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SBP solicita proibição de funks considerados nocivos à infância

A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) protocolou nesta quarta-feira, 7 de fevereiro, uma representação junto ao Ministério Público da Infância e Juventude do Rio de Janeiro. A motivação da ação são as músicas "Surubinha de Leve", de MC Diguinho, e "Oh Novinha", de MC Don Juan. O objetivo é censurar as músicas como forma de regular o acesso de crianças e adolescentes ao seu conteúdo.

Em nota oficial, a SBP afirma que tais produções são nocivas ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. A iniciativa integra um plano de ação da entidade, que regularmente vem cobrando do Ministério Público medidas contra a veiculação de canções e outros produtos culturais com conteúdo inadequado.
Esta semana, a representação foi encaminhada para a Procuradoria Geral da República, solicitando "providências para interromper a reprodução imediata das músicas". No texto de defesa da SBP, a instituição defende que as referidas produções "promovem o estupro, a violência e outros crimes, bem como incitam o desrespeito às mulheres, podendo ser elementos prejudiciais na formação de crianças e adolescentes".
REPRESENTAÇÃO – A SBP levou, nesta semana, uma representação à Procuradoria Geral da República (PGR) pedindo que o órgão "tome providências para interromper a reprodução imediata" das músicas "Só surubinha de leve", de MC Diguinho, e "Oh novinha", de MC Don Juan. Em nota, a entidade fala em músicas "cujo conteúdo promove o estupro, a violência e outros crimes, bem como incitam o desrespeito às mulheres, podendo ser elementos prejudiciais na formação de crianças e adolescentes". http://bit.ly/2BM0ftJ

"A prevenção contra a apologia ao estupro, contra o estímulo ao consumo precoce de álcool e drogas e contra a banalização do corpo e das relações sexuais são foco de uma representação que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) junto ao Ministério Público Federal e Ministério Público da Infância e Juventude do Estado do Rio de Janeiro. A entidade está preocupada com a exposição de crianças e adolescentes a produtos culturais (canções, clipes, games, filmes, seriados, etc.), cujo conteúdo pode fragilizar ainda mais o processo de formação e desenvolvimento dessa população"

Na página da instituição, mães, pais e usuários têm se manifestado em relação à medida. Por meio dos comentários deixados nos posts de divulgação da ação, percebe-se que a maioria se mostra favorável. "Parabéns pela iniciativa. As crianças merecem produtos culturais que respeitem o seu desenvolvimento físico, psíquico e emocional", disse um usuário. "A proteção da infância é dever de toda a sociedade. Parabéns pela iniciativa!", defendeu outro.
Em janeiro deste ano, as plataformas de música e audiovisual Spotify, Deezer e YouTube retiraram do ar a música “Só Surubinha de Leve”, sob acusações de apologia ao estupro. A estudante paraibana Yasmin Formiga, de 20 anos, foi quem iniciou os protestos contra a música nas redes sociais. “Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam. Sua música aumenta a misoginia. Sua música aumenta os dados de feminicídio. Sua música machuca um ser humano”, declarou ela em uma postagem que viralizou nas redes.
Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam. Sua música aumenta a misoginia. Sua música aumenta os dados de feminicídio. Sua música machuca um ser humano. Sua música gera um trauma. Sua música gera a próxima desculpa. Sua música tira mais uma. Sua música é baixa ao ponto de me tornar um objeto despejado na rua.

Porém, a questão acende uma discussão mais ampla sobre proteção à infância e até mesmo sobre o próprio conceito de Cultura. Como formar educadores e professores aptos a discutir valores e formação de identidade com as crianças? Como garantir, de forma efetiva, os direitos das crianças em questões como consumo cultural? Como abrir, em âmbito familiar, um caminho de diálogo aberto e consciente sobre assuntos considerados tabus, como sexualidade, desigualdade de gênero, violência urbana e sexual? Refletir sobre essas questões é fundamental quando o assunto é desenvolvimento infantil.

E se meu filho não engatinhar?




Por volta dos 6 meses as crianças começam a se sentar com mais firmeza e aos 8 meses costumam engatinhar. Quando isso não acontece a ansiedade dos pais aparece: e agora, doutora, será que meu filho terá algum prejuízo se não engatinhar? Até quando a criança pode começar a andar? É normal não engatinhar?

Gagueira



A gagueira é uma interrupção na fluência verbal que se caracteriza por repetições ou prolongamentos de sons e sílabas. Essas vacilações na fala não são prontamente controláveis e podem ser acompanhadas por outros movimentos e por emoções de natureza negativa, tais como medo, embaraço ou irritação.

A gagueira do desenvolvimento é um distúrbio muito freqüente: aproximadamente 1% da população sofre desta condição e costuma surgir entre 2 e 5 anos de idade.

Record publica reportagem completa sobre Autismo

"Neurocientistas alertam que uma a cada sessenta e oito crianças tem autismo no Brasil" é o título da grande reportagem que foi ao ar pelo Domingo Espetacultar, da Record,  no último domingo (11/03).
Com depoimentos de mães, pais, profissionais e histórias de pessoas do espectro autista, a matéria aborda os principais aspectos relacionados ao TEA.
Dos diferentes tipos de diagnóstico e a importância da descoberta precoce aos tipos de tratamento, às pesquisas e evoluções na ciência com relação ao tema, passando pelo autismo na vida adulta, a reportagem é extremamente esclarecedora sobre o tema.
Confira o conteúdo completo aqui:

Mãe confisca eletrônicos dos 4 filhos e eles se vingam do jeito mais ingênuo possível

Mãe de quatro, Michelle Gigger contou do ocorrido no Twitter. O post viralizou e ela recebeu críticas

Na casa de Michelle: sexta à noite os aparelhos são liberados

Michelle Gigger é uma professora e mãe de quatro: duas crianças de 8 e dois pré-adolescentes de 11 e 13. Para acabar com o problema das noites mal dormidas dos pequenos estudantes, que não largavam seus eletrônicos até altas horas da madrugada, ela baixou um decreto daqueles: nada de aparelhos ligados à noite. Mas, um belo dia, eles resolveram se vingar. E não poderia ter sido de um jeito mais divertido.

Enigma matemático indecifrável em prova para crianças viraliza e gera polêmica na China

getty images
Alunos de uma escola primária na China foram surpreendidos com um problema matemático que os deixou bastante confusos. A perplexidade veio ao se depararem com a seguinte pergunta: "Se um barco transporta 26 ovelhas e 10 cabras, quantos anos tem o capitão?".
O problema foi apresentado em uma prova para alunos de 11 anos de idade. E a questão, aparentemente impossível de ser respondida, não só virou tema de debate na escola, como também gerou polêmica nas redes sociais.
As diferentes tentativas de respondê-la geraram tanta discussão que autoridades chinesas precisaram explicar por que os educadores escolheram tal pergunta. A justificava foi de que o objetivo era estimular o "pensamento crítico" dos alunos.
A questão gerou muitas respostas curiosas, divertidas e até insólitas.
"O capitão tem que ter pelo menos 18 anos porque, para conduzir um barco, é preciso ser adulto", respondeu um dos alunos.

A misteriosa e exclusiva escola criada por Elon Musk para educar seus filhos

Fundador da Tesla e da SpaceX tirou seus cinco filhos de uma prestigiada escola para crianças superdotadas e criou a Ad Astra, um centro privado do qual pouco se sabe.


Inicialmente, um site da Ad Astra podia ser acessado pelos
responsáveis dos alunos, mas ele não está mais disponível.
(Foto: Reprodução)

Insatisfeito com a educação que seus filhos estavam recebendo, Elon Musk fez o que muitos outros pais fariam: tirou-os da escola em questão.
Mas o que o fundador e diretor da Tesla e da SpaceX fez em seguida está fora do alcance da maioria: ele criou a sua própria escola, a Ad Astra (em latim, "Para as estrelas").
Sem um site ou visitas abertas ao público em geral, a Ad Astra opera há três anos em Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos, rodeada por mistério e segredo.
"Criei uma pequena escola", disse o empresário em entrevista a uma televisão chinesa em 2015, meses após a abertura da Ad Astra.

App dá recompensas para estudantes ficarem longe do celular

Estudantes ganham pontos a cada 20 minutos sem usar o telefone e podem trocá-los por cafés, pipocas no cinema e livros.


Os três fundadores querem achar uma solução para a
 distração causada pelos celulares (Foto: Hold
)


Um aplicativo que recompensa estudantes pelo tempo que eles ficam longe do celular está sendo lançado no Reino Unido. Chamado de Hold, foi desenvolvido por três estudantes que se conheceram na Copenhagen Business School e quiseram desenvolver algo para ajudar a combater o problema da distração provocada pelo celular.

O curso que ensina a ser feliz e se tornou o mais concorrido da Universidade de Yale

Mais de 1,2 mil alunos de uma das melhores universidades dos EUA se inscreverem nas aulas de Psicologia e Vida Boa da professora Laurie Santos. O que a disciplina tem de especial para bater o recorde de popularidade?


O curso é ministrado pela psicóloga Laurie Santos
 (Foto: Schirin Rangnick/Universidade de Yale


Um quarto dos alunos da Universidade de Yale, nos EUA, se inscreveu em janeiro em uma nova matéria chamada Psicologia e Vida Boa, que ensina como ser feliz.
"O objetivo é que os estudantes aprendam a ciência da felicidade e a ponham em prática", disse Laurie Santos, professora da matéria, ao jornal universitário Yale Daily News.

Bebê ajuda a prevenir bullying em escola no Canadá

Objetivo de visitas de Naomi, de sete meses, é elevar capacidade emocional e social de alunos; aulas fazem parte de programa que acontece em outros sete países.
Bebê ajuda a prevenir bullying em escola no Canadá
 (Foto: Reprodução/BBC)

Naomi tem apenas sete meses, mas já tem um "emprego". E seu trabalho é sério.
O bebê ensina empatia a crianças de nove e dez anos de uma escola no Canadá.
O objetivo é elevar a capacidade emocional e social dos alunos.

Professora cria site para contar histórias infantis em Libras

A internet é uma ferramenta importante para democratizar o acesso a conteúdos e, além disso, é um espaço que reúne diferentes assuntos e interesses.
Crianças com acesso à internet têm a possibilidade de escolher seus canais de preferência, mas ainda existem algumas exclusões. Deficientes auditivos ainda encontram barreiras, já que a linguagem em libras nem sempre é aplicada.
Pensando nisso, Carolina Hessel, docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e uma das responsáveis pela disciplina de Língua Brasileira de Sinais (Libras) na Faculdade de Educação,  criou o projeto Mãos Aventureiras. É um site e canal no Youtube onde ela conta histórias de literatura infantil em Libras.

Alunos tímidos precisam de abordagem que respeite a introspecção

O espaço escolar está se tornando cada vez mais desafiador para os introvertidos. É preciso cuidado para que as práticas não levem ao sofrimento em vez de servir de estímulo

Foto: Bigstock

Nada de preconceito com os tímidos. Quando se fala em escola do futuro, chama atenção as propostas de mudanças pedagógicas que impactam diretamente o comportamento dos estudantes, cada vez mais inseridos em situações interativas. Para frente, prometem-se ainda mais métodos de aprendizagem compartilhada, espaços de convivência fora de quatro paredes e salas de aula invertida (Flipped Classroom), quando o aluno é o protagonista em uma discussão, tendo estudado antes a matéria e vai para a aula apenas para aprofundar o aprendizado com professor e colegas. São práticas e didáticas que são eficientes em alguns casos, mas podem prejudicar estudantes com tendência introspectiva.

A cultura da colaboração e autoexposição forçada acaba subvalorizando os introvertidos, segundo a escritora e conferencista norte-americana Susan Cain, autora do livro “O poder dos quietos”. A palestrante, que tem uma apresentação de sucesso em um TED Talk (Quiet: The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking ), alerta para a falta de respeito aos diferentes perfis de estudantes dentro da escola – algo que pode prejudicar os introvertidos – quase um terço da população.
Tímidos são bons ouvintes, geralmente bem comportados e trabalham bem nas tarefas escolares. Há tímidos que não gostam de ficar no meio de pessoas, mas existem tímidos que gostam de ficar com pessoas (sociáveis). Esse segundo tipo pode sofrer um pouco mais - porque parece que o mundo de hoje exige que todos sejam supersociáveis.
LIDIA WEBER
 professora sênior do Doutorado em Educação da UFPR
Da mesma forma como seria uma violência obrigar um canhoto a ser destro, e vice-versa, não respeitar a introspecção de alunos com essa tendência pode empobrecer a convivência. Nesse cenário, a escola tem o desafio de permitir que os alunos mais inibidos possam se expressar de forma diferente, mesmo que não seja pela palavra.

“A criança mais silenciosa tem papel dentro do grupo também, importante para o equilíbrio”, explica a psicóloga e filósofa Alba Regina Bonotto.“As mais introspectivas falam pouco, mas servem para dar força para os que falam mais. Professores ou alunos que não sabem lidar com o silêncio são mais barulhentos e acabam projetando naquela pessoa fantasmas e medos. A pessoa introspectiva serve para revelar o outro.”
Mais do que uma característica que pode ser vista como defeito ou qualidade, a introspecção e os momentos de silêncio são fundamentais para o aprendizado. A professora do Departamento de Psicologia Educacional da Unicamp, Ana Archangelo, lembra que a instituição escolar é, por definição, um espaço que requer grande investimento cognitivo e afetivo por parte de todos e que aprender (e ensinar) envolve processos internos complexos, como o contato com a frustração por não se saber tudo. “Todos nós precisamos de experiências compartilhadas, de troca e de cooperação, que envolvam claramente a figura do outro. Mas há muito movimento na introversão, investimento psíquico, que nos permite maior contato com os processos de transformação que nos movem”, diz.

A ciência de olho nos introvertidos

Mais do que resultado da educação e dos estímulos recebidos, a introversão ou timidez tem sido apontada pela ciência como fruto de características genéticas e neurológicas. Há mais de 30 anos, o psicólogo Jerome Kagan, da Universidade Harvard, acompanhou 500 bebês avaliando seu crescimento e a intensidade do choro, a taxa cardíaca, pressão e temperatura. Observando a diferença de perfil, entre bebês reservados e extrovertidos, verificou diferenças biológicas, ocasionadas pelas funções da amígdala (região do cérebro). A amígdala também foi destaque em pesquisa da Universidade de Vanderbilt, que demonstrou que essa área primitiva influencia um comportamento mais inibido nas pessoas, e emoções como o medo e a ansiedade.

Estudo de outra universidade norte-americana, de Iowa, demonstrou que o cérebro relaxa de forma diferente entre os dois perfis de pessoas. No Brasil, um estudo da PUCRS fez um levantamento em sala de aula, ouvindo mais de 50 mil estudantes de 11 a 32 anos. A pesquisa apontou que até 25% dos estudantes têm sinais de timidez e depressão, preferindo não trabalhar em grupo e participar pouco da aula. Outro estudo gaúcho em parceria com a USP levantou que 20% dos estudantes têm algum grau de fobia social. “Mas, biologia não é destino!”, afirma a psicóloga e pesquisadora Lidia Weber, professora sênior do Doutorado em Educação da UFPR. Ela explica que a forma como a pessoa vai lidar com a timidez ou introversão depende de como a família e a escola trabalham com isso. “As causas da timidez podem ser de origem temperamental (biológica), mas mais importantes são os comportamentos aprendidos e experiências traumáticas ou não. Se os pais percebem que o filho apresenta certa introversão podem, sim, incentivar, aos poucos, a aproximação com outros, pois as relações sociais são fundamentais para o ser humano.”

Aumento de transtornos mentais entre jovens preocupa universidades

Casos frequentes de alunos com ansiedade e depressão têm levado instituições públicas 

a criar núcleos de prevenção e atendimento psicológico; estudantes também 

organizam grupos de apoio nas redes sociais para compartilhar relatos e oferecer ajuda


Alunas de Medicina, Karen e Anna participam de grupo que
fez ciclo de palestras para tratar de saúde mental Foto: Alex Silva/Estadão

A euforia sentida por Evair Canella, de 25 anos, ao entrar em Medicina na Universidade de São Paulo (USP) se transformou em angústia e tristeza. Ao encarar a pressão por boas notas, a extenuante carga horária de aulas, as dificuldades financeiras para se manter no curso e os comentários preconceituosos por ser gay, ele foi definhando. “Tinha muitas responsabilidades, com muitas horas de estudo.” Em maio, no 4.º ano do curso, foi internado no Instituto de Psiquiatria da USP, com depressão grave. Ficou lá durante um mês e segue com antidepressivos e acompanhamento psicológico. 
Situação parecida viveu a estudante de Engenharia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bárbara (nome fictício), de 21 anos, que trancou a matrícula após desenvolver um quadro de ansiedade e depressão que a levou à automutilação e a uma tentativa de suicídio no fim de 2016. Ela passou por tratamento, mudou de cidade e de faculdade, e retomou em agosto os estudos.
Relatos como esses se tornaram cada vez mais frequentes e mobilizam universidades e movimentos estudantis a estruturar grupos de prevenção e combate aos transtornos mentais. As ações, para oferecer ajuda ou prevenir problemas como depressão e suicídio, incluem a criação de núcleos de atendimento mental, palestras e até o acompanhamento de páginas dos alunos nas redes sociais.
Dados obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação dão uma ideia da gravidade do problema. Apenas na UFSCar, foram 22 tentativas de suicídio nos últimos cinco anos. Nas universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do ABC (UFABC), cinco estudantes concretizaram o ato no mesmo período. Mapeamento feito pela UFABC mostrou que 11% de seus alunos que trancaram a matrícula em 2016 o fizeram por problemas psicológicos.
A falta de compreensão de parte dos docentes é uma das principais queixas. “Alguns parecem ter orgulho em pressionar, reprovar”, conta Bárbara. 
O psicólogo André Luís Masieiro, do Departamento de Atenção à Saúde da UFSCar, diz que a busca por auxílio psicológico está frequentemente ligada à exigência constante que se faz dos jovens. “Sem dúvidas há um aumento do fenômeno da depressão em universitários. A ameaça do desemprego e do fracasso profissional são fatores desencadeantes de depressão.”
A UFSCar informou ainda que, entre outras iniciativas, distribuiu cartilha de práticas de acolhimento em saúde mental para docentes e funcionários que recebem alunos em situação de sofrimento psicológico.

Aproximação

Para combater o problema, instituições tentam, aos poucos, se aproximar dos alunos. Na Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, são estratégias a indicação de professor mentor para quem teve mudança repentina no rendimento acadêmico e a participação de grupos estudantis nas redes sociais.
Na Federal de Minas Gerais (UFMG), foram criados neste ano dois núcleos de saúde mental, após dois suicídios entre alunos. Até então, só a Medicina tinha atendimento do tipo. “Se um fato já aconteceu, é sinal de que falhamos no processo”, diz a vice-reitora Sandra Almeida.
Já a Federal da Bahia (UFBA) criou, também em 2017, programa para prevenir e ajudar alunos, principalmente os de baixa renda. “Os cotistas sofreram rejeição, até mesmo de alguns professores”, diz o psicanalista e assessor da UFBA Marcelo Veras.

Mobilização

Alunos também têm criado grupos para auxiliar colegas e sensibilizar as instituições. A principal iniciativa do tipo foi a Frente Universitária de Saúde Mental, criada em abril por alunos de instituições públicas e privadas de São Paulo.
O movimento surgiu após tentativas de suicídio na Medicina da USP. “Eram muitos alunos com esgotamento, sem acompanhamento adequado, e percebemos que isso não era particularidade da Medicina”, conta a aluna do curso Karen Maria Terra, de 23 anos, integrante da Frente. Eles organizaram, em junho, uma semana de palestras para abordar questões sobre a saúde mental. A página do grupo no Facebook tem 27 mil seguidores.
"Eu vejo meus colegas surtando, e a gente fala pouco sobre isso. A criação da Frente nos mostra que não estamos sozinhos”, comenta Anna Campos Teotonio, aluna de Medicina da Santa Casa.
Alunos da Veterinária da USP também criaram uma página no Facebook para desabafar. “Com o tempo, começaram a aparecer relatos de problemas de saúde e, este ano, o que mais tem é depressão e ansiedade”, diz Bianca Cestaro, de 30 anos.  (Colaborou Isabela Palhares)
Fonte: Estadão

Esta tabela periódica interativa mostra o propósito de cada elemento

O Americano Keith Enevoldsen desenvolveu uma tabela com explicação e exemplos de como elementos funcionam

Uma das maiores dificuldades que os estudantes encontram ao conhecer a tabela periódica é entender as aplicações que os elementos têm em suas vidas. Pensando nisso, o americano Keith Enevoldsen criou uma tabela interativa que dá mais informações sobre os elementos e exemplos de como eles são utilizados.

Enevoldsen é formado em física pela Colorado College, nos Estados Unidos, e atualmente trabalha como engenheiro de softwares. "Quando era criança, gostava das tabelas periódicas com figuras, mas elas nunca tinham boas imagens de todos os elementos", contou à BBC

Inspirado pelo livro Building Blocks of the Universe (Blocos de Construção do Universo, em tradução livre), de Isaac Asimov, que possui relatos da história e do uso dos elementos, o engenheiro desenvolveu a "The Periodic Table of the Elements, in Pictures and Words" (A Tabela Periódica dos Elementos, em Figuras e Palavras). 

A tabela em versão interativa está disponível em inglês na internet (clique aqui para conhecê-la) e conta com ilustrações em cada um dos elementos. Ao clicar nos ícones deles, novas caixas aparecem no topo da página com explicações do elemento, bem como exemplos de onde ele pode ser encontrado. O ícone do ferro, por exemplo, é uma ponte, já o do sódio, é o sal. 

"Queria que toda a tabela fosse colorida, com um desenho limpo, que não fosse cheia dos números dos pesos atômicos que, para as crianças, não servem para muita coisa", explicou. 

O site de Enevoldsen também disponibiliza a tabela em pdf em diversos tamanhos para serem impressas em casa — tudo de graça. Confira aqui.

Fonte: Galileu

Dica de leitura: Acompanhamento psicológico de criança com problema de sono: Um relato de caso

O Artigo de Silvares, El Rafihi-Ferreira e Pires (2014) publicado pela revista Revista de Psicologia da Criança e do Adolescente (Lisboa) descreve um estudo de caso de uma intervenção comportamental para insônia infantil por meio de um programa dirigido aos pais, podendo constituir um bom material de estudo e trabalho para psicoterapeutas infantis!
Leia o resumo: 
Dificuldades com o sono são frequentes em crianças em idade préescolar. O objetivo do presente estudo foi de apresentar um relato de caso de uma intervenção comportamental por meio de orientação parental para o manejo de problemas de sono em uma criança em idade pré-escolar. Participaram do estudo um menino de quatro anos de idade que apresentava dificuldades de iniciar e manter o sono na ausência dos pais e sua mãe que recebeu orientação atráves de um programa de orientação parental. O programa foi composto por cinco sessões em que a mãe recebia orientações sobre o sono da criança e sobre as técnicas de extinção e reforço positivo para o manejo das dificuldades de sono infantil. O sono e o comportamento da criança foram avaliados em quatro momentos (pré-intervenção, pós-intervenção, follow-up 1 e 6 meses) por meio dos seguintes instrumentos:
1) Escala UNESP de Hábitos e Higiene do Sono-Versão Crianças;
2) Escala de Distúrbios do Sono para Crianças e Adolescentes;
3) Inventário de comportamentos para crianças entre 1½ a 5 anos;
4) Diários de sono: os resultados demonstraram que após a intervenção a criança passou a dormir independentemente, resistir menos a ir para cama e apresentou melhora nos seus comportamentos diurnos.

Pode se concluir que a intervenção comportamental dirigida aos pais, foi efetiva para os problemas de sono da criança.
Fonte: Comporte-se

Pesquisa monitora o cérebro de crianças com problemas de conduta e descobre: elas reagem menos à dor alheia

Estudo sugere que atividade cerebral de crianças pode ser vista como fator de risco para desenvolvimento de psicopatia na idade adulta
Pesquisadores mostram que, em crianças agressivas e violentas, as áreas
cerebrais responsáveis pela empatia são menos ativadas pelo sofrimento alheio.
(Thinkstock)
 
As origens do comportamento cruel apresentado por criminosos e psicopatas pode estar no cérebro. Um estudo publicado nesta quinta-feira no periódico Current Biology monitorou a atividade cerebral de crianças inglesas que apresentavam problemas de conduta. A pesquisa deixou claro que o cérebro dessas crianças, quando são confrontadas com imagens de pessoas sofrendo, reage de maneira diferente da maioria das outras: as áreas associadas à empatia se mostram menos ativas em reação à dor alheia. Diante dos resultados, os cientistas sugerem que a análise da atividade cerebral de crianças ao testemunhar cenas de sofrimento pode ajudar a apontar fatores de risco para o comportamento antissocial e a psicopatia na fase adulta.
 

Jovens com transtorno de conduta apresentam uma série de comportamentos que violam os direitos alheios, como agressão física, crueldade, roubo e falta de empatia em relação às outras pessoas. As crianças com esse tipo de comportamento têm maiores chances de se tornar adultos violentos e ter comportamentos antissociais. Na Inglaterra, onde o estudo foi conduzido, cerca de 5% das crianças parecem ter esse tipo de problema.
 
No novo estudo, os pesquisadores usaram imagens de ressonância magnética para descobrir se o cérebro dessas crianças com desvio de conduta reagia de modo diferente a fotografias de outras pessoas sofrendo. Como resultado descobriram que, em relação às outras crianças, áreas como a ínsula anterior, o córtex cingulado anterior e o giro frontal inferior — todas associadas à empatia — ficaram menos ativas.
 
Segundo os pesquisadores, isso não quer dizer necessariamente que toda criança com problemas de conduta tem a mesma reação ao sofrimento, e nem que qualquer em que demonstre esse tipo de padrão cerebral vá se tornar um adulto problemático — na verdade, a maior parte deixa esse tipo de comportamento para trás durante seu desenvolvimento.
 
"Nossa descoberta indica que crianças com problemas de conduta têm uma resposta cerebral atípica ao ver outras pessoas sofrendo. O importante é ver essas descobertas como um indicador de vulnerabilidade, em vez de um destino biológico. Nós sabemos que crianças são bastante suscetíveis a intervenções, e o desafio é fazer essas intervenções ainda melhores", diz Essi Viding, pesquisadora da University College London responsável pelo estudo.
 
Vulnerabilidade – Os pesquisadores também analisaram as diferenças de comportamento dentro do grupo das crianças com problemas de conduta, separando os indivíduos mais insensíveis e que demonstravam menos emoções. Essa indiferença emocional é uma importante característica dos psicopatas, e sua presença na infância pode ser vista como fator de risco para o desenvolvimento da condição na vida adulta.
 
Os cientistas descobriram que, em relação à dor alheia, o grupo apresentou uma atividade ainda menor na ínsula anterior e no córtex cingulado anterior. "Nossa pesquisa mostra muito claramente o fato de que nem todas as crianças com problemas de conduta têm a mesma vulnerabilidade neurobiológica — algumas podem ser mais vulneráveis à psicopatia, enquanto outras não. Isso traz a possibilidade de adaptarmos as intervenções existentes para se adequar aos perfis específicos que caracterizam as crianças com problemas de conduta", disse Essi Viding.
 
Fonte: Veja 

Fazer mais refeições no dia - e em pratos menores - evita a obesidade infantil

(Thinkstock)
 
Segundo dois novos estudos, esses hábitos estão ligados a uma menor ingestão de calorias, a um peso corporal mais baixo e a menos chances de obesidade e sobrepeso entre crianças
 
O risco de uma criança se tornar obesa pode ser menor caso ela faça mais refeições ao longo do dia e coma em pratos com um tamanho menor. Essas são as conclusões de dois estudos publicados nesta segunda-feira na revista médica Pediatrics. Uma das pesquisas, feita na Universidade de Harokopio, na Grécia, concluiu que crianças que costumam comer mais do que três vezes por dia, em comparação com as que se alimentam com menos frequência, são 22% menos propensas a ter sobrepeso ou obesidade. O outro trabalho, desenvolvido na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, observou que crianças que se servem sozinhas na hora de comer pegam mais comida – e consomem mais calorias – se o prato for grande.
 
A pesquisa da universidade grega se baseou em onze estudos feitos anteriormente sobre alimentação infantil que envolveram aproximadamente 19.000 crianças e jovens de 2 a 19 anos de idade. Os autores, então, compararam os dados das crianças que se alimentavam com mais frequência aos daqueles que comiam com menos vezes em um dia. Segundo o estudo, de maneira geral, crianças que comiam três vezes ou mais por dia pesavam menos do que aquelas que faziam três refeições ou menos diariamente. Essa relação foi forte especialmente entre os meninos, mas os pesquisadores não conseguiram explicar o motivo dessa diferença entre gêneros.
 
A conclusão, afirmaram os autores, reforça a teoria de que comer pouco por refeição, mas várias vezes por dia, pode ser melhor para o controle do peso. Porém, é preciso tomar cuidado com esses resultados, já que eles não autorizam que uma criança que consome muitas calorias por refeição, mas que come com pouca frequência, passe a fazer lanches no meio do dia sem reduzir a quantidade do que ingere.
 
Tamanho importa — A pesquisa feita na Universidade da Pensilvânia analisou 41 crianças com idades de seis a sete anos. Elas puderam, por duas vezes, se servir da maneira que quisessem na hora do almoço. Em uma das vezes, as crianças receberam um prato pequeno e, na outra, um prato grande. As opções de alimentos incluíam massa, carne, vegetais e pães.
 
De acordo com o estudo, as crianças se serviam com 90 calorias a mais quando tinham um prato grande – mas apenas consumiam metade dessas calorias extras. Para os pesquisadores, tanto o tamanho maior do prato quanto o fato de as crianças terem se servido sozinhas aumentaram a propensão de elas se servirem com – e comerem – mais calorias. O índice de massa corporal (IMC) de cada criança não determinou se ela pegaria mais ou menos comida.
 
Fonte: Veja