A Ritalina não deu certo

O artigo que se segue é uma tradução do artigo Ritalin Gone Wrong [1], publicado no jornal The New York Times em 28 de janeiro de 2012. Ela foi realizada e gentilmente concedida ao Comporte-se pelo Prof. Dr. Roosevelt Starling [2]. Escrito por Alan Sroufe, professor emérito de Psicologia no Instituto de Desenvolvimento Infantil da Universidade de Minnessota - USA, o texto trata do uso de fármacos como Ritalina e Aderall para o tratamento de problemas de atenção e concentração em crianças. Apresenta e discute resultados de estudos em larga escala em que se verificou a efetividade destes medicamentos e traz a opinião do pesquisador sobre o assunto.

Três milhões de crianças neste país tomam drogas para problemas de concentração. No fim do no passado, muitos pais ficaram alarmados porque houve uma escassez de drogas como a Ritalina e o Aderall, as quais eles consideram absolutamente essenciais para o funcionamento dos seus filhos. Mas essas drogas estão mesmo ajudando as crianças? Devemos mesmo expandir o número de receitas para elas?

Em trinta anos o consumo de drogas para o Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) aumentou 20 vezes. Na qualidade de um psicólogo que vem estudando o desenvolvimento de crianças com problemas por mais de 40 anos, penso que deveríamos estar nos perguntando porque confiamos tanto nessas drogas.

Drogas para déficits de atenção aumentam a concentração no curto prazo e é por isso que elas funcionam tão bem para estudantes apertados com provas escolares. Mas quando administradas às crianças por longos períodos de tempo, elas não melhoram o desempenho escolar nem reduzem problemas de comportamento. Elas também têm efeitos colaterais sérios, incluindo a perturbação do crescimento.
Infelizmente, poucos médicos e pais parecem estar cientes do que temos aprendido sobre a ineficácia dessas drogas. O que se publica são resultados de curto-prazo e estudos sobre diferenças no cérebro entre crianças. Na verdade, existe um número de fatos incontroversos que parecem, numa primeira impressão, dar suporte à medicação e é por causa dessa fundamentação parcial na realidade que o problema com a atual abordagem ao tratamento de crianças tem sido tão difícil de ser percebido.

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