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Padrões de beleza realistas previnem bulimia

Valorizar a identidade étnica ajuda a evitar o transtorno alimentar
© AISPIX BY IMAGE SOURCE/SHUTTERSTOCK
Garotas negras que admiram e se reconhecem em mulheres que têm a mesma cor de sua pele são menos propensas a desenvolver bulimia – transtorno alimentar que alterna compulsão por comida e medidas extremas para tentar perder peso, como indução de vômito. Em estudo publicado no Journal of Black Studies, a psicóloga Mary Shuttlesworth, da Universidade de Maryland, aplicou questionários a alunas do segundo grau e descobriu que, entre adolescentes negras, maiores níveis de identidade étnica estavam relacionados, com mais frequência, a ideias como “beleza envolve, além da forma física, personalidade, estilo e atitude” e “corpos de medidas e tamanhos que não se encaixam nos padrões estéticos também podem ser bonitos”.

Por outro lado, Mary descobriu que, entre as alunas brancas, a identidade étnica está associada à maior probabilidade de desenvolver bulimia. “Os ideais de beleza caucasianos tendem a valorizar a magreza e considerar a aparência mais importante que fatores como personalidade ou bem-estar com o próprio corpo”, explica.
 

Anorexia e hiperatividade estariam ligadas por mecanismo, diz estudo

Descoberta ajuda a tratar doença que afeta principalmente adolescentes.
Trabalho também confirmou a relação entre a anorexia e o vício


A anorexia nervosa, um distúrbio alimentar grave, e a hiperatividade física estão ligadas por um mecanismo molecular comum, uma descoberta que pode levar a um tratamento desta doença que afeta principalmente as adolescentes, de acordo com um estudo recente.

Enquanto acreditava-se que a hiperatividade dos anoréxicos era intencional e tinha como objetivo a perda de mais peso com a queima de calorias, uma equipe conjunta de pesquisadores do Inserm, do CNRS e das universidades Montpellier e Nîmes descobriu um mecanismo comum que explica o elo entre os dois comportamentos.

Usando ratos geneticamente modificados que imitam o comportamento da anorexia humana, os pesquisadores descobriram que eles apresentavam uma anormalidade molecular em uma região do cérebro relacionada à recompensa. Esta anomalia corresponde à "super-expressão" (excesso de expressão de genes) do receptor 5-HT4 a serotonina, um receptor celular que controla a hiperatividade motora nos ratos.

"Nós identificamos pela primeira vez ao nosso conhecimento uma via molecular comum envolvida na anorexia e hiperatividade", explica Valérie Compan, que liderou o estudo publicado no final do ano passado na revista "Translational Psychiatry".

Relação com vício

O trabalho também confirmou a existência de semelhanças entre a anorexia e o vício. "A anorexia e a cocaína trilham o mesmo caminho molecular, o que tende a confirmar que a anorexia é um vício", acrescenta Compan.

Os pesquisadores também descobriram que o receptor poderia tornar-se completamente inativo e provocar "um excesso de consumo de alimento", como o encontrado especialmente na bulimia.

"Os distúrbios que afetam este receptor - às vezes muito ativo e supressor do apetite e às vezes inativo - podem explicar as oscilações entre a anorexia e a bulimia em alguns pacientes", ressalta a pesquisadora, que espera que o trabalho possa ser reproduzido em seres humanos.

"Na ausência total de medicamentos para o tratamento da anorexia, este receptor pode representar um alvo terapêutico eficaz, já que ao desativá-lo os pacientes estariam mais dispostos a se alimentar e ao reativá-lo poderia moderar a ingestão de alimentos", acrescenta.
Fonte: G1

Internet incentiva as doenças



Enqualto os médicos lutam para evitar a anorexia e a bulimia, alguns doentes se valem da internet para incentivar e disseminar formas para que outras pessoas passem a seguir o que elels chamam de "estilo de vida".

Na rede existem blogs criados pelas chamadas Pró-Anas e Mias (diminutivo de anorexia e bulimia) onde os doentes compartilham receitas e fórmulas para se manterem magros.

Em um deles, uma jovem diz comer duas maças e uma acerola por dia. Outras pediam para ela se manter na dieta. "Isso é reprovável. É como dizer que o câncer no fígado faz bem. Há a distorção do problema. Essas pessoas não se veem doentes." diz o neurologista do Ambulim.

Fonte: Jornal Metro

HC atende 80 casos de distúrbio alimentar por dia

A cada 20 minutos uma pessoa chega ao Ambulim (Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares) do Instituto de Pesquisa do Hospital das Clínicas. O número de atendimento não é maior porque a unidade não dá conta da demanda. 

O tratamento muiltidisciplinar é longo e envolve também a família do paciente.

90% dos pacientes são mulheres.
Os casos, em geral,
se desenvolve no fim da infância ou no início da vida adulta.

Fonte: Jornal Metro

Ana e Mia – Considerações sobre a Anorexia e Bulimia


 O nome talvez não soe como conhecido. Mas o cartaz publicado em 2007 em plena semana de moda em Milão, com a assinatura do fotógrafo italiano Oliviero Toscano, em que a actriz e modelo francesa Isabelle Caro posava nua e cadavérica, vítima de anorexia, numa campanha de luta contra a doença, marcou uma posição sobre o assunto. Isabel morreu no Japão, onde estava internada, aos 28 anos. Pesava 31 quilos.
A campanha, proibida na França por ser considerada chocante, era, nas palavras de Isabelle, “uma terapia”. “Esta fotografia é o horror. Mas o objectivo é chocar para sensibilizar”, disse então.


1.O que é anorexia?

A Anorexia Nervosa é um transtorno caracterizado pela Organização Mundial de Saúde e pertence à classe dos transtornos alimentares. É um transtorno que causa mais de 100 mil mortes por ano só nos EUA. Muitas pessoas ainda têm a idéia errada de que a Anorexia é apenas uma moda ou um novo tipo de regime para perder peso e com isso não percebem o grande risco envolvido. Tecnicamente, a Anorexia é definida por uma negação em se alimentar, e isso quase sempre ocorre por uma interpretação distorcida do que se está vendo no espelho, ou seja, existe em grande parte dos casos uma comorbidade com o Transtorno Dismórfico Corporal. Isso quer dizer que um anoréxico se vê obeso quando na verdade, está muito abaixo do IMC estabelecido pela Organização Mundial de Saúde como saudável para a relação altura x idade.

É importante salientar que o transtorno alimentar pode ser definido quando existe uma severa alteração no comportamento de se alimentar. Os tipos mais comuns do problema são a Anorexia e Bulimia nas mulheres e atualmente tem se dado muita importância a Vigorexia nos homens. Estatísticas mostram que quase 90% dos casos de anorexia e Bulimia são de indivíduos do sexo feminino.

2. Quais outras características podem sinalizar a anorexia?

Crianças a partir dos seis anos são hospitalizadas com anorexia e bulimia, dizem os especialistas da saúde infantil.




Crianças a partir dos seis anos foram hospitalizados depois de sofrer os efeitos da anorexia e outros distúrbios alimentares, de acordo com especialistas em saúde infantil.

As crianças foram internados para tratamento depois de recusarem a comer, utilizando laxantes para eliminar o alimento ou forçando vômito após comer compulsivamente.

Pesquisadores da University College London Institute of Child Health fizeram uma descoberta chocante de 208 casos de transtornos alimentares com "início precoce", em um período de estudo de 14 meses.