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Record publica reportagem completa sobre Autismo

"Neurocientistas alertam que uma a cada sessenta e oito crianças tem autismo no Brasil" é o título da grande reportagem que foi ao ar pelo Domingo Espetacultar, da Record,  no último domingo (11/03).
Com depoimentos de mães, pais, profissionais e histórias de pessoas do espectro autista, a matéria aborda os principais aspectos relacionados ao TEA.
Dos diferentes tipos de diagnóstico e a importância da descoberta precoce aos tipos de tratamento, às pesquisas e evoluções na ciência com relação ao tema, passando pelo autismo na vida adulta, a reportagem é extremamente esclarecedora sobre o tema.
Confira o conteúdo completo aqui:

CARTILHA "ELE É AUTISTA: COMO POSSO AJUDAR NA INTERVENÇÃO?"


A cartilha "ELE É AUTISTA: COMO POSSO AJUDAR NA INTERVENÇÃO? Um guia para profissionais e pais com crianças sob intervenção analítico-comportamental ao autismo", de autoria de Marilu Borba e Romariz Barros, tem como objetivo apresentar a Análise do Comportamento Aplicada de forma acessível e didática, tendo como público alvo pais, professores e profissionais da saúde que atendam crianças com Transtorno do Espectro Autista.

A cartilha é uma iniciaiva da Comissão de Desenvolvimento Atípico da ABPMC.

Fonte: ABPMC

Autismo



A repórter Natalia Cuminale conversa sobre autismo com o neuropediatra José Salomão Schwartzman e com o psiquiatra Leonardo Maranhão. Os especialista explicam como identificar os primeiros sinais, falam do acompanhamento da pessoa com transtorno do espectro autista e também sobre como é o desenvolvimento de quem tem a condição.

Fonte: TVEJa

Netflix divulga trailer de nova série sobre autismo

'Atypical' discute o transtorno do espectro autista durante a adolescência



A Netflix divulgou o trailer da nova série produzida pelo streaming: Atypical. Com um tom de 13 reasons why, ela aborda o autismo na vida de um adolescente. Pelo próprio nome (tradução literal para atípico), a série vai questionar o que é ser "normal" na sociedade atualmente.

O enredo conta uma uma história sobre amadurecimento que retrata a vida de um jovem autista de 18 anos, Sam, interpretado por Keir Gilchrist (United States of Tara). Em meio a uma busca por amor e independência, o personagem vive uma jornada divertida e emocionante de autodescoberta, enfrentando empecilhos de socialização, enquanto a sua família enfrenta as mudanças em sua própria vida.

A criadora da série é Robia Rashid, que já roteirizou para How I met your mother. Ela também é produtora executiva ao lado de Mary Rohlich e Seth Gordon, que vai dirigir o piloto. 

Além de Gilchirst, a série é estrelada por Jennifer Jason Leigh (Os oito odiados), Michael Rapaport (Punhos de sangue), Brigette Lundy-Paine (O castelo de vidro) e Amy Okuda (How to get away with murder). A estreia está marcada para 11 de agosto, no canal de streaming.

Livro: Meu filho tem autismo, e agora?


O lançamento da M.books deste mês mostra como implementar várias rotinas e fundamentos de sono, alimentação e higiene em apoio à criança autista.
Um livro prático que será uma leitura essencial e capacitadora para cada pai ou mãe cujo filho recebeu o diagnóstico de autismo recentemente ou para aqueles que ainda tentam descobrir por onde começar, para ajudar seus filhos.
A autora relata que ao saber do diagnóstico, os pais buscam ajuda e suporte para que tenham força para cuidar de seus filhos pois a maioria se sente aterrorizada e toda a vida da criança passa na frente de seus olhos.
Este livro conciso e realista permitirá que os pais retomem o controle da situação e dêem os primeiros passos práticos para uma vida calma e feliz com seu filho recém-diagnosticado.

Cartilha orienta familiares de pacientes com autismo e profissionais de saúde

 
Familiares de pacientes com autismo e profissionais do Sistema Único de Saúde já podem contar com uma cartilha para qualificar o atendimento a essas pessoas. O material foi lançado pelo Ministério da Saúde durante o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, lembrado no último dia dois de abril.
A cartilha mostra uma tabela de indicadores de desenvolvimento infantil, sinais de alerta e cuidados à saúde.
Marina Kupfer, membro do departamento de psicanalise da USP, Universidade de São Paulo, reconhece a importância da cartilha para aprimorar a assistência às pessoas com autismo. "É um documento que realmente estabelece as bases para esse atendimento. E aí com is so, as famílias tem agora um documento. Elas se reconhecem nesse documento. Existe uma linha, existe um lugar no qual a criança ou a pessoa com autismo tem referência que não existia e hoje ela existe".
Diagnosticos precoce
A cartilha para qualificar o atendimento a pessoa com autismo também traz orientações sobre o diagnóstico precoce. De acordo com a coordenadora do movimento do autismo, psicanálise e saúde pública, Claudia Mascarinhos, quanto mais cedo for o diagnóstico, melhor.
"Porque a gente sabe hoje em dia, cientificamente que ao serem detectados sinais de risco de evolução para o autismo, a gente tem muitas vezes como desviar esse caminho.
Algumas das crianças não desenvolvem essa patologia. E outras crianças minimizam os efeitos prejudiciais dessa patologia se a gente detecta precocemente esses sinais de risco e a gente intervém nesse momento".
LOC/REPÓRTER: As cartilhas feitas para facilitar o diagnóstico do autismo em crianças de até três anos serão distribuídas em todo o Sistema Único de Saúde. A iniciativa faz parte do plano Viver Sem Limites do Governo Federal.
Somente no ano passado, foram encaminhados quase 900 milhões de reais para qualificar a assistência à saúde da pessoa com deficiência. (Web Rádio Saúde/Agência Saúde)
Fomte: A Crítica

Estudo analisa casos em que sintomas de autismo desapareceram

Pesquisadora trabalhou com 34 jovens que passaram a ter vida normal.
Resultado leva a crer que síndrome tem evoluções 'muito diversas', diz.
Algumas crianças com diagnóstico de autismo quando pequenas veem desaparecer completamente seus sintomas quando crescem, segundo um estudo realizado nos Estados Unidos.
"Embora o autismo geralmente persista durante toda a vida, a descoberta permite pensar que a síndrome poderia experimentar evoluções muito diversas", afirmou Thomas Insel, diretor do Instituto Americano de Saúde Mental (NIMH, na sigla em inglês), que financiou os trabalhos.
A pesquisa foi realizada pela doutora Deborah Fein, da Universidade de Connecticut (nordeste), com 34 jovens de 18 a 21 anos, que tinham sido diagnosticados com autismo em idades muito remotas e que, com o passar do tempo, tinham uma vida completamente normal.
Estes jovens não apresentavam mais problemas de expressão, comunicação, reconhecimento de rostos ou socialização, sintomas característicos do autismo.
A pesquisa, publicada na revista "Child Psychology and Psychiatry", se concentrou em saber se o primeiro diagnóstico de autismo era suficientemente exato e se os sintomas efetivamente tinham desaparecido.
A resposta foi afirmativa nos dois casos, destacou o doutor Insel. Os resultados deste estudo levam a crer que as dificuldades de socialização destas crianças eram mais brandas, embora tenham sofrido problemas de comunicação e movimentos repetitivos tão severos quanto os demais autistas.
Para a avaliação mental destes 34 indivíduos estudados, os pesquisadores usaram testes cognitivos e de observação comum, bem como questionários enviados aos pais. Para participar do estudo, os jovens tinham que estar em cursos regulares na escola ou na universidade, e não se beneficiar de nenhum serviço especial para autistas.
 
No entanto, a pesquisa não conseguiu determinar a proporção de crianças diagnosticadas com autismo que no futuro verão desaparecer os sintomas com o passar o tempo.
 
"Todas as crianças autistas são capazes de progredir com as terapias intensivas. Mas no estado atual dos nossos conhecimentos, a maioria não chega a fazer os sintomas desaparecer", disse o doutor Fein, que espera que novas pesquisas ajudem a entender melhor os mecanismos desta doença.
 
Fonte: G1

Dois milhões de brasileiros afetados pelo autismo ganham proteção da lei

Uma lei instituindo a política nacional para proteção aos direitos da pessoa com transtorno do espectro autista acabou de ser promulgada.
 
Mas a data, 27/12, espremida no meio do feriadão entre Natal e Ano-Novo, passou despercebida, assim como o problema, que atinge estimados 2 milhões de brasileiros -uma população três vezes maior do que a portadora de síndrome de Down.
 
"Os autistas no Brasil são invisíveis. A população não sabe o que é, a maioria dos profissionais não sabe do que se trata", diz o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do programa de transtornos do espectro autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.
 
É quase um quebra-cabeça compreender e reconhecer o autismo, que pode se apresentar tanto numa pessoa com alguma habilidade extraordinária e boa cognição quanto em alguém com séria deficiência intelectual e que não consegue se comunicar verbalmente.
Por isso, hoje, é chamado de espectro autista, um guarda-chuva que abriga os diversos graus de severidade do distúrbio.
 
Os diferentes tipos têm três características em comum: comprometimento na área de comunicação e linguagem; transtornos de socialização; interesses restritos e comportamentos repetitivos.
 
São alterações que podem ser chamadas de comportamentais, mas a teoria mais aceita atualmente é a de que as causas são genéticas.
 
"Existem mais de mil genes possivelmente comprometidos que podem levar ao autismo. Uns poucos são herdados, mas, na maior parte, são mutações espontâneas e imprevisíveis, ocorrem por acidente ", afirma Vadasz.
 
Os neurônios dos autistas são mais curtos e com menos ramificações, o que dificulta a condução, a transmissão e o processamento de informações. As alterações vão se manifestar até por volta de um ano e meio de vida.
 
INVISIBILIDADE
 
Isso aumenta a invisibilidade dessas pessoas. "Não dá para reconhecer pela aparência, é igual a de um bebê típico. E há casos em que o desenvolvimento no primeiro ano é normal e, depois, a criança deixa de falar e interagir. Imagine a angústia dos pais", diz Joana Portolese, neuropsicóloga e coordenadora da ONG Autismo e Realidade, de São Paulo.
 
Os casos em que o bebê começa a se desenvolver normalmente e depois volta para trás, chamados de autismo regressivo, correspondem a 10% dos autistas. Os outros 90% manifestam sintomas a partir do oitavo ou nono mês de vida, mas, na maioria das vezes, os sinais não são compreendidos pelos pais.
 
Embora não exista cura para o autismo, essas pessoas terão um prognóstico melhor se receberem tratamento -preferencialmente, o mais cedo possível.
 
As terapias incluem técnicas para desenvolver a comunicação por meio de cartões com figuras, criação de rotinas rígidas e sensibilização e orientação das pessoas que convivem com o autista.
"É lugar-comum dizer
que o autista não faz contato, mas não é bem assim. Eles entendem o que se passa ao redor. A questão é como as informações são colocadas por nós para eles", diz Portolese.
 
 
Fonte: Folha
 

Conheça seis fatores que podem causar autismo

Além da genética, novos estudos associam uso de antidepressivos, obesidade e até poluição do ar ao aumento do risco de desenvolver o distúrbio
 
Autismo: apesar de não haver um consenso sobre as causas da doença,
especialistas concordam que existem fatores genéticos e ambientais envolvidos
(Thinkstock)

 
Estabelecer com precisão as causas do autismo ainda desafia a medicina. Sabe-se que existe um componente genético envolvido, mas os pesquisadores passaram a considerar também uma série de fatores externos que podem contribuir para o desenvolvimento do distúrbio. Novos estudos mostram que a gravidez é de extrema importância. Desde o uso de antidepressivos até contrair uma gripe durante esse período aumentam as chances de ter filhos que manifestem a doença mais tarde. "Não existe um único autismo. A manifestação da doença é muito variada e o que se entende é que pode ter diversas causas", afirma Guilherme Polanczyk, psiquiatra infantil do Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. Ele explica que os fatores ambientais podem aumentar o risco do surgimento de uma doença, mas isso não significa que apenas um deles é suficiente para causá-la – ou que todos sejam necessários. Conheça os fatores apontados pelas mais recentes pesquisas.
 
Uso de antidepressivos
O uso de antidepressivos durante a gravidez pode dobrar o risco do filho desenvolver autismo. Essa é a conclusão de um estudo realizado na Califórnia e publicado no periódico Archives of General Psychiatry em novembro de 2011, que envolveu 298 crianças com distúrbios do espectro do autismo (ASD, na sigla em inglês) e 1.507 crianças no grupo de controle. O uso de tais medicamentos foi relatado por 6,7% das mães de crianças autistas, contra 3,3% das mães no grupo de controle. Essa relação é considerada mais forte caso os medicamentos sejam utilizados no primeiro trimestre da gravidez.
 
Gripe ou febre persistente
Um estudo preliminar realizado com quase 96.736 crianças nascidas na Dinamarca entre 1997 e 2003, publicado em novembro de 2012 na revista americana Pediatrics, mostrou que a incidência de gripe ou febre prolongada durante a gravidez pode ser um fator de risco para o autismo.
De acordo com os pesquisadores, as crianças cujas mães tiveram gripe durante a gravidez tinham duas vezes mais chances de serem diagnosticadas com distúrbios do espectro do autismo (ASD) antes de completarem três anos de idade. No caso de febres com duração de uma semana ou mais, o risco pode ser até três vezes maior.
 
Obesidade, diabetes e pressão alta
Mães obesas têm chances maiores de ter filhos autistas. De acordo com um estudo publicado no periódico Pediatrics em abril de 2012, a obesidade materna aumenta em até 67% a chance da criança sofrer do distúrbio.
A pesquisa envolveu com 517 crianças com distúrbios do espectro do autismo (ASD, na sgila em inglês), 172 com distúrbios do desenvolvimento e 315 com desenvolvimento normal, nascidas na Califórnia entre janeiro de 2003 e junho de 2010, e mostrou que a incidência de diabetes, hipertensão e obesidade das mães era maior no grupo que apresentava a doença do que no grupo de controle.
Além disso, dentre as crianças com ASD, aquelas cujas mães tinham diabetes apresentavam dificuldades relacionadas à linguagem, em comparação com os filhos de mulheres não-diabéticas.
 
Vitamina D
Diversos estudos associam baixos níveis de vitamina D no sangue a doenças autoimunes. Um estudo publicado em agosto de 2012 no periódico Journal of Neuroinflammation aponta uma relação entre a falta dessa vitamina e o autismo
A pesquisa foi realizada com 50 crianças autistas, entre 5 e 12 anos, e 30 crianças com desenvolvimento normal. Entre as crianças com autismo, 88% delas tinham insuficiência ou deficiência (sendo a última a mais severa) de vitamina D. Ao mesmo tempo, 70% dos pacientes com a síndrome apresentaram níveis elevados do autoanticorpo denominado anti-MAG (glicoproteína associada à mielina). Autoanticorpos são células do sistema imunológico que atuam contra proteínas do próprio indivíduo que as produz, e por isso estão associados a doenças auto-imunes, como diabetes tipo 1 e lúpus sistêmico, por exemplo.
Os pesquisadores acreditam que a deficiência de vitamina D pode contribuir para a produção do autoanticorpo, mas a relação de tal vitamina com o autismo ainda não é clara.
 
 
Tabagismo
Fumar durante a gravidez está associado a distúrbios menos graves relacionados ao autismo, como a Síndrome de Asperger. Essa é a conclusão de um estudo realizado pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), nos EUA, que analisou dados de 633.989 crianças nascidas entre 1992 e 1998. Por outro lado, não foi identificada relação entre o fumo na gravidez e o autismo comum.
 
Poluição do ar
A poluição do ar é um fator ambiental que tem sido relacionado ao autismo por diversos estudos. Uma pesquisa de 2010, realizada na Califórnia, mostrou que crianças que viviam a menos de 300 metros de rodovias tinham o dobro de chance de desenvolver autismo do que aquelas que viviam mais longe.
Os mesmos pesquisadores publicaram um estudo em novembro de 2012, no periódico Archives of General Psychiatry, que aprofunda tais resultados. Participaram 279 crianças diagnosticadas com autismo e outras 245 que não apresentavam a doença. As mães informaram os endereços em que viveram durante a gestação e o primeiro ano da criança e os pesquisadores analisaram os níveis de poluição do ar em cada local. O resultado mostrou que as crianças que foram expostas aos maiores níveis de poluição causada por veículos tinham até três vezes mais chances de desenvolverem autismo.
 
 
Fonte: Veja
 

Tratamento controverso para autismo faz mais mal do que bem

Quelação

Um tratamento polêmico para desordens do espectro autista (DEA) - comumente conhecidas como autismo - não somente é ineficaz, mas pode ser prejudicial aos pacientes, alertam pesquisadores.

O tratamento, conhecido como quelação, tenta eliminar do corpo metais como o mercúrio.

Mas muitos cientistas afirmam que nunca se comprovou devidamente a conexão entre o autismo e esses íons metálicos.

A aprovação do uso clínico da quelação tem sido motivo de controvérsia entre os médicos e as autoridades de saúde há anos.

Riscos da quelação

Quelato é um composto químico que deriva seu nome do grego chele, que significa pinça, devido à forma como os íons metálicos são capturados pelo composto usado no tratamento da quelação.

Mas o novo estudo mostra que esses compostos não são inertes.

"As substâncias químicas utilizadas no tratamento de quelação têm uma infinidade de efeitos colaterais potencialmente graves, como vômitos, febre, hipertensão, hipotensão, arritmias cardíacas e hipocalcemia, podendo causar parada cardíaca," disse Tonya N. Davis, médica da Universidade de Baylor (EUA) e líder do estudo.

Em um exemplo citado na pesquisa, "uma criança de 5 anos de idade com diagnóstico de DEA morreu de parada cardíaca causada por hipocalcemia ao receber a quelação intravenosa."

Falta de sustentação científica

Em 2008, um estudo clínico do tratamento de quelação para o autismo foi suspenso devido a potenciais riscos de segurança associados com a técnica.

"A terapia de quelação representa um cenário do tipo 'carro na frente dos bois', em que a hipótese que dá suporte ao uso de quelante não foi validada antes de ser usada como uma forma de tratamento," diz a pesquisadora.

"As evidências não sustentam a hipótese de que os sintomas de DEA estejam associados com níveis específicos de metais no corpo," conclui a Dra. Davis.

Fonte: Diário da Saúde

Tratamento precoce melhora função cerebral de crianças com autismo segundo um novo estudo da Yale School of Medicine

 Yale News - 06 de novembro de 2012
Quando se inicia um tratamento precoce com crianças com transtornos do espectro do autismo (ASD em inglês) se consegue melhorias significativas na comunicação, comportamento e mais impressionante, na função cerebral, é o que diz um novo estudo da Yale School of Medicine.
 O estudo foi publicado na edição atual do Journal of Developmental Disorders e pelo Centro de Estudos da Criança da Universidade de Yale, com os pesquisadores Dr. Fred Volkmar, A. Kevin Pelphrey, e seus colegas.
Os resultados sugerem que os sistemas cerebrais que apoiam a percepção social respondem bem a um programa de intervenção precoce de comportamento chamado de ‘Pivotal response treatment’. Este tratamento inclui treinamento dos pais, e emprega jogos em seus métodos.
O autismo é um distúrbio neurobiológico complexo que inibe a capacidade de uma pessoa para comunicar e desenvolver relações sociais, e muitas vezes são acompanhados por novos desafios comportamentais. Até recentemente, o diagnóstico de autismo normalmente não ocorria até que a criança tivesse cerca de três a cinco anos de idade, quando então recebiam orientação para os programas de tratamento. Hoje, Volkmar e sua equipe estão realizando o diagnóstico de crianças com a idade de um ano. O ‘Pivotal response treatment’, desenvolvido na Universidade da Califórnia-Santa Barbara, combina aspectos do desenvolvimento e da aprendizagem e seu desenvolvimento, e fácil de implementar em crianças menores de dois anos.
No estudo atual, a equipe usou imagens de ressonância magnética funcional - pela primeira vez - para medir as mudanças recentes na atividade cerebral de duas crianças com ASD com cinco anos de idade que receberam o ‘Pivotal response treatment’. O co-autora Pamela Ventola utilizou este método de tratamento para identificar objetivos comportamentais distintos para cada criança no estudo, e depois reforçou essas habilidades específicas com tratamento que envolvia atividades lúdicas motivacionais.
A equipe descobriu que as crianças que receberam o tratamento apresentaram melhoras no comportamento, e foram capazes de falar com outras pessoas. Além disso, as imagens da ressonância magnética mostraram um aumento na atividade cerebral aumentada nas regiões que apoiam a percepção social.
Os resultados deste estudo são de duas crianças, mas os pesquisadores estão atualmente conduzindo um estudo em larga escala com 60 crianças. Pelphrey disse que, embora as crianças do presente estudo recebessem o mesmo tipo de tratamento, os resultados não foram homogêneos, porque a ASD é uma doença multifacetada que tem um efeito exclusivo em cada criança.
Para Volkmar estes resultados são o primeiro passo de uma nova abordagem para o planejamento do tratamento.
"A pesquisa sobre o autismo já percorreu um longo caminho", disse ele. "Estes resultados são animadores porque eles demonstram que a intervenção precoce funciona no autismo”.
Fonte texto e imagem: Yale News
Para ver o estudo siga o link: Child Study Center

Pesquisa associa gripe na gravidez com risco de autismo para o bebê

Estudo ainda revela que episódios de febre prolongada durante a gestação estão relacionados a um aumento de três vezes no risco de autismo. Uso de antibióticos também aumenta o risco, diz a pesquisa
 
Os autores do estudo recomendam às grávidas que sejam vacinadas contra a gripe
(Loic Venance/AFP)
A gripe durante a gravidez está associada com uma chance duas vezes maior de conceber um filho autista, sugere um estudo realizado na Dinamarca e publicado nesta segunda-feira na revista Pediatrics, editada pela Academia Americana de Pediatria.
A pesquisa, baseada em entrevistas com as mães, envolveu 96.736 crianças dinamarquesas de 8 a 14 anos nascidas entre 1997 e 2003. Deste total, apenas 1% (976) foi diagnosticado com autismo.
Mas quando os autores perguntaram às mães se haviam sofrido algum tipo de enfermidade durante a gravidez, o risco de ter um filho autista mais que dobrou entre as que relataram a ocorrência de gripe. O risco até triplicou quando as mães tiveram febre por períodos prolongados, de sete dias ou mais de duração, antes da 32ª semana de gravidez.
 
O uso de antibióticos também foi associado com um aumento do risco de autismo nos bebês. "Esta relação entre antiobiótico e autismo é algo novo e ainda não confirmado", afirma o estudo. Diante do vínculo observado entre a gripe da mãe e o autismo da criança, os autores do estudo recomendam às mulheres grávidas que se vacinem por precaução.
 
Os pesquisadores realizaram o estudo com base em resultados de uma investigação realizada com ratos que sugeriu que a ativação do sistema imunológico materno durante a gravidez pode provocar deficiências no desenvolvimento neuronal do feto.
Os autores deixam claro, no entanto, que os "resultados não sugerem que as infecções leves, episódios febris, ou o uso de antibióticos durante a gravidez são fatores de risco para o autismo." Segundo as conclusões do estudo, "as descobertas podem ser casuais."
 
"As grávidas devem continuar fazendo o que sempre fizeram"
Hjördis Ósk Atladóttir
Pesquisadora do Departamento de Saúde Pública da Universidade Aarhus, da Dinamarca

A pesquisa deve preocupar as mães que tiveram gripe durante a gravidez?
 
Mesmo que tenhamos encontrado um risco aumentado de autismo por causa da gripe e de longos períodos de febre durante a gravidez, o estudo continua sendo especulativo. Eu gostaria de enfatizar que a prevalência normal do autismo é de 0,4% da população. Então, mesmo que o risco dobre ou triplique, ele acaba chegando a uma prevalência de 1%. Como resultado, 99% das mulheres que disseram ter tido gripe ou febre durante a gravidez não terão crianças com autismo.

Por causa das infecções urinárias, é muito comum tomar antibióticos durante a gravidez. O que as mulheres deveriam fazer neste caso?
 
Eu não recomendaria às mulheres grávidas fazer absolutamente nada diferente do que estão acostumadas a fazer. Se elas precisam de antibióticos, elas devem tomá-los. Se precisarem de uma vacina contra a gripe, devem recebê-la. Não queremos que as mulheres grávidas se preocupem. O resultado do estudo é explorativo.

Vocês pretendem conduzir outros estudos para estabelecer com certeza as causas dessa relação entre gripe, febre, antibióticos e autismo?
 
Estou interessada em fazer isso no futuro, mas leva bastante tempo para coletar informações. Neste meio tempo, acredito que outros pesquisadores ao redor do mundo vão levar essa pesquisa adiante.
 
Fonte: Veja

O mundo de uma garota com autismo

Adolescente com o transtorno ajuda a criar site que simula suas impressões sensoriais
Quando a canadense Carly Fleischmann tinha 2 anos, seus pais perceberam que ela se desenvolvia de forma diferente de sua irmã gêmea – não olhava para o rosto das pessoas, gritava com frequência, balançava o corpo para a frente e para trás por horas seguidas e não havia aprendido a falar ou a andar. Pouco depois veio o diagnóstico: uma forma severa de transtorno do espectro autista (TEA). Ela foi submetida a intervenções terapêuticas desde cedo, mas aparentemente apresentava poucos resultados.

No entanto, como conta seu pai, Arthur Fleischmann, aos 11 anos a menina surpreendeu a família e médicos e psicólogos que a acompanhavam: sentou-se um dia na frente do computador e, controlando os braços que insistiam em tremer, digitou as palavras “dor” e “ajuda”. Até então ela nunca havia dito ou escrito nada. Aos poucos, começou a escrever frases completas, lentamente, mas com fluência. “Se eu não bater a cabeça, parece que meu corpo vai explodir! É como se lutasse com meu cérebro o tempo todo”, digitou. Segundo relata, sua mente se sobrecarrega com sons, luz, sabores e aromas.

Hoje, aos 17 anos, Carly ofereceu informações para criar um site que simula a “descarga sensorial” que recebe em situações cotidianas, como ir a uma lanchonete – “Criamos saídas para bloquear a entrada excessiva de informações”, explica sobre alguns movimentos estereotipados de pessoas com autismo, como balançar os braços e girar o corpo.

Ao conferir a página da adolescente – que também escreveu, junto com seu pai, um livro sobre sua história, A voz de Carly (2012, sem edição em português) –, tem-se uma ideia de como eventos simples envolvem uma quantidade desgastante de estímulos para alguém com autismo:
www.carlyscafe.com

Fonte: Mente e Cérebro

O que é Terapia ABA?

Saiba um pouco mais sobre a Terapia ABA



Dr. Robson Faggiani é psicólogo e mestre em Psicologia Experimental; especializou-se no atendimento de adultos típicos e de pessoas diagnosticadas com autismo. Atualmente, realiza doutorado na Universidade de São Paulo.

Forma rara de autismo poderia ser tratada com suplementos alimentares, segundo estudo


Um simples suplemento alimentar poderia ajudar a tratar um tipo raro de autismo que está vinculado à epilepsia e, ao que tudo indica, a uma deficiência de aminoácidos, segundo um estudo publicado na revista Science esta semana.
Cerca de 25% das pessoas que sofrem de autismo são também epilépticos, ou seja, possuem um problema nas conexões elétricas cerebrais caracterizado por convulsões cujas causas são em sua maior parte desconhecidas.
Pesquisadores americanos da Universidade da Califórnia em San Diego e de Yale (Connecticut, nordeste dos Estados Unidos) foram capazes de isolar uma mutação genética em alguns pacientes autistas epilépticos que acelera o metabolismo de certos aminoácidos, o que gera uma carência.
Esta descoberta poderia ajudar os médicos a diagnosticar este tipo de autismo mais rapidamente, o que permitiria também começar um tratamento mais cedo.
Segundo os autores deste trabalho seria possível também tratar esta forma de autismo com suplementos alimentares que contêm os chamados aminoácidos ramificados, como mostram experimentos realizados com camundongos geneticamente modificados para ter a mesma mutação genética.
"Foi muito surpreendente encontrar mutações genéticas que afetam o metabolismo e que são específicas do autismo e podem ser potencialmente tratadas", afirmou o coautor do estúdio Joseph Gleeson, professor de neurociência da Universidade da Califórnia, em San Diego.
"O que é mais excitante é que o potencial tratamento é óbvio e simples: trata-se de dar aos pacientes afetados os aminoácidos que faltam a seu organismo", disse.
O professor Gleeson e seus colegas sequenciaram uma parte do genoma de crianças autistas em duas famílias que sofriam epilepsia e que contavam com a mutação do gene que regula o metabolismo dos aminoácidos ramificados.
A equipe de Gleeson realizou testes com suplementos alimentares comuns disponíveis em herbários em camundongos modificados geneticamente.
Os camundongos com a mutação genética específica mostraram sintomas de autismo, incluindo ataques de epilepsia, mas ao serem tratados com suplementos alimentares, a condição deles melhorou.
"Estudar os animais foi essencial para nossa descoberta", afirmou Gaia Novarino, do laboratório Gleeson, e principal autor do estudo.
"Uma vez que descobrimos que podemos tratar a condição em camundongos, a questão era se funcionaria de forma eficaz em nossos pacientes", disse.
Os pesquisadores forneceram o suplemento a pacientes humanos, mas ainda não há dados suficientes para determinar se o tratamento serviu para melhorar os sintomas do autismo.
Fonte: Terra

Curso - Transtorno do Espectro Autista e Atraso no Desenvolvimento

Cursos de Transtorno do Espectro Autista e Atraso do Desenvolvimento (Curta duração).
Publico-alvo: Profissionais e estudantes da area da saúde e educação, pais, familiares e cuidadores.

Jovens com Transtorno do Espectro do Autismo podem se beneficiar com jogos de video game?

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças nos EUA, uma em 88 crianças tem transtorno do espectro autista (ASD), um amplo grupo de transtornos de neurodesenvolvimento. Crianças e adolescentes com este transtorno geralmente são fascinados por tecnologia (baseado em tela), como os jogos de video game, e estes podem ser usados para fins educativos e de tratamento, como descrito em uma discussão esclarecedora em uma Mesa Redonda publicada em  Games for Health Journal: Research Development, and Clinical Applications
Indivíduos com ASD têm dificuldade em comunicação e interação social, mas muitas vezes eles têm particularmente boas habilidades visuais e respondem bem a esses estímulos. Os videogames oferecem oportunidades para o sucesso da aprendizagem, a motivação para melhorar suas habilidades como planejamento, organização, auto-controle e reforço de comportamentos desejados, sem a necessidade de interação humana direta.
O autismo é uma área de crescente interesse para a comunidade que continua a explorar os vários aspectos de como a tecnologia de videogame pode ser benéfico no tratamento deste complexo espectro de transtornos. "Comparing Energy Expenditure in Adolescents with and without Autism while Playing Nintendo® Wii™ Games" ( http://online.liebertpub.com/doi/full/10.1089/g4h.2011.0019 )
"As crianças e os adolescentes com ASD têm oportunidades únicas para capitalizar o seu interesse e aptidão em videogames como um recurso para desenvolver desejados comportamentos sociais e habilidades para a vida além de aumentar a atividade física", afirma Jogos para a Saúde Jornal Editor-Chefe Bill Ferguson , PhD, que moderou a Mesa Redonda.

Pais mais velhos têm mais chances de passar mutações nocivas aos filhos

Pesquisa mostra que, quanto maior a idade do pai, maiores as chances de ele transmitir mutações genéticas prejudiciais aos filhos, como as responsáveis pelo autismo e esquizofrenia
Estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature mostrou que a idade em que um pai tem seu filho pode influenciar no número de mutações genéticas que a criança vai herdar. Quanto mais velho ele for, maiores as chances de seu esperma carregar mutações que podem desencadear doenças como autismo e esquizofrenia.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da deCODE Genetics, empresa dedicada ao estudo genético da população da Islândia. Eles analisaram as informações genéticas de 78 famílias, todas compostas por pai, mãe e filho. Desses filhos, 44 tinham autismo, e 21, esquizofrenia. Os pesquisadores procuraram por mutações no DNA das crianças que não estavam presentes em nenhum dos pais e deveriam ter surgido espontaneamente.
Ao analisar os resultados, os pesquisadores descobriram que os pais transmitiram quatro vezes mais mutações que as mães. A média foi de 55 mutações paternas contra 14 maternas. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque o esperma é produzido continuamente ao longo da vida, pela divisão sucessiva das células reprodutivas. A cada divisão, elas podem adquirir novas mutações. As mães, ao contrário, já nascem com a quantidade de óvulos que vão usar por toda a vida.
O estudo também mostrou que o número de mutações passadas de pai para filho crescia conforme a idade paterna, numa média de duas novas mutações a cada ano de vida. Segundo os pesquisadores, um pai de 36 anos passaria a seu filho o dobro de mutações que um de 20 anos. Já um pai de 70 anos, passaria oito vezes mais.
Estilo de vida — Algumas das mutações genéticas identificadas pelos cientistas haviam sido relacionadas por outros estudos a condições como autismo e esquizofrenia. Por causa disso, uma das hipóteses levantadas pelos pesquisadores é que a idade cada vez maior em que os homens se reproduzem pode ser uma das causas do aumento do número de crianças com autismo nos Estados Unidos.
Na própria Islândia, a idade média em que os homens têm filhos aumentou de 28 para 33 anos entre 1980 e 2011. Nesse período, segundo o estudo, o número de mutações transmitidas para as crianças subiu de 60 para 70. Os cientistas destacam, no entanto, que a grande maioria dessas mutações não causa nenhum tipo de dano. Na verdade, algumas delas podem até trazer vantagens evolutivas.
Fonte Veja