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Cientistas conseguem remover o cromossomo causador da síndrome de Down

 
A síndrome de Down ocorre devido a uma anomalia genética, na qual um cromossomo 21 extra participa da cadeia genética dos portadores, ao invés dos dois pares usuais destes cromossomos. É então caracterizada por uma tríade de cromossomos 21, fato que é chamado cientificamente de trissomia do 21.
 
A síndrome de Down foi estudada mais a fundo pela equipe do Dr. Li B. Li, do Departamento de Medicina da Universidade de Washington. O objetivo da pesquisa era remover o cromossomo excedente, o que poderia trazer novas aplicações clínicas e laboratoriais. Saiu na MedicalXpress.
 
Em nascimentos de bebês com vida, a síndrome de Down é tida como a mais frequente das trissomias. A condição faz com que o paciente desenvolva uma fisionomia característica, com olhos puxados, face arredondada, mãos e dedos curtos e vários problemas sistêmicos, como anomalias cardíacas, intelecto subdesenvolvido, envelhecimento precoce, demência e até mesmo casos de leucemia.
 
"Certamente, não estamos propondo que o método que descrevemos possa levar ao tratamento da síndrome de Down", disse o Dr. Russell, um dos principais pesquisadores do projeto. "O que estamos fazendo é procurar por uma possibilidade para que cientistas médicos possam criar terapias para alguns distúrbios de formação sanguínea que acompanham a síndrome de Down".
 
E o doutor cita um exemplo: algum dia, pacientes portadores da síndrome e de leucemia poderão fornecer células tronco derivadas de suas próprias células comuns, e assim conseguirem a trissomia corrigida em culturas de células, em laboratório. Eles poderiam então receber um transplante de seu próprio sistema celular - menos o cromossomo extra - ou de hemácias sadias, criadas a partir de células tronco modificadas, para assim cessar a evolução da leucemia, como parte do tratamento contra o câncer.
 
O doutor acrescenta que a possibilidade de gerar células tronco com e sem a trissomia do 21 a partir de um mesmo paciente poderia levar a um melhor entendimento de como os problemas ligados à síndrome de Down se originam. As linhas celulares seriam geneticamente idênticas, a não ser pelo cromossomo extra.
 
Assim, os cientistas poderiam pesquisar, por exemplo, o desenvolvimento de neurônios com a trissomia do 21, o que poderia ajudar a esclarecer a existência de danos cognitivos que surgem ao longo da vida destes pacientes e que tendem a piorar na idade adulta. Abordagens comparativas semelhantes poderiam buscar pelas origens, causas e possíveis tratamentos do envelhecimento precoce e das desordens cardíacas em portadores da síndrome.
 
A formação de trissomias também é um problema constante em pesquisas na área da medicina regenerativa, que utiliza células tronco. Russell e sua equipe observaram que sua abordagem poderia também ser usada para reverter trissomias que frequentemente surgem na criação de culturas de células tronco.
 
E como explicou Russell: a vantagem é que, uma vez eliminado o cromossomo, nenhum rastro é deixado. É preciso ter cuidado, no entanto, para que a remoção de um cromossomo não quebre ou desorganize a cadeia genética.

Cartilha: Cuidados de saúde à pessoas com Síndrome de Down

O Ministério da Saúde lançou esta semana uma cartilha para orientar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) a pessoas portadoras de síndrome de Down, que atinge atualmente 300 mil brasileiros.
O objetivo, segundo o ministro Alexandre Padilha, é qualificar e humanizar os serviços oferecidos às famílias e aos pacientes já nos primeiros dias de vida deles.
A intenção é alertar sobre as doenças que têm maior prevalência nessa fase e os principais cuidados necessários, para garantir um desenvolvimento saudável das crianças.
O documento foi formulado durante cinco meses, com a colaboração de especialistas e entidades. Também há uma versão mais simples, feita em parceria com jovens que têm síndrome de Down, para que a linguagem ficasse mais acessível a esse público.
Para ter acesso a Cartilha, clique aqui: Cuidados de Saúde à Pessoas Sindrome Down
Fonte: G1


Reflexão: Eu sou Down

Sou um ser especial

tenho muito a te ensinar

sobre o verdadeiro amar

aqui nesta esfera mortal

Sou diferente da maioria

não sei mentir ou fingir


o que sei mesmo é sorrir

e espalhar minha alegria

Vim ao mundo pra ensinar

mais do que para aprender

ensinar a você como amar

Os seus preconceitos vencer

as diferenças aceitar

e ao Pai Celeste bendizer.

Homenagem a essas pessoas tão especiais,

anjos mandados por Deus para nos fazer mais humanos.

Jorge Linhaça

Dia 21 de março - Dia Nacional da Síndrome de Down.