Espaço dedicado a informar pais, responsáveis e profissionais sobre o desenvolvimento das crianças através de artigos, pesquisas, notícias e curiosidade sobre comportamento e saúde com o objetivo principal de promover o bem estar.
Mostrando postagens com marcador Artigo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigo. Mostrar todas as postagens
50 coisas para perguntar aos seus filhos em vez de perguntar “como foi seu dia”
Agora que temos um bebê novo em nossa casa, o tempo com minhas meninas mais velhas (8 e 6 anos) é ainda mais difícil de encontrar. Entre as constantes sessões de enfermagem e os cuidados com as crianças em suas atividades, tem sido um ajuste. Para dizer o mínimo.
Então eu pedi aos nossos escritores para compartilhar algumas de suas conversas favoritas com seus filhos. Estas são especialmente excelentes depois de um longo dia escolar quando seus filhos não querem conversar.
1 – O que fez você sorrir hoje?
2- Você pode me dizer um exemplo de bondade que você viu / mostrou?
3- Havia um exemplo de maldade? Como você respondeu?
4- Todos têm um amigo no recreio?
5- Qual foi o livro sobre o que seu professor leu?
6- Qual é a palavra da semana?
7- Alguém fez algo bobo para fazer você rir?
8- Alguém chorou?
9- O que você fez foi criativo?
10- Qual é o jogo mais popular no recreio?
11- Qual foi a melhor coisa que aconteceu hoje?
12- Você ajudou alguém hoje?
2- Você pode me dizer um exemplo de bondade que você viu / mostrou?
3- Havia um exemplo de maldade? Como você respondeu?
4- Todos têm um amigo no recreio?
5- Qual foi o livro sobre o que seu professor leu?
6- Qual é a palavra da semana?
7- Alguém fez algo bobo para fazer você rir?
8- Alguém chorou?
9- O que você fez foi criativo?
10- Qual é o jogo mais popular no recreio?
11- Qual foi a melhor coisa que aconteceu hoje?
12- Você ajudou alguém hoje?
Os novos desafios da educação de bebês
Descobertas recentes sobre habilidades das crianças até os 18 meses mostram a importância de escola e educadores ouvirem o que dizem as crianças dessa idade
![]() |
Créditos: Shutterstock
O pedagogo Paulo Fochi faz um alerta: por mais importante que seja a primeira infância, "é preciso dar tempo para os bebês serem bebês".
|
Nos últimos anos, as descobertas da ciência mudaram nosso entendimento sobre os bebês: eles são muito mais inteligentes do que se supunha, e capazes de aprender e se comunicar desde muito cedo. O entendimento acerca dos saberes das crianças de até 18 meses mostra que elas são cientistas em potencial: adquirem conceitos cotidianos da física ao observarem como os objetos se movem, ou da biologia, através da observação dos seres vivos, por exemplo. Na escola, a socialização entre si e com outros adultos que não seus pais demonstra a capacidade de linguagem. Como define o pedagogo Paulo Fochi, especialista nessa faixa etária, “os bebês são pop”. “Talvez eles nunca tenham aparecido tanto quanto agora. Isso é bom porque estamos tornando-os visíveis, tirando-os da invisibilidade”, define Paulo.
Como lidar com o comportamento inadequado das crianças?
As crianças demandam muito dos adultos, desde o nascimento. À medida que vão aprendendo a discriminar seu ambiente, identificar possibilidades de reforço ou não, seu comportamento é modelado de acordo com esse contexto e as demandas são ainda mais complexas.
Há o equívoco de que as crianças não entendem o modo como os adultos se comportam e a partir dessa ideia surgem outros equívocos na forma como os adultos lidam com o comportamento das crianças. Por que o comportamento da criança varia tanto? Isto acontece porque as consequências para os seus comportamentos também variam.
Quando o elogio vira um problema…
Hoje muito se fala sobre a importância e dos “bons efeitos” de elogiar as crianças ao ensiná-las novas habilidades. Existem também importantes efeitos em relação ao desenvolvimento de sentimentos de autoestima (Guilhardi, 2002), porém, gostaria aqui de me referir aos elogios durante o processo de instalação de comportamentos.
Negligência: o papel do psicólogo neste contexto
“- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
– Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… – repetiu ele, para não se esquecer. – Os homens esqueceram desta verdade – disse ainda a raposa. – Mas tu não deves esquecer (…) Tu és responsável pela tua rosa… – Eu sou responsável pela minha rosa… – repetiu o princepezinho, para não esquecer”
(Saint-Exupéry, 1952/2015, p.74)
(Saint-Exupéry, 1952/2015, p.74)
A negligência a qual busca-se enfatizar, revela-se no âmbito afetivo, humano, social. Podendo ser definida de forma mais objetiva segundo Houaiss (2010, p.543):“Negligência – falta de cuidado ou atenção, indiferença ou desinteresse”.
Considerando as práticas sociais vigentes, é possível observar padrões sociais como: casais que trabalham em torno de 8h diárias, que tem filhos, com férias de 15 dias por ano, casa para cuidar, animais domésticos e que são integrantes de grupos sociais (de amigos, igreja, profissional, entre outros). Para cada um dos papéis descritos há que se dedicar de diversas formas, investindo tempo, atenção, cuidado, paciência, dinheiro. Enfim, há um investimento pessoal variado para que sejam mantidas as relações interpessoais e os bens adquiridos durante a vida (carro, casa, entre outros).
Piper, um dos curtas mais bonitos e cativantes da Disney
São 6 minutos. Seis minutos de uma vida. Seis minutos que vale a pena investir para desfrutar do curta mais meigo da Pixar-Disney. Porque sim, Piper é um dos curtas mais cativantes da fábrica de conteúdo audiovisual Pixar.
Estas imagens nos contam uma história que poderia ser a história de vida de qualquer um de nós, em qualquer momento da nossa existência. Superar os nossos medos e a nossa comodidade nos oferece, sempre, uma maravilhosa perspectiva da vida.
O mundo dentro da pele dos adolescentes – como a FAP pode proteger os adolescentes contra algumas questões da atualidade
O escritor e filósofo russo Fiódor Dostoiévski, já em 1875 abordava no seu romance “O adolescente” as dificuldades que eles já enfrentavam naquela época. O adolescente pode acabar, por vezes, sendo vítima de intrigas nas relações com os pares, em função da sua pouca experiência de vida, e imprevisibilidade de comportamentos de pessoas que convivem. Recentemente a discussão a respeito de depressão e suicídio na adolescência entrou em pauta com a repercussão do Jogo da Baleia Azul – fenômeno surgido da rede social russa, que propõe desafios, culminando no suicídio como última tarefa –, e do polêmico seriado “13 Razões Porquê” (13 Reasons Why*), estreado em 2017, baseado no livro de Jay Asher, que aborda a temática do suicídio na adolescência.
“Ah, lembranças assim machucam muito… É como quando lemos um poema tão marcante que sentimos uma dor toda vez que lembramos nele.”
(Dostoiévski 2010, p. 264).
O Uso do Controle Coercitivo na Infância e o Desenvolvimento de Comportamentos Antissociais na Adolescência
O tipo de controle que uma determinada família lança mão para educação dos filhos – focando-se aqui, especialmente, no papel educacional dos pais (ou cuidadores) – em muito irá influenciar para o desenvolvimento de comportamentos socialmente adequados ou inadequados. Apesar de nem todos os comportamentos socialmente inadequados serem considerados antissociais, quando se fala em comportamentos socialmente inadequados, pode-se incluir nesse conceito os chamados comportamentos antissociais (WEBER, SALVADOR & BRANDENBURG, 2005).
O que as crianças pensam sobre suas mães?
Será que as mães se percebem da mesma forma como são vistas
por seus filhos?
Conforme já discutimos aqui, há muitas formas de exercer a
maternidade. E por existirem tantas possibilidades há muita cobrança em relação
às próprias atitudes e às decisões que são tomadas: “será que estou fazendo o
certo?”; “o que estou deixando de fazer?”; “qual será a melhor forma para agir
nesse caso?”… Essas e outras perguntas povoam a cabeça dos adultos que lidam
com crianças no dia-a-dia e que se responsabilizam por sua educação e seu
desenvolvimento.
Precisamos falar, refletir e atuar mais sobre os nossos adolescentes e a geração atual
Ultimamente tenho observado uma certa semelhança no padrão de crianças e adolescentes que são levados por seus pais ou responsáveis para o processo psicoterapêutico. Digo que são levados considerando o fato de que nem sempre a queixa parte da própria criança ou adolescente. Crianças de pouca idade que não seguem regras ou instruções, que apresentam comportamentos indesejados em relação aos coleguinhas e amiguinhos da escola e que pouco se interessam por estímulos que não produzam reforço imediato tais como jogos eletrônicos e tablets. Adolescentes desinteressados, entediados, apresentando notas baixas, cada vez mais isolados ou com problemas emocionais que exigem que intervenções medicamentosas sejam utilizadas cada vez mais cedo…
Pare de fazer estas 8 coisas para o seu filho se quiser criar um adulto
Como criamos adultos competentes se nós estamos sempre fazendo tudo para nossos filhos?
Não me julgue se você viu meus filhos comendo um pacote de bolachas no almoço da escola.
Não me julgue se eles não fizeram aula de Educação Física porque esqueceram o uniforme.
Não me julgue se eles não entregaram o dever de casa porque esqueceram na mesa de casa.
O que alguns podem enxergar como falta de educação, eu considero como “educação proposital”, enquanto construímos habilidades necessárias na vida de nossos filhos.
Estudar pra que? – Como instalar hábitos de estudos
Texto de Priscila Ribeiro
Início de ano letivo parece ser um pesadelo para muitos pais e, principalmente, para os estudantes. Problemas que durante as férias escolares estavam adormecidos voltam a todo vapor: os conflitos recomeçam e a relação pais/filhos/escola se torna desgastante. Infelizmente não vivemos em uma sociedade pró-saber, pró-escola. As atividades escolares geralmente são vistas como chatas, desinteressantes e pouco conectadas com a vida cotidiana.
E o que nós, analistas do comportamento, temos a ver com isso?
Como aumentar a probabilidade da obediência e respostas novas
Texto de Monalisa Ribeiro
Quem nunca se queixou de um aluno(a) desobediente? Aquele que geralmente não segue as regras e muito menos cumpre com um pedido ou demanda em sala de aula?
Acredito que esse assunto possa ser de grande interesse para pais e, principalmente, para os profissionais que lidam com alunos que não cumprem com regras e demandas, que tentam escapar das atividades mais difíceis ou, simplesmente, não estão motivados o suficiente para cumprir com uma tarefa mais elaborada.
Afinal, qual é o prejuízo do aluno não cumprir com demandas acadêmicas?
A idéia de abordar esse assunto na minha estreia como colunista do blog se iniciou com uma mera busca de dados no meu laptop que, acidentalmente, me direcionou à minha tese de mestrado, defendida em 2012. Embora eu tenha utilizado essa estratégia de controle antecedente para induzir a imitação de movimentos de coordenação oro-faciais em crianças diagnosticadas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), a mesma pode ser aplicada como uma estratégia (de controle antecedente) para aumentar a probabilidade de emissão de diferentes respostas, em vários contextos .
O artigo de hoje focará numa estratégia comportamental chamada Seqüência de demandas de alta probabilidade ou “behavior momentum”. Essa técnica é muito prática e pode ser utilizada em salas de aula para INDUZIR respostas e maximizar o desempenho acadêmico dos alunos. O aluno que não segue as normas e/ou demandas acadêmicas em uma sala de aula, provavelmente terá um prejuízo cognitivo e acadêmico no futuro. Portanto, essa estratégia é um ótimo método para ser aplicado nesse ambiente.
Momentum comportamental é uma estratégia para aumentar a probabilidade de ocorrência de uma resposta (comportamento) que tenha baixa probabilidade de ocorrência. Ou seja, é uma estratégia que aumenta a frequência de uma resposta que não ocorre frequentemente.
Essa técnica consiste na apresentação de três (3) a cinco (5) demandas de atividades (em sequência) em que o indivíduo tenha alta probabilidade de cumprir (atividades fáceis), para depois apresentar a demanda da atividade alvo (atividade de baixa probabilidade). A atividade alvo é a atividade que você deseja induzir. Essa atividade é considerada de baixa probabilidade porque não ocorre frequentemente e, por isso, ela se torna a atividade alvo.
Por exemplo, se um dos meus alunos não gosta ou se recusa a fazer operações de multiplicação, esta tarefa poderia ser considerada uma resposta de baixa probabilidade (baixa-p), pois o aluno não gosta de fazer, nunca quer fazer, ou não está motivado o suficiente. Porém, se esse mesmo aluno nunca me deu trabalho para tirar o material da mochila, escrever a data e nome na folha de exercícios, escrever números, e copiar as operações de multiplicação da lousa, tais comportamentos se classificariam como comportamentos de alta probabilidade (alta-p). Ao final, a multiplicação (tarefa de baixa-p) seria apresentada, mas com uma maior probabilidade de ser resolvida pelo aluno. No Quadro 1, pode ser visualizado um esquema do exemplo apresentado.
Quadro 1. Exemplo de atividades de alta-p e de baixa-p envolvendo a multiplicação.
| Atividades de alta probabilidade (alta-p) (fáceis de cumprir) | Atividade de baixa probabilidade (baixa-p) (difícil de cumprir) |
| Retirar o material da mochila | Fazer operações de multiplicação |
| Escrever data e nome na folha de exercício | |
| Escrever os números | |
| Copiar as operações de multiplicação da lousa |
Mace et al. (1988) foram os primeiros autores a publicarem um estudo com essa técnica. Segundo os seus estudos e experimentos, após o estudante seguir uma série de demandas de alta probabilidade, estabelece-se o “momento” no qual a resposta de baixa probabilidade tem chances aumentadas de ser emitida.
Mace et al. (1988), sugerem que esse fenômeno pode ser explicado a partir do conceito de operação abolidora. O momentum comportamental pode, assim, ser entendido como uma operação que diminui a valor reforçador da resposta de esquiva da atividade. Depois de cada demanda de probabilidade alta, sempre há elogios, e por isso, o valor de não cumprir com a demanda da atividade alvo diminui. Em outras palavras, Segundo Mace et al. (1988) cumprimos, fazemos, ou completamos uma atividade de baixa probabilidade porque já nos “aquecemos” com as atividades fáceis (alta-p), e como agora já estamos no “embalo”, cumprimos com a atividade de baixa probabilidade (baixa-p).
No Quadro 2, descreve-se os passos para aplicação da técnica de momentum comportamental.
Quadro 2. Guia para usar o procedimento corretamente.
| Passo # 1 | Selecionar os comportamentos de probabilidade alta
– Esses comportamentos têm que existir no repertório atual do cliente, serem frequentes e de curta duração.
– Fazer uma lista das atividades que são cumpridas 100% das vezes que foram demandadas.
|
| Passo # 2 | Apresentar as demandas rapidamente
– As demandas devem ser apresentadas rapidamente uma atrás da outra, com um intervalo curto entre elas.
– Devem ser apresentadas de 3 a 5 demandas de atividades de probabilidade alta.
– Depois de cada demanda de probabilidade alta, disponibiliza-se um elogio.
|
| Passo #3 | Demanda alvo (baixa probabilidade)
– Apresentar a demanda da atividade de baixa probabilidade.
|
| Passo # 4 | Reforçar imediatamente se o paciente (aluno) cumprir com a demanda alvo. |
Cumprir com demandas em sala de aula promove oportunidades de desenvolvimento de muitos comportamentos. Essa estratégia é um procedimento não aversivo para melhorar a obediência. Esse procedimento, indiretamente, manipula a frequência de reforço para estabelecer o que chamamos de “momento”.
Estudos mostram que essa intervenção é efetiva em mudar o comportamento das pessoas, como adquirir ecóicos e mandos, aumentar a frequência de cumprimento de atividades e diminuir a frequência de autolesões.
Quadro 3. Apresenta-se um resumo de experimentos que utilizaram a estratégia Momentum comportamental (sequência de demandas de alta probabilidade) em vários contextos.
| Atividade Alvo | Motivo do estudo | Participantes | Autores |
| Imitação oral motora | Pré-requisito para fala | Crianças diagnosticadas com TEA | Thomas, Lafasakis e Sturney (2010) |
| Desobediência (não cumprir com demandas) | Diminuir desobediência e comportamento agressivo | Adulto de 36 anos com deficiência mental | Mace et al (1988) |
| Autolesão | Diminuir ou eliminar a autolesão | Adulto de 33 anos com deficiência mental | Zarcone, Iwata, Hughes e Vollmer (1993) |
| Atividades acadêmicas | Cumprir com demandas acadêmicas (tarefa de matemática) | Aluno do Ensino Fundamental | Wehby e Hollaham (2000) |
| Imitação motora | Emissão de ecoicos e mandos | Crianças com TEA não verbais | Tsiouri e Greer (2003) |
Essa estratégia pode ser aplicada em vários contextos, e geralmente, as atividades, tarefas ou ações escolhidas como “atividades de alta-probabilidade” são relacionadas a atividade alvo. Por exemplo, na minha tese de mestrado, a atividade alvo era induzir imitação de movimentos de coordenação oro-facial motora em crianças diagnosticadas com TEA não verbais. As atividades de alta probabilidade envolviam a imitação de movimentos de coordenação motora (grossas) ampla, que os participantes do estudo já tinham desenvolvido em seu repertório, após o comando “Faça isso”. Os movimentos apresentados eram: bater palmas, colocar os braços para cima, tocar na barriga e tocar nas pernas. A atividade de baixa probabilidade (atividade alvo) eram respostas de imitação de movimentos oro-faciais que os participantes não emitiam, tais como: abrir a boca, abrir e fechar a boca e colocar a língua para fora. Segundo pesquisadores, alguns dos pré-requisitos da fala envolvem os movimentos ora-faciais, por isso, é muito importante que crianças não verbais sejam induzidas a imitar uma série de movimentos como as atividades alvo que eu escolhi para minha tese.
Quando escolherem a atividade alvo, tentem selecionar as atividades de alta probabilidade que são de alguma forma relacionas com a atividade alvo. Boa sorte ao aplicar essa estratégia e aumentar a probabilidade da obediência e induzir respostas novas!
Referências Bibliográficas:
Cooper, O., John, Heron, E. Timothy., Heward, L., William (2007). Applied Behavior Analysis(2ndedition). Pearson Prentice Hall New Jersey, USA.
Mace, C. F., Hock, M. L., Lalli, J. S., West, B. J., Belfiore, P., Pinter, E., et al. (1988). Behavioral momentum in the treatment of noncompliance. Jornal of Applied Behavior Analysis
, 21, 123-141.
Thomas, B. R., Lafasakis, M., & Sturmey, P. (2010). The effects of prompting, fading, and differential reinforcement on vocal mands in non-verbal preschool children with autism spectrum disorders. Behavioral Interventions, 25, 157-168.
Tsiouri, I., & Greer, D. R. (2003). Inducing vocal verbal behavior in children with severe language delays through rapid motor imitation responding. Jornal of Behavioral Education, 12, 185-206.
Wehby, J. H., & Hollahan, S. M. (2000). Effects of high probability latency to initiate academic tasks. Journal of Applied Behavior Analysis, 33, 259-262.
Fonte: Comporte-se
Como ensinar nossas crianças que ninguém pode tocar no corpo delas
Texto de Fabiana Santos, do blog Tudo sobre a minha mãe
O assunto é incômodo mas faz parte daquele grupo de questões que a gente não pode fugir de encarar. Estou falando objetivamente da gente saber como ensinar nossas crianças, mesmo pequenas, a não se tornarem vītimas de abuso físico ou sexual. Por favor, este post é um serviço. Não passe batido.
Pensando nos meus filhos e nos seus, eu pesquisei a respeito do que os americanos – que dão muita importância para o assunto – trazem para ser tratado de forma inteligente. Já foi o tempo que eu achava isso exagerado, hoje concordo demais que é muito, muito melhor prevenir. Então vamos às dicas que eu consegui reunir:
1- Meu corpo é meu: a criança deve entender que o corpo dela lhe pertence, que ninguém tem direito, nem por brincadeira, de ficar tocando nela de forma que a deixe constrangida. Eu sei que a cultura brasileira aceita beijos e abraços sem ter fim. Eu sou assim e meus filhos também. Mas é preciso sinceramente evitar abraços e beijos para desconhecidos ou pouco conhecidos. Uma criança jamais deve ser obrigada a ter contato físico com quem ela não quer.
2 – A lista das pessoas confiáveis: a criança precisa ter a certeza de quem ela pode contar. Quem são estas pessoas: o papai, a mamãe, a vovó, a professora? Que sejam. Mas vai ser muito importante para ela que os pais identifiquem estas pessoas deixando bem claro que a criança tem a quem recorrer, quem ela realmente deve confiar.
3 – Partes íntimas: ninguém toca nas minhas partes íntimas é uma mensagem muito importante que as crianças precisam receber. Ninguém pode pedir que eu toque as partes íntimas dela também. Outra informação importante para as crianças é de que ninguém deve mostrar fotos de partes íntimas para ela. A criança precisa saber que pode contar para sua lista de pessoas confiáveis se algo do tipo acontecer.
4 – Ninguém pode ter segredo desconfortável: a criança tem que ter o ensinamento de que não pode ter segredo com ninguém que peça para algo não ser contado e que a faça se sentir mal ou incomodada com isso. Se isso vier a acontecer, ela também precisa ser ensinada a falar para alguém do seu grupo de pessoas confiáveis sobre essa história de segredo.
5 – Nenhum adulto desconhecido pede ajuda à criança: essa eu achei uma regra de ouro. Os pais devem esclarecer aos filhos que não existe essa história de um adulto desconhecido pedir ajuda para criança (seja na porta da escola, na pracinha, no playground…). Que fique bem claro na cabecinha delas: adultos não precisam de ajuda de criança, isso não existe. Adulto pede ajuda a outro adulto. Com isso em mente, as crianças não titubeiam em dizer não, mesmo que os pais tenham ensinado a elas que elas precisam ser gentis. Assim se alguém abordá-los dessa forma, elas jamais devem seguir ou acreditar nessa pessoa.
Fabiana Santos é jornalista, mãe de Alice, de 5 anos, e de Felipe, de 12 anos. Eles moram em Washington-DC. No ano passado, para ser voluntária na escola da filha, ela precisou fazer um curso para reconhecer e relatar abusos ou negligências cometidos a alguma criança. Este curso, em grande parte dos distritos escolares americanos, é obrigatório e gratuito.
Fonte: Revista Pazes
Criatividade, autonomia e mais 8 razões para deixar crianças sem fazer nada.
![]() |
| Imagem: iStock |
Muitas crianças têm agendas tão cheias quanto as de CEOs (ok, só um pouco mais divertidas). Aula de natação, basquete, judô, inglês, dança... Dentro de casa, a coisa não é muito diferente e a criança é estimulada com atividades, tablet ou celular.
No entanto, a dinâmica que muitos adultos trazem do ambiente de trabalho -- que prevê produção contínua, resultados e competitividade -- não se aplica ao universo infantil. Segundo os especialistas, manter a criança ocupada o tempo todo não vai ajudá-la a crescer mais preparada. Ao contrário. Se ela não tiver um tempinho à toa, seja para brincar do que quiser, seja para apenas observar o formato das nuvens, pode estar perdendo a oportunidade de fazer diversas descobertas. Não é fácil ver seu filho de bobeira? Veja 10 motivos pelos quais deixá-lo sem fazer nada às vezes pode ser muito bom:
1. Estimula a criatividade
Se dermos um tempo livre para a criança, sem propor atividade alguma, veremos como ela é capaz de inventar suas próprias brincadeiras, brinquedos e histórias. Quando está muito ocupada ou tem alguém dirigindo suas ações, ela nem sempre consegue deixar a imaginação fluir.
2. Dá origem a boas memórias
Quando nos tornamos adultos, até nos lembramos de algumas atividades da rotina ou do que as pessoas ao nosso redor faziam. Mas a memória afetiva é recheada com os momentos de descontração e risadas, essas coisas que a gente só consegue curtir quando não tem a obrigação de cumprir tarefas o tempo todo.
3. Desenvolve a percepção corporal
Criança precisa de espaço e brincadeira livre para entender como funciona o próprio corpo, para subir no sofá, dançar, rolar pela grama… É muito bom deixar que o pequeno decida sobre seus movimentos. Claro que é preciso observar de perto, para intervir em caso de perigo.
4. Melhora a capacidade de resolver problemas
É superdifícil segurar a vontade de solucionar tudo pelo filho. Mas, sempre que possível, deixe-o encarar os desafios do caminho sozinho, da forma que ele achar melhor, sem interferir.
5. Aumenta a concentração
Quando a criança é hiperestimulada, além de ficar irritada, tem dificuldade para se concentrar em atividades como a leitura.
6. Permite processar e fixar o que é importante
Somos bombardeados de informações o tempo todo. Se a criança não tiver esse período de ócio, será difícil processar e absorver tudo o que aprendeu num único dia.
7. Favorece a autonomia
Como consequência, você estará criando alguém com mais autoconfiança. E isso é tão importante para o futuro quanto um curso intensivo de inglês.
8. Possibilita tomar decisões e pensar por si só
O que não significa que ele ficará independente e que deixará de ter vínculos com você… pode ficar tranquila!
9. Motiva a encarar os próprios medos
Quando a criança entende que é capaz de superar os desafios, que existe coragem dentro dela, se sente motivada a seguir em frente. Na vida adulta, ela provavelmente já estará familiarizada com essa sensação.
10. Faz com que os pais compreendam melhor o filho
Ao relaxar um pouco e observar o que seu filho faz no tempo livre, você tem a oportunidade de conhecê-lo melhor, de perceber as capacidades e limites dele. Será um novo momento para você também.
Fontes: Katia Chedid, educadora, pedagoga, psicopedagoga, gestora escolar, com extensão em Neuropsicologia. Roberto Cooper, médico pediatra pela UFRJ, mestre em saúde da família pela Universidade Estácio de Sá. Gabriel Limaverde, assessor pedagógico da área de Educação e Cultura da Infância do Instituto Alana.
Fonte: Uol
10 situações que parecem birra mas não são
Aqui estão 10 coisas que as crianças fazem que parecem birra mas não são. Quando reconhecemos os comportamentos indesejáveis das crianças como reações às condições ambientais, às fases de desenvolvimento ou às nossas próprias ações, somos capazes de responder proativamente e com muito mais compaixão.
![]() |
| Source: katarinag/Shutterstock |
1. Não controlar impulsos
Você diz ao seu filho, “Não jogue isso!” E ele joga de qualquer maneira? Pesquisas sugerem que as regiões cerebrais envolvidas no autocontrole não amadurecem completamente até o final da adolescência, o que explica por que o autocontrole em desenvolvimento é um “processo longo e lento” (Tarullo, Obradovic e Gunna, 2009, 31).
Uma pesquisa recente revelou que muitos pais supõe que as crianças podem fazer coisas mais cedo do que os peritos em desenvolvimento da infantil afirmam ser verdadeiros. Por exemplo, 56% dos pais acreditam que as crianças com menos de 3 anos devem ser capazes de resistir ao desejo de fazer algo proibido, enquanto a maioria das crianças não domina essa habilidade até os três anos e meio ou quatro anos (Zero to Three, 2016).
Quando nos lembramos que as crianças nem sempre conseguem gerir impulsos (porque os seus cérebros não estão totalmente desenvolvidos) podemos ter reações mais suaves ao seu comportamento.
2. Superestimulação
Escolinha, natação, balé, judô e o que mais tivermos dinheiro e tempo pra colocar nossos filhos. Será que isso tudo é mesmo necessário? Horários apertados, superestimulação e exaustão são marcas da vida familiar moderna. Kim John Payne, autor de Simplicity Parenting, argumenta que as crianças experimentam uma “reação de estresse acumulado”devido ao excesso de enriquecimento, atividade, escolha e brinquedos. Ele afirma que as crianças precisam de toneladas de “tempo de inatividade” para equilibrar o seu “tempo” (Payne, 2010). Quando nós construímos para que haja tempo inativo, hora de brincar e tempo de descanso, o comportamento das crianças melhora frequentemente visivelmente.
3. Reações a determinados fatores
Você já ficou irritado porque está com fome ou completamente sem paciência devido à privação de sono? As crianças são afetadas dez vezes mais quando estão cansadas, com fome, sede, pelo excesso de açúcar ou doentes. A capacidade das crianças de controlar emoções e comportamento é muito diminuída quando estão cansadas. Muitos pais também notam uma mudança acentuada no comportamento das crianças cerca de uma hora antes das refeições, se elas acordaram durante a noite ou se estão com sono. Elas muitas vezes não conseguem se comunicar ou resolver sozinhas o problema pegando uma bolacha, um remédio pra dor ou até mesmo tomando água, como fazem os adultos.
4. Expressão de fortes sentimentos
Como adultos, fomos ensinados a domar e ocultar nossas fortes emoções. Mas crianças não podem fazer isso ainda. A educadora da primeira infância Janet Lansbury tem uma ótima frase para quando as crianças exibem sentimentos fortes, como gritar ou chorar. Ela sugere que os pais “deixem os sentimentos” não reagindo ou punindo as crianças quando expressam essas emoções.
5. Necessidade de toneladas de movimento
“Pare de perseguir seu irmão em volta da mesa!” “Pare de lutar com espadas com esses pedaços de papelão!” “Pare de pular do sofá!” As crianças têm uma necessidade de toneladas de movimento. Elas têm uma tremenda necessidade de passar o tempo fora de casa, andar de bicicleta e patinete, correr e cair, rastejar sob as coisas, balançar de coisas, saltar coisas e correr em torno de coisas. Em vez de pedir que parem quando eles estão cheias de energia, pode ser melhor organizar uma ida rápida ao parquinho ou passar um tempo na rua.
6. Necessidade de tornar-se independente
O modelo de Erik Erikson (1963) afirma que as crianças tentam fazer as coisas por si mesmas, e que os pré-escolares tomam a iniciativa e executam seus próprios planos. Mesmo que seja irritante quando uma criança escolhe tomates que ainda estão verdes, corta seu próprio cabelo, ou faz uma cabaninha com 8 lençóis limpinhos, eles estão fazendo exatamente o que eles deveriam fazer: tentando realizar seus próprios planos, por conta própria, tomando suas próprias decisões e tornando-se independente.
7. O outro lado de suas forças
Todos nós temos forças essenciais que também podem nos desviar. Talvez estejamos incrivelmente concentrados, mas não podemos fazer a transição com muita facilidade. Talvez sejamos intuitivos e sensíveis, mas assumimos o humor negativo de outras pessoas como uma esponja. As crianças são semelhantes: elas podem ser conduzidas na escola, mas têm dificuldade em lidar quando se confundem (por exemplo, gritando quando cometem um erro). Elas podem ser cautelosos e seguros, mas resistentes a novas atividades (por exemplo, recusando-se a ir à prática de um novo esporte). Elas podem viver no momento, mas não são organizadas (por exemplo, deixando o chão do quarto ficar coberto com brinquedos). Reconhecer quando os comportamentos indesejáveis de uma criança são realmente o outro lado de suas forças – assim como o nosso – pode nos ajudar a reagir com mais compreensão.
8. Necessidade feroz brincar
Seu filho pinta o rosto com iogurte, quer que você corra atrás dele quando está tentando escovar osdentes, ou coloca os seus sapatos, em vez dos dele, quando estão atrasados para a escolinha? Alguns dos comportamentos aparentemente “maus” dos filhos são o que John Gottman chama de “táticas” para você brincar com eles. As crianças adoram ser pestinhas. Elas se deliciam com a conexão que vem do riso compartilhado e amam os elementos de novidade, surpresa e emoção. A brincadeira muitas vezes leva tempo extra e, portanto, atrapalha agendas e compromissos, o que pode parecer resistência e desobediência mesmo quando não é. Mas quando os pais entendem e atendem essa necessidade das crianças fica mais fácil evitar brincadeiras fora de hora.
9. Reação ao humor dos pais
Vários estudos sobre o contágio emocional descobriram que leva apenas milissegundos para que emoções como entusiasmo e alegria, bem como tristeza, medo e raiva, passem de pessoa para pessoa, e isso geralmente ocorre sem que ninguém perceba (Goleman, 1991), Hatfield et al., 2014). Com as crianças não é diferente, elas são diretamente influenciadas pelo humor dos seus pais. Se eles são estressados, distraídos, para baixo, frustrados, os pequenos absorvem estes humores. E o mesmo acontece quando são alegres, de bem com a vida.
10. Resposta a limites inconsistentes
Hoje você dá um chocolate pro seu filho antes do jantar. No dia seguinte você diz: “não, vai arruinar seu jantar” e ele grita e lamenta. Uma noite você lê cinco livros, mas na próxima você insiste que só tem tempo para ler um, e eles imploram por mais. Quando os pais são incoerentes com os limites, isso naturalmente desencadeia a frustração das crianças e convida a choramingar e gritar. Assim como os adultos, as crianças querem (e precisam)saber o que esperar. Esforce-se para que em sua casa haja limites e rotinas, isso vai melhorar o comportamento das crianças.
Fonte: Psychology Today | Tradução e adaptação: Redação Papo de Pai
Assinar:
Postagens (Atom)













