Depressão pode levar as mães a despertar Bebês



Marie-Vanderweide Murray / Getty Images
 As mães deprimidas são mais propensas a inutilmente acordar seus filhos à noite do que as mães que não estão deprimidas, de acordo com pesquisadores da Penn State.

"Nós descobrimos que as mães com níveis elevados de sintomas depressivos são mais propensas a se preocupar excessivamente com seus bebês à noite do que as mães com níveis baixos do mesmo sintoma, e que tais mães eram mais propensas a buscar seus bebês durante a noite e passar mais tempo com seus filhos do que as mães com níveis baixos", disse Douglas M. Teti, diretor associado do Social Science Research Institute e professor de desenvolvimento humano, psicologia e pediatria.

"Este, por sua vez, foi associado com os bebês de mães deprimidas que acordam durante à noite, em comparação com os bebês de mães não-deprimidas", disse Teti. "O interessante sobre isso é que quando as mães deprimidas procuram seus bebês à noite, seus filhos não parecem precisar da ajuda dos pais. Eles podem estar dormim ou acordado, talvez, mas não angustiados."

Em contraste, as mães com baixos níveis de sintomas de preocupação e depressão raramente acordaram seus filhos de um sono profundo e poucas foram verificar seus bebês durante à noite a menos que as crianças estivessem angustiadas.

As duas maiores preocupações que os novos pais reportaram aos pediatras foram: problemas de sono e problemas de alimentação. Enquanto Teti e o colega Brian Crosby, professor de psicologia, não descartam as preocupações dos pais com o bem-estar dos filhos, mas eles observam que provavelmente não há razão para acordar um bebê que dorme profundamente, se a criança não está enfrentando qualquer perigo. Eles enfatizam que, a depressão dos pais ou preocupação com o sono da criança, pode ter consequências negativas para a relação pai-filho a longo prazo.

Esta pesquisa publicada na revista Child Development em 17 de abril,  mostra a importancia de ajudar os pais a reduzir o estresse.

"É preciso examinar a saúde do sistema familiar e abordar o problema", disse Teti. "Se a criança acorda sozinha com frequência, pode causar sofrimento parental, então é preciso estabelecer intervenções para ajudar os bebês a desenvolverem a auto-regulação do sono."

No entanto, se os bebês são acordados pelas mães desnecessariamente, outras abordagens podem ser consideradas. Estas abordagens incluem tentativas de aliviar os sintomas depressivos maternos, reduzir preocupações desnecessárias sobre o comportamento do sono infantil à noite, incentivar o apoio do cônjuge, e fornecer informações aos pais sobre os benefícios de uma boa noite de sono para os bebês e os pais.

A trajetória do estudo contou com a coleta de informações através de câmeras colocadas em casas de 45 mães de 45 bebês com idades entre 1 a 24 meses. Os dispositivos gravaram a atividade por até 12 horas, desde o início do momento de dormir até a manhã seguinte, as mães relaram em um diário do sono quantas vezes seus bebês tinham despertado.

Os pesquisadores observaram os vídeos e correlacionaram com o relato dos pais.

"Concluimos que é importante enterder o que ocorre no período da noite e como os pais podem afetar o sono dos bebês" disse Teti. "Provavelmente há muita coisa acontecendo à noite que precisamos entender, e nós precisamos usar observações reais do que os pais estão fazendo. Sabemos muito pouco sobre parentalidade noturna."

Fonte: Science Daily

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