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Criando filhos autoconfiantes


Autoconfiança e autonomia andam de mãos dadas. Isso acontece por uma simples razão: se autoconfiança é o sentimento de que se é capaz, de que se dá conta de enfrentar as dificuldades ao nosso redor, como nossos filhos vão sentí-lo se não os deixamos dar conta de nada?


Seu filho provavelmente vai ficar inseguro de dormir na casa de um amigo se ele ainda não descobriu que consegue ir ao banheiro sozinho, se trocar, dormir sem você!


A autoconfiança cresce como uma escala, do menos pro mais. Por isso, por mais simples e boba que pareça uma atividade, se seu filho já é capaz de fazer sozinho, deixe com que ele faça! Ajuda demais atrapalha! Elogie o seu esforço e mostre a ele o quanto, cada vez mais, tem dado conta de resolver as demandas ao seu redor. 


Como o desenvolvimento varia muito de uma idade para outra, o ideal é ir tirando a ajuda aos poucos. Talvez a criança ainda não consiga se trocar inteira sozinha, mas já consegue tirar as meias, colocar a roupa suja no cesto. Mais pra frente você pode ir ajudando ela a tirar as calças, até que ela consiga sozinha e assim vai!


Se você tiver dúvidas do que seu filho já está apto a fazer, converse com o pediatra ou um psicólogo! Be happy!!!

Baby Blues e Depressão Pós Parto


Seu tão esperado bebê nasce e logo você se enche de alegria e amor, certo? Errado! Pelo menos pra grande maioria das mulheres. 

Segundo pesquisas americanas, estima-se que, com a chegada do bebê, 60% a 80% das mulheres sofram de Baby Blues (um tipo leve de depressão) e 10% a 15% de Depressão Pós Parto. Isso significa que bem poucas mulheres escapam, em maior ou menor grau, de algum tipo de sintoma depressivo nessa época. Os sintomas comuns são: irritabilidade, choros frequentes, tristeza, sentimento de culpa e fatiga. 

A razão para essa alta incidência é a combinação de vários fatores como mudanças hormonais drásticas, falta de sono, ansiedade e cansaço com os cuidados do bebê. 

Os sintomas do Baby Blues costumam melhorar em poucas semanas e os depressivos são mais fortes e permanecem por mais tempo. A Escala de Edimburgo pode ajudar a identificar a intensidade do quadro depressivo.

Essa questão ainda é tratada como um tabu pelos médicos e mães que tiveram os sintomas e, por isso, muito pouco se fala do assunto. 

Se você se sente assim, converse com o seu médico, fale com outras mães, peça ajuda para tentar descansar o máximo possível e se achar necessário, procure um psicólogo. 
Não se sinta sozinha, a maioria das mães se sente exatamente como você e isso não tem nada a ver com o amor pelo seu filho. Você já o ama e vai amá-lo ainda mais, mas o começo é difícil mesmo. Muito difícil! 

Vamos falar mais sobre isso? É irresponsabilidade tratar algo tão comum e sério como tabu!


Formando crianças gratas


Além da gratidão ser uma das características mais importantes para o nosso bem estar, segundo a Psicologia Positiva, ainda temos um problema grande de insatisfação na geração de crianças de hoje.

É comum pais procurarem ajuda profissional para seus filhos porque estes estão sempre insatisfeitos, mal humorados e bravos, mesmo tendo lhes dado o mundo. Essa ingratidão gera, com razão, muita frustração aos pais, que se esforçam arduamente para que seus filhos sejam felizes.

Existem alguns exercícios que podemos fazer com os pequenos para que esses aumentem o grau de gratidão. Eles precisam, antes de mais nada, perceber o que há de bom em sua volta e que existem outras pessoas, além deles, responsáveis por isso.

Um exercício que gosto muito é a Parede da Gratidão.

Escolha uma parede da casa e 1x por semana, a família toda deve escrever em um post-it o que foi o evento mais legal da semana e a quem devemos agradecer por ele ter acontecido. Depois de escrito, todos devem colar na parede.

Com o tempo a parede vai se enchendo e as crianças, que são muito visuais, percebem quantas coisas boas tiveram. Leia de tempos em tempos os post-it para elas relembrarem tudo de bom que já aconteceu e quem foram os responsáveis por eles. 

Gratidão e a sua relação com o bem estar



Segundo as pesquisas da Psicologia Positiva, uma das características mais presentes nas pessoas com maiores níveis de bem estar é a gratidão.

Essa habilidade faz com que as pessoas sejam mais otimistas, se sintam pertencentes e importantes (já que ser grato implica em atribuir algo de bom da sua vida a alguém ou a algum fator externo), melhoram os relacionamentos, aumentam a benevolência e faz com que os problemas da vida sejam considerados apenas uma parcela da vida, considerando que se tem tantas outras coisas a agradecer.

E por que é tão difícil sermos gratos? Basicamente por 2 motivos. O primeiro é que somos programados biologicamente para nos atentarmos mais ao ruim do que ao bom. Uma questão de adaptação da espécie. Imagina sermos devorados por um leão porque estamos olhando as borboletas voarem. A outra questão é que nos habituamos e deixamos de perceber o que há de bom em nossas vidas. Eu fico feliz com o celular novo que eu comprei, mas em pouco tempo, ele já não me causa mais nenhuma grande emoção. Deixamos de perceber a nossa saúde, a nossa casa, o nosso carro, os nossos familiares, as estrelas, por do sol, o sabor das comidas, etc....

É aí que a conta não fecha! Nos habituamos e ao que temos de bom e continuamos alertas para os eventos negativos que aparecem.

Uma das melhores maneiras de aumentarmos os níveis de gratidão é fazermos o exercício de tirar nossa mente do automático, do mundo paralelo dos pensamentos e voltamos a nos atentar ao que está a nossa volta, como se fosse a primeira vez que estamos vivenciando aquilo.

Um simples banho pode ser uma experiência incrível se notarmos ele. Uma volta no parque, um café depois do almoço, uma música no rádio, os passarinhos pousados na árvore e por aí vai! Fica difícil sermos gratos se não percebemos o que temos de bom e sempre temos muitas coisas boas no nosso dia! Essa é a razão pela qual os treinos de meditação, mindfulness ou atenção plena estão tão em alta. Eles nos reensinam a perceber a vida e causam efeitos incríveis no bem estar e níveis de gratidão! 

Savoring


Descrição mais que perfeita do que na Psicologia Positiva chamamos de "savoring". Trata-se da capacidade de pausar os pensamentos nas coisas do dia a dia, focar a atenção da forma MAIS AMPLA POSSÍVEL no momento presente e se deliciar com os presentes cotidianos que a vida nos dá. Quanto mais conseguimos aplicar o savoring no nosso dia a dia, mais gratos somos pela vida, pq sentimos um prazer enorme em pequenas coisas q estão lá, mas a gente nem se da mais conta. A gratidão é um dos sentimentos mais presentes na vida das pessoas mais felizes e com maior grau de satisfação na vida.
 
Além da descrição maravilhosa de savoring com os filhos no texto abaixo, podemos aplicá-lo em muitos outros contextos como: ao comer algo, olhar o céu, tomar um banho (é maravilhoso perceber o banho, acredite), ficar mais 5 minutinhos na cama de manhã e por aí vai. Não precisamos de muitas coisas para sermos felizes, precisamos voltar a reconhecer o que já está lá! Be happy!



Manhã nublada, você e sua criança no chão da sala.
Congele este momento.
Eu preciso que você olhe para o rosto da sua criança.
Olhe mais.
Mais profundamente. Por mais tempo. Para mais detalhes.
Veja como os dedinhos seguram os brinquedos.
Perceba a curva doce do lábio inferior perfeitamente cor-de-rosa.
Observe os cabelos finos. Sinta o cheiro.
Memorize estes cílios longos, os olhos curiosos, e a maneira que te olham fixamente, como se você fosse o mundo, afinal, hoje você é.

Afaste a interminável lista de afazeres, os planos, as preocupações.
Varra todo o excesso para trás e coloque este momento na primeira fileira, dando a mais alta prioridade possível.

Em um piscar de olhos esta mesma criança estará conversando sobre política e planos de carreira.
E enquanto você escuta a voz animada de quem esta prestes a bater as asas, você desesperadamente busca no seu banco de memória por dias assim. O dia comum, sentados no chão da sala, fazendo coisas simples.

Quando o assunto é o meu mais velho, eu tenho buscado estes momentos com freqüência. Tenho fome de lembrar com clareza o cabelo tijelinha do meu menino. O sorriso dado, a pele lisa e perfeita, os lábios carnudinhos que falavam tudo bagunçado.
E por mais que eu procure na minha memória, e revire, eu nem sempre os encontro. As vezes me vem um flash. Lá estava o meu pequeno, correndo pela casa. Mas a imagem se vai com a mesma velocidade que veio. E eu nem sempre consigo recuperá-la.

Eu me pergunto o que eu estava pensando todos aqueles anos atrás. Problemas, medos, dilemas, que por diversas vezes eram os donos da minha atenção. Eu fazia planos, e me preocupava com coisas que me pareciam ser tão importantes. Enquanto eu deveria estar presente, não só fisicamente mas por inteira, exatamente ali, no chão da sala, com o meu menino.
Perdemos muito tempo buscando dias espetaculares, ocasiões especiais para celebrarmos a vida. Enquanto o comum, este sim é extraordinário.
Por isso pare. Olhe para a sua criança. Congele. Marque com canetinha. Coloque em destaque. Armazene.
Porque eu te prometo, um dia você irá procurar por estes momentos, e eu quero que você seja capaz de encontrá-los.

Autora: @a.maternidade (Instagram) - Rafaela Carvalho.
Para mais textos como este, siga no Instagram @a.maternidade

Capacidade e Dificuldade das crianças




Uma das coisas mais importantes pros pais se atentarem na educação dos filhos é como ensinamos eles a entenderem as suas capacidades ou dificuldades. Com 4 anos uma criança já tem um pensamento que pode distinguir entre "sou burro, sou inteligente, ele consegue porque é mais esperto, eu nunca vou conseguir" ou "eu preciso treinar mais pra conseguir, ele consegue porque se esforçou mais que eu, eu consigo aprender e melhorar o que eu quiser, se eu me dedicar mais". 


O que muda nos 2 casos é uma estrutura de pensamento fixa (sou ou não sou) para uma estrutura de construção (posso aprender e melhorar). 

Conseguimos ajudar os pequenos a desenvolverem essa estrutura de construção com 2 dicas:

1- Valorize o processo ao invés da criança- ao invés de dizer q ela é inteligente, esperta, boa quando consegue alguma coisa, diga q ela conseguiu, q ela se esforçou para fazer tal coisa, q ela melhorou desde a última vez. Isso faz com que quando ela não consiga, não vá para o outro extremo e pense q quem não consegue é burro ou algo assim.

2- Use a palavra AINDA nas falhas- quando o seu filho falhar em alguma coisa ou disser q não consegue, diga a ele q ele não consegue AINDA! Isso abre a possibilidade de mudança, de que ele pode conseguir se quiser. 

Dificuldades vão aparecer por toda a vida e essas duas estruturas de pensamento fazem toda a diferença na maneira de lidar com elas, mesmo na idade adulta.



Minuto Terapia com Carol Kherlakian