States of Tara). Em meio a uma busca por amor e independência, o personagem vive uma jornada divertida e emocionante de autodescoberta, enfrentando empecilhos de socialização, enquanto a sua família enfrenta as mudanças em sua própria vida.

A criadora da série é Robia Rashid, que já roteirizou para How I met your mother. Ela também é produtora executiva ao lado de Mary Rohlich e Seth Gordon, que vai dirigir o piloto. 

Além de Gilchirst, a série é estrelada por Jennifer Jason Leigh (Os oito odiados), Michael Rapaport (Punhos de sangue), Brigette Lundy-Paine (O castelo de vidro) e Amy Okuda (How to get away with murder). A estreia está marcada para 11 de agosto, no canal de streaming.