Estudos discutem relação entre curiosidade e aprendizagem

Trabalho em grupo e feedback são chave na educação infantil
Morgan Lane Photography/Shutterstock
 
Alguns pesquisadores veem a fonte natural da motivação humana na ampliação das próprias competências. Já que novas situações ocultam tanto chances quanto riscos, formaram-se ao longo da evolução dois sistemas de motivos antagonistas: curiosidade e medo. O psicólogo Clemens Trudewind, da Universidade de Bochum, Alemanha, estudou essa interação. Ele descobriu que crianças curiosas e destemidas resolvem problemas com mais eficácia do que as temerosas e passivas. No entanto, a curiosidade e o medo não são opostos: crianças muito medrosas e ao mesmo tempo curiosas também se revelaram boas solucionadoras de problemas no estudo de Trudewind. Motivos supostamente antagônicos, portanto, não obrigatoriamente se excluem. 



Para aumentar a motivação dos alunos, pedagogos geralmente tentam despertar seu interesse pelo objeto de aprendizagem. Porém, como o estudo educacional internacional TIMSS (Tire International Mathematics and Science Study), publicado em 2007, comprovou, os fatores “interesse” e “bom desempenho” não estão muito fortemente associados. Uma pessoa pode se interessar pelo céu estrelado, mas nem por isso querer estudar astronomia.

Como então podemos reforçar a motivação para o aprendizado na escola de forma mais efetiva? Segundo o pesquisador Albert Ziegler, da Universidade de Ulm, Alemanha, isso depende de três fatores: em primeiro lugar, os alunos devem se sentir no controle. Isso é possível, por exemplo, com uma “negociação” comum dos objetivos do aprendizado. Em segundo lugar, a competência de cada um deve ser reconhecida e valorizada. Para tanto, é importante que haja feedback positivo frequente. Em terceiro lugar, é fundamental a ligação social proporcionada pelo aprendizado − por exemplo, por meio de trabalhos em grupo
 

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