Inquieta, Andressa Freitas de Souza, 23, bota-se de
pé. "Sabe o que é? Se eu não lavar as mãos, não vou conseguir conversar
com você."
A garota vê sujeira onde, aparentemente, não
há. "Se eu tocar no chão, no rejunte dos pisos, por exemplo, acho que vou
me contaminar".
A aflição só passa quando ela abre a torneira da
cozinha: "Senão a mente trava", explica, esfregando as mãos com
detergente.
Andressa tem TOC (transtorno obsessivo-compulsivo),
um distúrbio mental que afeta cerca de 4 milhões de jovens e adultos no Brasil.
"A obsessão é aquele pensamento, mesmo sem sentido, que a pessoa não
consegue tirar da cabeça. E a compulsão é o ritual feito para afastá-lo",
explica Ana Hounie, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo.
De
acordo com a especialista, qualquer um pode desenvolver o TOC. E, muitas vezes,
os primeiros sinais despontam na adolescência.![]() |
| Foto Alexandre Resende - Folhapress Andressa, 23, começou a tratar o TOC com remédios aos 19 anos |
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