"Curtir" Trabalho dos Filhos vira Tarefa de Pais

 
Mãe de três filhos, Angela Allyn não costuma entrar no Facebook para publicar fotos. Ela prefere promover os trabalhos que seu filho Alec faz para cobrir os custos com o ciclismo, um de seus hobbies.
 
"Garoto adolescente disponível para trabalho duro, cuidar de crianças e serviços de limpeza. Me escrevam se estiverem interessados", é um comentário frequente dela.
 
Os Allyns são um exemplo do encontro entre a crescente economia informal de adolescentes americanos e pais proativos com uma vasta rede social de contatos
 
Com a crise na economia dos Estados Unidos, os adolescentes viram suas oportunidades mais frequentes (como trabalhos em lojas ou lanchonetes) sendo ocupadas por pessoas mais velhas e altamente qualificadas e acabam recorrendo a bicos.
 
E muitos pais aproveitam o Facebook, o LinkedIn e as salas de chat para divulgar as habilidades dos rebentos.
 
"Você se torna uma cafetina do próprio filho", brincou April Rudin, jornalista de Nova Jersey que tem promovido as diversas habilidades dos dois filhos, de limpar neve na calçada a ajudar em apresentações em Powerpoint.
 
Recorrer às ligações nas redes sociais é a estratégia ideal para aumentar o potencial de contato de trabalho desses sites, já que os adolescentes "vivem lá", afirma Nimish Thakkar, especialista em orientação profissional.
 
Segundo ele, muitos dos seus clientes estão usando as redes sociais para ajudar os filhos na busca por trabalho.
 
EXAGERO
 
sse auxílio, no entanto, gera algumas dúvidas sobre o quanto os pais devem ajudar sem exagerar no envolvimento e como proteger a segurança on-line dos filhos ao mesmo tempo em que divulgam suas atividades.Angela Allyn diz que divulga os trabalhos de Alec, 15, porque os contatos do filho nas redes sociais são, na maioria, gente da mesma idade, o que reduz as possibilidades de achar interessados
 
De acordo com ela, Alec não montou um site porque poderia ocorrer um aumento na demanda pelos serviços em momentos em que ele está sobrecarregado com os trabalhos da escola e as atividades extracurriculares.Angela diz ainda que os dois pesquisaram sobre os preços dos serviços, mas que cabe ao filho negociar.
 
"Eu não entro nas negociações."
 
"Uma coisa é ajudar as crianças a construir pontes, outra é ajudá-los a atravessá-las", afirma o psicólogo Michael Woodward.
 
Mas nem sempre as coisas funcionam assim. Rudin, jornalista, usou sua rede on-line para negociar os serviços dos filhos sem combinar com eles antes.
 
Ela prometeu que um deles limparia a neve na entrada da garagem da casa de um vizinho.
Quando o filho não apareceu, coube a ela a posição desconfortável de ter que se desculpar
 
Fonte: Folha

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